30 de junho de 2014

290 - ASSUIT

290 por Carine Würch - SEMANA 05
Já lemos em alguns posts da nossa contagem regressiva que Jamila Salimpour e sua trupe Bal Anat, tornaram o ASSUIT sua assinatura de vestimenta, trazendo e popularizando também jóias antigas e tecidos antigos.

Se você era como eu, que não sabia o que era ASSUIT, mas não teve medo de pesquisar, nem de perguntar... este post é para você!

Afinal, o que é ASSUIT??? Tulle-bi-telli, também conhecido como Assuit, nomeado assim por causa do local onde é feito: Assuit no Egito. É um tecido que trama algodão ou linho com pequenas tiras de metal. Suas origens remontam ao Egito Antigo. Outras grafias incluem assuite, Assiut, Assyut, asyute e azute. O nome traduzido como "rede de metal".

Abaixo você tem um ótimo texto produzido pela nossa amiga Surrendra Bellydance, para o Blog de outra amiga, Aerith Asgard, falando sobre o Tulle bi telli ou Assuit, introduzido também nos dias atuais no mundo da moda.
Jamila sempre fazendo história. Acompanhe algumas fotos:

29 de junho de 2014

291 - BAL ANAT {vídeo}

291 por Natalia Espinosa - SEMANA 04 

Hoje vamos ver uma outra história de Jamila que amo: A história de como John Compton entrou no Bal Anat

Para quem não sabe, John Compton foi diretor e coreógrafo do grupo Hahbi'Ru, que segundo muitos bailarinos é o único grupo comparável ao Bal Anat. E foi justamente no Bal Anat que ele começou, e foi Jamila sua primeira professora.

John Compton assistiu o Bal Anat na Renaissance Pleasure Faire e desejava de todo coração estudar com Jamila Salimpour. Mas não foi fácil para John entrar nas aulas de Jamila, pois ela só ensinava para mulheres. Segundo Suhaila (em seu blog), John não se deu por vencido: ficava sentado do lado de fora da sala de aula, ouvindo as músicas e tentando captar qualquer pedaço da aula que conseguisse. Até que um dia Jamila abriu a porta e disse: "Tá legal, entra!!" - John Compton foi o primeiro aluno homem de Jamila, e abriu as portas para que outros homens pudessem também estudar com ela.

Até o fim de sua vida, John Compton usou uma fivela que ganhou de Jamila quando começou a se apresentar. Um lindo gesto de gratidão e respeito. Infelizmente só podemos ver John agora por vídeos, pois ele faleceu em 2012. A comunidade sentiu muito essa perda.


Essa história é fantástica porque passa por um tema que até hoje gera polêmica: homens na dança do ventre e no tribal. E os homens desenvolvem trabalhos maravilhosos com a dança do ventre e o tribal, como John Compton ilustra magnificamente.

Vídeo de John Compton dançando no Bal Anat:

28 de junho de 2014

292 - JAMILA {vídeo}

292 por Natalia Espinosa - SEMANA 04 

Essa semana falei em meu blog bem pouquinho sobre a importância de Jamila para o tribal, do ponto de vista de quem dança ATSVou trazer um pouco mais de informação/material para reflexão a respeito disso no post de hoje!

Nos EUA é muito comum as dançarinas no ventre usarem a palavra "Mothership" (nave-mãe) para fazer referência à bailarina ou estúdio de dança onde tudo começou. 

Quem estuda ATS costuma chamar o estúdio do FatChanceBellyDance (ou mesmo a Carolena Nericcio-Bohlman) de "Mothership". MAAAASSSS.... O estúdio de Suhaila também é chamado de "Mothership", tá errado? Quem é a nossa verdadeira nave-mãe?


Isso fica a critério de cada um, mas eu penso que as duas são. Depende do referencial. O estilo de Jamila é mãe do estilo de Masha, que é mãe do estilo de Carolena, que é mãe do estilo que está sendo desenvolvido agora. Quem é a mãe do estilo tribal? Depende do que você enfoca. Quem é mais importante? Eu gosto de pensar que todos são importantes nessa história.

O mundo tribal reverencia Jamila! No ano passado um festival fruto de financiamento coletivo levou essa reverência para o palco. Idealizado pelo grupo de ITS Unmata, o show contou com vários artistas incluindo Rachel Brice e Zoe jakes. Aqui está o que Rachel disse sobre o show:

"Venha para esse show. Se você está na linhagem do Tribal Fusion,
 eu considero Jamila a tataravó do estilo. 
(Jamila ensinou Masha Suhaila
Masha ensinou Carolena que ensinou Jill)"

Embora não haja muita informação sobre esse show online, encontrei algumas fotos no site da PixieVision. Deixo vocês com essa, que achei a mais linda: SuhailaJamila e sua neta Isabella.
Eu adoraria estudar com Jamila ou Suhaila! Mesmo o estilo delas sendo diferente do que chamamos hoje de tribal, certamente agregaria muito - afinal, é tudo dança do ventre. E vocês? O que pensam?

Click here to view the full photo album
 http://www.pixievision.com/Portfolio/Dance/Bal-Anat-Show-9713/n-S8Nnv

Highlights from "Reverence: A Tribute to Jamila Salimpour" held on September 7, 2013. The event was a collaboration amongst Amy Sigil (Creative Director), Djeynee (Producer), and Suhaila Salimpour (Consultant and Bal Anat director), and the show featured many special guest artists. 

The night is bought to life via photography by Pixie.

26 de junho de 2014

294 - JAMILA

294 por Maria Carvalho - SEMANA 04

Essas imagens de Jamila não demandam legenda, somente contemplação! 
Uma fase pré Bal Anat e o visual que estamos acostumados. Soberbo!!!

25 de junho de 2014

295 - JAMILA

295 por Maria Carvalho - SEMANA 04


Em diversos países onde as mulheres não tem liberdade de agir, pensar, viver...a dança pode ser a unica forma de libertação!

Assim foi com Jamila, a liberdade de quebrar tabus e ser quem intencionava, lembrando que ela descobriu o caminho que queria seguir aos 16 anos, venceu um casamento mal sucedido e é um dos PILARES da nossa dança.

24 de junho de 2014

296 - JAMILA

296 por Carine Würch - SEMANA 04

Poster da década de 1970 de Jamila Salimpour, desenhado por Bob Mackey

23 de junho de 2014

297 - BAL ANAT

297 por Carine Würch - Texto de Shaide Halim  - SEMANA 04





"Não há performances solos no Estilo Tribal. As bailarinas, como numa tribo, celebram a vida e a dança em grupo. Dentre as várias disposições cênicas do Estilo Tribal estão a roda e a meia lua. No grande círculo, as bailarinas têm a oportunidade de se comunicarem visualmente, de dançarem umas para as outras, de manterem o vínculo que as une como trupe. Da meia lua, surgem duetos, trios, quartetos, pequenos grupos que se destacam para levar até o público esta interatividade."


Leia mais aqui:

298 - BAL ANAT {vídeo}

298 por Maria Carvalho - SEMANA 03


Um pouco do que conversamos essa semana, dança com a espada e performances coreografadas.


22 de junho de 2014

299 - JAMILA

299 por Maria Carvalho - SEMANA 03

Sabe qual foi a primeira vez que se viu a dança com a espada (na América)?


Jamila estava inquieta para que a apresentação de seu grupo não fosse algo monótono, havia uma certa dificuldade em suas pupilas se virarem no improviso. Ela percebeu a necessidade de coreografar e demonstrar as possibilidades de passos que poderiam ser apresentadas da parte lenta até sua evolução ao rápido.

Bem, nos 2 minutos iniciais foi tudo bem, mas depois... Para a exigente Miss J, nem tanto.


Em 1971, havia um aluno com um sabre real turco que o equilibrava sobre a cabeça, o que imediatamente lembrou a Jamila uma certa pintura. Ela o instruiu a fazer uma curva para trás e mergulhar a espada no palco de madeira, onde ele ficou em pé, enquanto ela retirou-se para fazer a entrada da próxima dança. Então nesta ocasião começaram as danças coreografadas e as com uso da espada.

20 de junho de 2014

300 - JAMILA

300 por Natália Espinosa - SEMANA 03

A história da dança com cobras, por Jamila Salimpour.

"Em 1969, eu acidentalmente usei cobras. 


Digo acidentalmente porque tínhamos um mágico que usava uma cobra indiana de duas cabeças [n.t: se alguém estiver curioso em saber como a cobra pode ter duas cabeças eu explico] como parte de seu número. Ele mostrava à platéia uma frigideira vazia à qual ateava fogo, e após girá-la no ar umas duas vezes ele puxava uma cobra da frigideira. Eu percebi que a reação da platéia foi de repulsa e nojo enquanto ele colocava o animal quase inconsciente em um saco até o próximo show. Já que a esse tratamento em relação ao animal faltava compaixão, e eu senti que a cobra poderia morrer acidentalmente ou não, eu insisti que ele me desse a cobra. Quando ele deu, eu simplesmente olhei para aquilo. O que você faz com uma cobra? O que ela faria com você, se tivesse a oportunidade? Logo aprendi que as cobras não são venenosas, que na maioria das vezes elas só ficam quietas até terem fome. Ninguém nos primeiros dias da trupe manusearia uma cobra. Quando eu sugeri adicionarmos variedade e "hokum" [n.t:elementos cômicos] ao show, uma das respostas foi: 'Não quero ser uma aberração'. Então eu fazia tudo.Eu cantava, dançava sobre copos d'água enquanto segurava uma cobra em minha mão, e tocava percussão entre as performances. Eu nunca vi ou trabalhei com um bailarino do Oriente Médio que usasse uma cobra. Eu só conheço faquires indianos que usam cobras, mas não dançam com elas. A dança com cobra foi invenção minha, foi como culminou uma sucessão de tentativas e erros depois daquela primeira posse acidental da cobra. Eu nunca tive a intenção de sugerir através de nossa performance que isso é ou foi feito tradicionalmente por dançarinos no Oriente Médio."

Essa é minha história favorita de Jamila, já que amo animais.

FONTE:
http://thebestofhabibi.com/vol-17-no-3-spring-1999/from-many-tribes/

18 de junho de 2014

302 - SEMANA 03

302 por Maria Carvalho - SEMANA 03


Então, em 1969 na conhecida Renaisance Faire começaram as primeiras apresentações do Bal Anat

Um problema foi imediatamente percebido por Jamila, não havia pagamento!

Os músicos não estavam interessados em levantar cedo, dirigir até o fi-o-fó, só por diversão.


Louis Habib, barbeiro em tempo integral e jogador tocava o oud, se ofereceu para participar "apenas por diversão." Não demorou muito para que ele abandonasse o grupo. O oud é um instrumento delicado, que foi facilmente dominado pelos tambores. Não é assim com o mizmar (oboé egípcio). 

Que acabou se tornando, junto com o artesão Ernie Fishbach a espinha dorsal da orquestra de Jamila.


Ainda hoje vivenciamos esse problema de amor-não-remunerado-a-arte, mais de 40 anos se passaram e a profissão ainda está em formação.

17 de junho de 2014

303 - JAMILA E SUHAILA {vídeo}

303 VÍDEO - Jamila e Suhaila Salimpour - SEMANA 03 (VÍDEO)


Um clipe muito, muito raro de Jamila dançando. 

Clipe apresenta Jamila e Suhaila em um workshop em 1977 no noroeste dos Estados Unidos (ou Portland ou Seattle).

O video clip tem duas partes: 1- Sallem Alley e 2- Atchan Ya Sabaya.
https://www.youtube.com/watch/?v=Wk5i3dA3rrE

Aqui uma linda foto de Suhaila, representando sua mãe, Jamila
Isabela, representando Suhaila, sua mãe.

16 de junho de 2014

304 - JAMILA - SEMANA 03

304 por Carine Würch




Jamila já dançava quando se casou com um homem persa, que também era baterista. Uma vez casados, o marido persa jurou que iria quebrar suas duas pernas se ela continuasse dançando em público novamente.

Jamila logo descobriu que também não podia tocar snujs pela casa...

Adivinhe?!? Isto levou ao fim do seu casamento. 

Mas eles tiveram uma filha chamada Suhaila Salimpour em 1966.







Durante a gravidez de Suhaila, Jamila começou a dar aulas em sua sala de estar.


Pouco tempo depois ela estava ensinando no “Old Poultry Company” em San Francisco, California."





FONTE:
http://www.wisewomandancer.com/index.php?pag=cms&id=213&p=legends-tributes-jamila.html

** Tradução Livre por Carine Würch **

14 de junho de 2014

306 - BAL ANAT

306 por Carine Würch - SEMANA 02


Você sabe como iniciou o Bal Anat? Leia a seguir um pequeno trecho que Aziza! escreve sobre a criação do grupo:



"Em 1968, Jamila faz frutificar o plano que há muito estava latente em sua mente. Ela foi convidada para fazer uma palestra na Universidade de São Francisco, e decidiu apresentar uma cronologia da Deusa Mãe e dança correspondente através dos tempos. Para sua apresentação, ela alinhou uma série de bailarinas, dando grande enfoque aos trajes, danças, etc, acompanhando sua palestra. Por exemplo, ela fez para Amina um grande e lindo colar, e uma saia estilo egípcio, e queria que ela fosse de topless para parecer realmente autêntico, mas Amina não quis, então ela usou um collant cor da pele, ao invés disto. Eu era o final da apresentação, a dançarina de cabaré moderno. Um dia antes do dia da apresentação, Bobby Kennedy foi assassinado, por isso adiamos nosso show por algumas semanas. A partir desta palestra / demostração teve início o famoso Bal Anat." 

FONTE:

13 de junho de 2014

307 - JAMILA

307 por Maria Carvalho - SEMANA 02
Dando sequência, opa como assim?! Nas andanças em busca de informação encontrei dados históricos deveras interessantes, então me permitam voltar, para antes de Jamila?!


ATS é um estilo relativamente moderno de dança, tomada inspiração e influências das danças da Índia e flamenco espanhol (olééé), mas com suas raízes nas danças ciganas do Ghawazee do Egito e o Ouled Nail da Argélia. 

Tá, você pensando....isso eu já sei! 
Calma... vamos seguir!


Sua dança foi registrada pela primeira vez por viajantes ocidentais e artistas depois de Napoleão invadir o Norte de África, em 1798, quando os soldados franceses viram essas danças ciganas, chamando-os "danse du ventre".



Sabe quanto tempo depois essa dança alcançou os EUA?

Quase cem anos, em 1893, com a Grande Columbia Exposition em Chicago e uma misteriosa dançarina Ghawazee chamado Little Egypt (só que essas evidências são contestadas, se realmente houve esta bailarina dançando na exposição, mistériiiiiio).

Algumas bailarinas, posteriormente se apresentaram com esse nome, a da foto (possivelmente Ashea Wabe) foi em um evento de NY, na 5ª Avenida nos idos de 1896, foi contratada para uma dança e uma pose. 


50 anos depois... aí sim, veio nossa Jamila.

12 de junho de 2014

308 - JAMILA

308 por Maria Carvalho   - SEMANA 02


Bal Anat (Dança da Deusa Mãe) e a "tribal" ou estilo "étnica", como era chamado na época, nasceu! 



Que Jamila era e é uma figura imponente e forte, não se discute... imagine se por a dançar na frente de Miss J?!

Assim as alunas de Jamila se referiam a sua impactante presença: "Uma figura imponente, completamente vestida de preto e prata, olho roxo maquiagem e cabelo preto... Bem, estudantes como eu iriam tremer na sua presença. Eu era nova, minha saia feita da cor limão verde e lantejoulas de ouro, duas jardas de saia acanhada, estava totalmente fora de sincronia com a forma escura, étnica da cena de dança na área da baía. Nunca usei essa saia novamente! Um olhar fulminante da poderosa e misteriosa Jamila poderia derrubar a dançarina mais forte. Conhecida como "Mãe J" ou "A Fortaleza", uma vez que ela entrou na sala de aula, os alunos não pronunciavam uma palavra e Jamila iria prender enormes pratos de dedo (os snujs) e começar seus treinos. Você sabia que estava na presença de alguém especial e raro. Havia quase uma aura cult nas aulas com Jamila. Para ser escolhido se fazia parte dessas aulas intensivas para o Bal Anat Troupe e assim se fez a elite da elite nos círculos de dança da área da baía de São Francisco.



O Bal Anat Troupe também foi o trampolim para muitas estrelas de dança bem conhecidos, como Aziza!, John Compton, Habiba, DeAnn, Baraka, Anne Lippe, Mish Mish, Rebaba, Aida Al Adawi, Masha Archer (estamos caminhando para chegar nela, que mais tarde inspirou Carolena Nericcio a criar o Fat Chance Belly Dance) e muitos mais. 

Não só Masha era poderosa (ainda é) no designer de jóias, Jamila se popularizou e fez jóias antigas e muito Assuit, procurados acessórios do traje. O Assuit tornou-se a assinatura de Jamila e seus dançarinos. Estes lenços líquidos raros e caros com quadrados de prata entrelaçados em padrões geométricos deu o tecido um brilho e um belo caimento. 


Estilo e criatividade dando os formatos do que viria a ser a Tribal.

11 de junho de 2014

309 - RAPHAEL LOPES

309 por Raphael Lopes - SEMANA 02

Lindo compartilhamento do Raphael Lopes:
"É muito bonito ver o espírito de reverência e irreverência com a qual vocês gestam e nutrem as histórias pessoais de vocês com o Tribal.
Quero contribuir aqui, afirmando que esse espírito é justamente a "experiência do Numinoso", ou se preferirem, a experiência do Sagrado.

Sou bailarino de Odissi há dez anos, e dedico praticamente vinte anos da minha vida à dança e ao estudo da espiritualidade, e da Índia. E posso afirmar que visualmente falando, são poucas as influências da dança indiana no ATS e tribal. Muito embora boa parte do figurino evoque a imagem das mulheres Banjaras do Rajastão, e da dança Kalbelya; ainda assim a dança tem em sua linguagem uma leitura muito mais preponderante pras danças do Oriente Médio.
Porém, ali no comecinho da prática nos deparamos com o Puja, a saudação inicial. E é ai, que encontramos a reverencia ao Sagrado, e esse é sim o grande pilar que é a dança indiana dentro do ATS. Nas danças clássicas da Índia a saudação inicial na verdade se chama Pranam, que significa Saudação. É uma forma da bailarina saudar a Mãe Terra, os Deuses, seu Guru, e suas amigas de palco - ao mesmo tempo é um ritual que serve como um divisor do momento sagrado, e uma abertura dos Chakras da bailarina para captar e receber mais energia com a dança.

A palavra Puja significa "Ato Meritório", uma forma de oferenda e homenagem muito comuns na Índia onde o devoto expressa sua gratidão e amor por meio de uma oferenda. Talvez seja essa a idéia que a Carolena possa ter querido imprimir na sua dança em contraste ao Pranam original, ou ainda, possa ter sido o próprio Inconsciente Coletivo ou (se preferir) os Deuses e Deusas da dança que assim desejaram - tornar o ATS uma forma de Oferenda, e de trazer ao Ocidente a conexão perdida com os nossos Deuses por meio da arte!!!

Existem alguns elementos de dança indiana presentes sim (muito embora eles fossem mais claros nos anos 70 com o Bal Anat), mas o Pilar hindu no tribal é certamente o espírito alegre e respeitoso, a devoção entregue com o êxtase do corpo diluído em ritmo, e o reconhecimento que a melhor forma de Orar é Dançar."

10 de junho de 2014

310 - JAMILA

310 por Carine Würch  - SEMANA 02

Jamila Salimpour foi a primeira professora de dança do ventre a criar um formato específico de movimentos com nomes individuais para cada passo.

Os passos que ela criou são agora a maioria dos movimentos de dança do ventre ensinadas hoje. Seu formato foi a inspiração e base do que mais tarde se tornou conhecido como American Tribal Style.



Os nomes passos, na maioria da das vezes, se originaram dos nomes das bailarinas que Jamila via fazendo aquele movimento. Por exemplo, Jamila chamado oitos cima para baixo Maya, porque ela viu Maya Medwar fazê-las em um clube em Los Angeles na década de 1950.




Na primeira foto é Maya Medwar, nas outras duas Jamila Salimpour.
FONTE:

9 de junho de 2014

311 - JAMILA

311 por Maria Carvalho - - SEMANA 02

Jamila: nasceu em 1926, na cidade de NY. De tanto ouvir as histórias de seu pai, quando na marinha siciliana, sobre os bailarinos do norte da África, algo deve ter entrado uterinamente em Salimpour


Aos 16 anos se juntou ao Circo Ringling Brothers Barnum e Baily, com 19 se mudou para Los Angeles, onde se uniu a um grupo diversificado de imigrantes do Oriente Médio. Podemos imaginar que naquela época não havia professores de bellydance, o processo de aprendizado era empírico, ouvindo e lendo (o que fosse possível). 


Agora, nos ambientando na sociedade da ocasião o preconceito deveria ser palpável, portanto não havia muitos clubes para apresentação ou alunos para continuar o processo de aprendizagem e formação de novos bailarinos, eram grupos pequenos de mulheres, para quem Jamila repassava seus conceitos. 

20 anos mais tarde a coisa mudou de figura, ufa, e Jamila começa a se apresentar com mais liberdade em restaurantes e discotecas... Estamos falando dos idos de 1940 e tro-lo-lo. Em 1960 ela é recrutada para atuar em São Francisco, possuía metade de um clube noturno, onde passou a dançar em período integral.

Até que veio o casamento, em 1966, e a proibição do marido de que se apresentasse em sua casa noturna. 

Chega ser inacreditável que uma mulher com essa personalidade, que aos 16 anos decidiu se unir a uma trupe de circo se deixasse mandar, mas... logo logo ficou grávida de Suhaila, vendeu sua parte no clube, só que continuou dando aulas de dança para ajudar no orçamento familiar.

Então o marco, o ano de 1968 e o surgimento do BAL ANAT (esse evento mudou nossas vidas)! 

O período mais produtivo é considerado de 1966 à 1984. Se pensarmos que não havia um mundo conectado, como hoje conhecemos, estar antenado, atualizado com as "tendências" do Oriente Médio não era lá uma atividade que se possa chamar de fácil, mas Jamila estava totalmente focada no chamado que vinha da alma (assim imagino).

Para termos uma pequena noção de suas contribuições, Sra. Salimpour nos trouxe um legado com mais de 44 padrões no manejo dos snujs, método famoso e documentado, legado que Suhaila deu continuidade e ampliou.

Bem, a herdeira de Jamila seguiu seu caminho, muitos frutos estão sendo colhidos até hoje, muitas bailarinas se utilizam desses fundamentos e uma em especial se destaca, para o mundo tribalista, Masha Archer, que integrou o Bal Anat...mas isso é conversa para ser dissecada durante 312 dias.


Super xeros tribalizados.

8 de junho de 2014

312 - JAMILA {vídeo}

312 por Natália Espinosa - SEMANA 01 (VÍDEO)
Sobre o Bal Anat - O grupo era composto por mulheres e homens, e as apresentações eram curtas e variadas: algumas pessoas dançavam com cobras, outras com espadas, outras sobre copos d'água, outras equilibrando objetos (ou bandejas cheias de objetos) na cabeça. 

Jamila queria que a audiência sentisse que estava assistindo algo realmente vindo do Oriente Médio, por isso era bastante cuidadosa com a questão do figurino. Com o passar do tempo, mais e mais dançarinas foram vistas cobertas de assuit e moedas e não com os trajes de dança do ventre (cabaret bellydance) conhecidos na época. 


A música era sempre ao vivo e, embora nem todos os instrumentos percussivos tivessem um som muito potente, o mizmar e do derbake sempre atraíam a multidão. 



Essa atmosfera ajudou o Bal Anat a estar em lugares que jamais admitiriam a presença de uma dançarina de cabaret bellydance. Apesar de Jamila não se opor ativamente a apresentações em cabarés e restaurantes (como Masha Archer fazia), seu grupo criou seu um nicho próprio, para onde muitas bailarinas que não conseguiam ou não queriam dançar nesses cabarés e restaurantes se direcionavam.


O vídeo a seguir mostra uma performance do Bal Anat em estúdio.

7 de junho de 2014

313 - THE SALIMPOUR LEGACYX

313 por Carine Würch - SEMANA 01



"Tente entender o tribal e não ser só mais uma 

praticante ou entusiasta do estilo. Entendendo o

estilo você terá muito mais inspiração e campo 

para se expressar real e unicamente, de uma 

maneira que acredito que poucas danças 

permitem." Mariana Quadros