28 de agosto de 2015

SEMENTES & FRUTOS - ATS®zando em Floripa

Finaleira do workshop... 12h depois... querendo mais!! Fonte: Tribo Mosaico
ATS®zando em Floripa

Assim como o belo walking, Floripa dá passos lentos e longos, ganhando muito charme e elegância a cada movimento aprendido

Em agosto de 2015, a Cia de Dança Tribo Mosaico realizou o 2º encontro de ATS® em Florianópolis. Esses encontros fazem parte do Mosaico Cultural, em sua terceira edição. O Mosaico Cultural é um evento idealizado, promovido e realizado pela Tribo Mosaico para o compartilhamento das criações da Tribo e também de outros artistas da Ilha e região. As edições são independentes e são compostas por momentos aprendizado, como os workshops, e apresentações.

O III Mosaico Cultural é composto de três encontros com formação por 12h de ATS® cada um com a queridona Rebeca Piñeiro, sendo que dois já se foram.  O primeiro encontro foi em maio, e segundo agora em agosto. Todos foram emocionalmente ricos, cheios de novidades e limpezas! Aquelas que já conheciam o ATS® puderam se atualizar e limpar seus movimentos e aquelas que estavam iniciando-se no estilo foram contempladas com uma das mais belas introduções, pois, diga-se de passagem, Rebeca nos trouxe muita elegância e consciência para o ATS® que desenvolveremos em Floripa.

Realmente, 12h por encontro, mesmo que divididas em 6h no sábado e 6h no domingo é algo muito intenso, porém eficiente, eu diria. Entramos num movimento intenso e contínuo, com tempo suficiente para virem dúvidas, estas serem sanadas e ainda dar lugar a outras novas dúvidas. Algo que só o tempo nos permite. Além disso, podemos ter uma relação próxima com a Prof. Rebeca nos proporciona a leveza e respeito como professora, bem como liberdade e segurança para nossas criações e enfrentamentos no estilo, nos dando a naturalidade necessária para dançá-lo lindamente.

Hoje posso afirmar que Florianópolis está recebendo a essência do estilo em suas aulas, além de todo o repertório gigantesco de movimentos rápidos, lentos e suas diferentes possibilidades. Sem dúvida alguma, nossos estudos estão só começando e nunca mais poderemos parar de estudar o ATS® e seus desdobramentos, mas só te termos essa base séria, cuidadosa e elegante, já me sinto uma Sister feliz e confiante nos próximos passos e movimentos.

Para contato comigo:

Cintia Vilanova - Coluna Sementes & Frutos
Biografia completa - AQUI

27 de agosto de 2015

MAPEANDO O ATS NO BRASIL - SÃO PAULO


Neste post saberemos um pouco mais sobre Tata Correia (Thelema Troupe), Irene Rachel (Espaço Romany) e Karina Christmas (Thelema Troupe).

Nossa coluna super especial trará em cada post a história de trupes e bailarinas. Aqui você terá um espaço permanente para publicar sua experiência no ATS® e quem não conhece o estilo poderá se familiarizar com todos que compõem esse cenário. Posso adiantar que o material está incrível, muito emocionante saber mais sobre nossa enorme Tribo de ATS®.

Vamos as estrelas do dia:


Tata Correia (Thelema Troupe)

Em linhas gerais, minha jornada na dança teve início em 2010, quando tive meu primeiro contato com o Tribal Fusion. Depois de ouvir da pessoa que se propôs a me ensinar que “gorda não dançava tribal”, deixei o tribal e a dança por um tempo até que uma amiga, a Karina Christmas, me convidou para estudar o ATS® - American Tribal Style na escola Campo das Tribos, com a professora Rebeca Piñeiro, lá pelos idos de 2013. E pronto, foi o suficiente para me apaixonar.


Identifiquei-me com a filosofia feminista e, principalmente, com o fato de a dançarina não ter a sua aparência julgada pelas outras pessoas. O mais importante é compartilhar e estar em tribo, e isso é algo que quero transmitir a quem vier estudar ATS® comigo: qualquer uma pode dançar, independentemente da idade e tipo físico.

Em 2015, fiz o General Skills e o Teacher Training com Carolena Nericcio-Bohlman e Megha Gavin em São Paulo, e o curso me deu ainda mais certeza sobre a dança, sua filosofia e como me sinto bem em dividir isso com as pessoas ao meu redor. E essa “regra” também faz parte do Thelema Troupe, grupo ao qual orgulhosamente pertenço.

Gratidão a todas as pessoas que dividem comigo essa jornada. Que a caminhada seja divertida, cheia de snujs, sorrisos e alegria.



Irene Rachel 
Professora de dança oriental, gothic bellydance e tribal fusion. 

Trabalha no espaço Filhos do Vento, responsável pelo projeto social Maeve Bellydance.

"Comecei o ATS por causa do tribal fusion e acabei me apaixonando pela filosofia. Me encantou a parceria, a amizade e tudo mais que vem com uma dança que já é maravilhosa por si só. Hoje o ATS além de ter melhorado minha postura e minha dança me mudou também de forma comportamental e continua mudando. O ATS, quando ensinado de forma correta, transforma nossas vidas e melhora a saúde."



Karina Christmas

Meu primeiro contato com o ATS® foi no susto. Em 2010 assisti uns vídeos da Rachel Brice e da Zoe Jakes e pensei “quero isso pra minha vida”. Comecei então a estudar tribal fusion. Em 2013 conheci a escola Campo das Tribos e fui fazer tribal fusion com a Rebeca Piñeiro.

Só que só o Fusion não me bastava e então na hora da matrícula perguntei o que era esse tal de ATS® que tinha na escola. A Rebeca me explicou que se tratava da base do Fusion, era uma dança improvisada e em grupo e mencionou o Fat Chance Belly Dance®. Fui pra casa e corri pro tio youtube e puff...minha cabeça explodiu: COMO ASSIM ISSO É IMPROVISO????

Então nasceu a minha paixão. Descobri a filosofia de vida do ATS® e que não dançamos sozinhos. E faz o maior sentido né? Afinal, pra mim, dançar é viver...e quem aí vive sozinho? Impossivel né?


Graças a Rebeca consegui estudar com a Carolena Nericcio-Bohlman este ano e então me tornar Sister Studio®. Nem precisa falar que mudou minha vida né? Hoje em dia ainda dou uma espiadinha no Tribal Fusion porque existem bailarinas incríveis. Mas o meu coração é ATS®.



24 de agosto de 2015

PILARES ENTREVISTA - KILMA FARIAS - CIA LUNAY

Kilma, a mulher das mãos que dançam! (by Maria Badulaques) 


Febril, assim definiria Kilma!

Com todos ingredientes de um bom vatapá, Miss Farias eletrizou as dançarinas ávidas por Maracatu, Cavalo Marinho... e os encantos das danças populares brasileiras. Recentemente em São Paulo, para uma série de Works de Tribal Fusion, Dark Fusion e Tribal Brasil no Espaço Vanna Tribal Bellydance, conhecemos ao vivo e em muitas cores o que a paraibana tem.
A conversa foi descontraída e não faremos o formato eu pergunto e tu responde... vou pincelando com vocês tudo que me chamou atenção, bem se for assim melhor por uns vídeos da mulher quebrando tudo, definição mais perfeita dos meus olhos esbugalhados e o coração pulsando no ritmo. Vamos lá!
Kilma nos descreveu o pilar da sua dança como: SEU CORPO. Não aceita rótulos, mesmo sendo a criadora do Tribal Brasil e a mais forte referência do estilo entre nós, o que ela busca é DANÇAR... o que? O que vier na moleira, porque técnica e conhecimento para executar, garanto, isso existe.
O work de Tribal Brasil foi jungido de muita técnica dos passos in natura do Maracatu Nação e Cavalo-Marinho, então entendendo essa dinâmica vem a fusão, com o que? Com o que lhe for mais orgânico, ATS(r), bellydance... é usar o que for sua zona de conhecimento, afinal fusionar demanda controle de duas técnicas, a base e a que será fusionada. Nababesco, saí com a sensação de estar no meio das ladeiras de Olinda-PE (saudade).

Além do Tribal Brasil, Kilma nos presentou com a Cia Lunay, internacionalmente conhecida, com vários trabalhos publicados e mais de 10 anos de trajetória.

"Hoje, a Lunay em João Pessoa-PB conta com duas formações: Lunay Tribal e Lunay  contemporânea. A primeira é composta por 9 integrantes que focam o trabalho no estilo Tribal - Luana, Juliana, Jaqueline, Cila, Andressa, Bárbara, Thamara e Kilma. A segunda é composta por Guilherme, Ademilton, Luana, Juliana, Jaqueline, Kilma e Rayssa. A proposta de trabalho é focada na percussão corporal, diversidade de linguagens e identidades." (Kilma)

AGORA A GRANDE NOVIDADE!!!
Prepara o pulsante: Haverá um núcleo da Cia Lunay em São Paulo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

"Em São Paulo, a Lunay chegará aos poucos, buscando um corpo próprio, que só o tempo poderá delinear de acordo com as afinidades das integrantes. O processo de formação será por audição e contará com a direção de Aldenira Nascimento e Maria Badulaques." (Kilma)
 

Estávamos muito ansiosas para anunciar esta notícia, afinal quem ama o Tribal Brasil, como nós, poderá ter mais um ponto de referência pra estudos e desenvolvimentos de projetos. Em breve, publicaremos sobre as audições que serão no Espaço Vanna Tribal Bellydance (São Paulo-SP), Espaço de Danças Gira Ballo - Academia Healthy Life (Indaiatuba-SP) e Elektra Studio de Dança (Campinas-SP).
Falaremos sobre todo o processo e esperamos você, com muito axé no pulsante. Yeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeees!!!
Há vários trabalhos de Kilma e da Cia Lunay, mas a força da lavadeira muiiito me representa. Emocionei!!! Se você se conectou, arruma as trouxas e vem se encontrar neste processo chamado DANÇA.
Para você se familiarizar e conhecer mais do Lunay, Kilma nos separou este texto. Super xeros no pulsante!

Um corpo de dança chamado Lunay.

Quando me perguntam há quanto tempo a Lunay atua no cenário da dança, de pronto respondo há 10 anos. Mas nesses dias em que se aproxima o evento comemorativo do nosso grupo e do estilo que pude desenvolver com ele, o Tribal Brasil, me pus a pensar e acabei por levantar alguns questionamentos que resolvi compartilhar com os amigos de movimento.

O primeiro deles seria: um grupo já nasce grupo? A Lunay já nasceu Lunay?

Pragmaticamente falando eu diria que sim, que em abril de 2003 eu precisei colocar um nome no meu grupo de alunas com as quais montei “Dança do Ventre: Da Energia ao Movimento”, espetáculo que lançou meu livro homônimo, pela Editora Universitária da UFPB, e que, na ocasião, Lunay me pareceu agradável, sugerindo uma hibridação de Dolunay (lua cheia em turco) com Luna (lua para diversos países latinos). Unir oriente e ocidente sempre foi uma tarefa que assumi como missão e que deixo de herança para a Lunay. Em 2003 eu já dançava “Bicho de 7 cabeças” na versão de Zé Ramalho no espetáculo “Dança do Ventre: Da Energia ao Movimento”, unindo dança com espada e dança de Iansã. Esse espetáculo nos conferiu o Prêmio de Melhor Produção em Dança em 2005 na XII Mostra Estadual deTeatro e Dança da Paraíba.


Subjetivamente falando, sinto que a Lunay veio nascendo ao longo do tempo, dos espaços ocupados, dos movimentos desenvolvidos. Que cada sugestão de suas integrantes se somava nesse corpo imaginário, conferindo personalidade ao que chamamos de grupo. Muitas vezes percebia que essa personalidade levava esse corpo a múltiplos caminhos e como quem procura a saída de um labirinto eu ia conduzindo, dirigindo, para focar a caminhada tornando os passos mais decididos.

Assim surge o estilo Tribal Brasil, característica marcante da Lunay. Em cada gesto, em cada significância, está a essência desse corpo de dança que fala por si só, que não necessita de rótulos, nomes, marcas. Somos além dos nossos corpos. Hoje, contamos com 14 integrantes que se distribuem entre os grupos Lunay PB e Lunay PE, mas somos acima de tudo a soma de todos que contribuíram e contribuem para que sejamos grupo. Somos um “corpo abstrato” e nesse corpo encontramos traços das primeiras integrantes da Lunay, de cada professor do nosso projeto Cultura em Movimento, das bailarinas parceiras da Caravana Tribal Nordeste, dos professores internacionais de Tribal Fusion, das cidades, estados e países por onde passamos; dos filmes que assistimos, das músicas que ouvimos, dos livros que lemos, dos poemas que escrevemos e sentimos, dos risos que espalhamos, das lágrimas que permitimos, do chegar e partir, do eterno ir e vir, do inspirar e transpirar arte e vida.

Em 2005, dos encontros ente eu e Jaqueline Lima com os músicos Magno Job e Victor Ramalho esboçamos um novo grupo de estudo onde o ritmo e a música ao vivo seriam um quinto integrante em cena. E para diferenciar dos trabalhos com a Lunay pensamos em batizar de “Quatro Luas”. No desenvolver do projeto, outros músicos se somaram a exemplo de João Cassiano e Roberto Sansão, assim como o Victor precisou se ausentar. Outras bailarinas da formação da Lunay na época se interessaram a exemplo de Bianca, Ana Cristina, Claudia e Natália. Assim, achei por bem seguir com o nome Lunay e assumir os novos traços na personalidade do grupo que passava a trabalhar com música ao vivo e fusão de danças afro-brasileiras e populares com nossa conhecida dança do ventre. Outras parceiras se somaram a esse processo: Noemi Paes, Fabiana Rodrigues e Veronica Alves. Da imersão em laboratórios de dança afro, aulas de percussão, circo e yoga surgiu “De Corpo e Alma” em 2006, sendo o marco oficinal do primeiro espetáculo da Lunay com o estilo Tribal Brasil.

O grupo chegou a contar com 23 integrantes em sua primeira formação em 2003. Eram elas: Michelle Pinto, Joyce, Eli Cleide, Inês, Jaqueline Lima, Bianca, Ana Cristina, Jucy Vieira, Noemi Paes, Clara Talha, Alzenira, Ianey, Claudia Cavalcante, Helenita, Sara, Karlênia, Vanessa, Lane, Rayssa Ramos, Karla,Eliane, Daniela e eu, que de forma intuitiva, acumulava as funções de diretora, coreógrafa, preparadora física, professora, diretora musical, produtora e pesquisadora.

Em 2006, éramos 12 em nossa segunda formação, eu, Jaqueline Lima, Ana Cristina,Bianca, Claudia Cavalcante, Natália Teixeira, Fabiana Rodrigues, Noemi Paes, Veronica Alves, João Cassiano, Magno Job e Roberto Sansão. Aqui as divisões de tarefa começaram a se esboçar e Jaqueline assume concepção de figurino, assim como João Cassiano a Direção Musical.
Em 2007, realizamos a primeira audição para o corpo de baile da Lunay, pois todas as minhas alunas da turma avançada desejavam integrar o grupo que não tinha condições de absorver tanta bailarina. Foi a terceira formação da Lunay. Foram selecionadas Laíz Aline, Danúbia Lima, Kely Maurien, Veronica Alves, Natália Teixeira, Fabiana Rodrigues e Jaqueline Lima. Integravam ainda eu e os músicos João Cassiano, Victor Alfonso e Mariana. Aqui, as coreografias passaram a ser divididas com as integrantes mais antigas do grupo que contribuíam com suas propostas.

O processo da audição continuou acontecendo de modo anual e em 2008 passamos a ser 8 integrantes: eu, Jaqueline Lima, Fabiana rodrigues, Kely Maurien, Camila Simões, Natália Teixeira, Rayssa Ramos e Manuela Acioly. Montamos o espetáculo Troupiniquim centrado no Tribal Brasil e na Dança do Ventre com influência das danças populares do Nordeste, estilo chamado Ventre Brasil. Com este espetáculo a Lunay conquistou o Primeiro Lugar em Dança na XV Mostra Estadual de Teatro e Dança da Paraíba e chegou a representar nosso estado no Fenarte de 2010. Creio que conquistamos também uma certa maturidade, pois o grupo já caminhava por si só.

A quinta formação contou com 4 integrantes em 2009 que muitas vezes teve a participação especial dos músicos João Cassiano e Dj Chico Correa. Período de apresentações intensas em outros estados do Brasil devido ao crescimento do estilo Tribal. Nessa formação atuaram como bailarinas Jaqueline Lima, Fabiana Rodrigues, Kely Maurien e eu. É dessa época meu primeiro DVD didático, Tribal Fusion com Kilma Farias.


Só em 2011 alteramos a formação convidando duas alunas da turma avançada de Tribal, Juliana Garcia e Jackeline Mendonça para também integrarem o grupo. Com esse grupo desenvolvemos a Caravana Tribal Nordeste em parceria com grupos de outros estados e terminamos por montar os espetáculos Caravana e Tribal Brasil, dois trabalhos que foram contemplados pelos editais de cultura do nosso estado, visando circulação e formação de público para dança.

Em 2012 tivemos dois marcos importantes: o professor Guilherme Schulze (UFPB) entra para o grupo contribuindo com direção coreográfica e a realização da audição para a formação da Lunay PE em Recife. O grupo passou assim a ter 14 integrantes, sendo a sétima formação da Lunay. Em Recife, dirige o grupo a bailarina Karina Leiro e foram selecionados Danilo Dannti, Harumi Fukahiri, Tamyris Farias e Daniela Albuquerque. Na Lunay PB, ingressaram também nessa época Luana Aires e Priscila de Carvalho. Desses novos estudos surgiu o espetáculo Axial que comemora os 10 anos do grupo.
Hoje, em 2013, continuamos movimentando o “corpo Lunay” e nossas pesquisas caminham novamente para o ritmo, percussão corporal, música e dança ao vivo. Passa a fazer parte do grupo o percussionista e bailarino Ademilton Barros e o diretor coreográfico, Guilherme Schulze, também passa a integrar o corpo de baile.
Percebo hoje que a Lunay renasce a cada dia, estando em constante formação, e que, assim como a lua, vive cada fase na busca de sua expressão, de sua verdade.

Levar nossas construções e desconstruções aos sentidos de quem compartilha conosco de sua presença é o resultado mais sublime de toda essa busca. Após caminhar 10 anos, descubro que não há pressa em se chegar a lugar algum porque o bom mesmo de toda essa caminhada é ir apreciando o colorido, as formas, os aromas e sabores dessa paisagem que chamamos de Dança.

Quem nos assiste também é Lunay, quem nos nega também o é. Quem deseja entrar para o grupo oficialmente, de modo subjetivo já faz parte. Compartilhar é “fazer parte com”, é contribuir, é tocar nosso “corpo abstrato”, é suavemente ser parte da mudança de cada frase dessa doce melodia. Inspirar o trabalho de outros bailarinos é também fazer parte, é estar contido, é ser referência prática e não apenas teórica, é assumir ser herança como sendo parte abstrata de outros grupos, é compartilhar dessa dança.


Eu sou Lunay. E você?




*Tá se perguntando sobre as mãos que dançam?
No nordeste somos sem cerimônia e avexados! (Bem, a maioria de nós) A mãe de Kilma quando a colocava pra lavar louças....dizia: saia daí que vai quebrar tudo com essas suas mãos que dançam.
Amei a história, lembrei da minha avó Marina e seu avexamento.




20 de agosto de 2015

MAPEANDO O ATS NO BRASIL - SÃO PAULO

Neste post saberemos um pouco mais sobre Mari Fernandes (Espaço Romany), a Sister Studio Beth FallahiFernanda Versini (Espaço Fairuza)

Nossa coluna super especial trará em cada post a história de trupes e bailarinas. Aqui você terá um espaço permanente para publicar sua experiência no ATS® e quem não conhece o estilo poderá se familiarizar com todos que compõem esse cenário. Posso adiantar que o material está incrível, muito emocionante saber mais sobre nossa enorme Tribo de ATS®.

Vamos as estrelas do dia:

Maria Fernandes

"Conheci o ATS por meio da dançarina e professora Lilian Kawatoko, até então apenas minha chefe na loja Khalidah. A dança e sua filosofia de comunidade e sororidade me encantaram de imediato, fazendo com que eu aguardasse ansiosamente até que uma turma de módulo 1 abrisse e eu pudesse iniciar meus estudos. Hoje percebo como o ATS me completa de várias formas, desde o meu corpo e a modificação (pro melhor!) de minha postura até a minha visão de mundo, me tornando muito mais consciente das pessoas ao meu redor e mais paciente com os outros e comigo mesma."


Beth Fallahi


"São mais de 18 anos de envolvimento com danças de vários tipos, resolvi voltaria ser aluna. Minha escolha não foi nada fácil, pois não sou do "tipo" pula de galho em galho (nada contra) mas não faz meu gênero. Para escolher um professor não pode ser um professor, tem que ser O PROFESSOR. Tudo na minha vida foi assim, a dança do ventre (uma árabe), dança indiana (a profissional que mais vivia na Índia do que aqui), aula de bateria, (só feras em SAMPA) enfim. ATS® é coisa séria, tomei cuidado na escolha do profissional (Rebecca Pinero) pois levei muito tempo para fazer um nome de qualidade então preciso ser uma Sister de qualidade. Conheci gente maravilhosa, gente que me dá nojo, é igual a dança do ventre ( deveriam ficar em cada lavando louça). Essa sou eu, sincera, honesta, amo o que faço, excluo da minha vida gente que é ignorante demais pra estar do meu lado. Minhas alunas seguro no cabresto, minhas filhas-alunas não tem tratamento diferenciado. Elas sabem que o ATS® pra mim é coisa séria, leva o meu nome, o da minha família e dos profissionais que me proporcionaram chegar aqui. Custou minha saúde, meu saldo bancário, e etc, ATS® é arte e não é para qualquer um. (Dispenso comentários a meu respeito e ao que penso) Mas Tia Carol criou algo que merece respeito e eu respeito isso. Não me meto no ATS® dos outros e não admito que se metam no meu. Essa sou eu, Beth Fallahi, uma Sister que é um poço de Delicadeza. Só que não"


Fernanda Verzini

"Sou amante estudante da dança há 10 anos.Minha mestra e amiga Fairuza ter me apresentado ATS® foi algo q mudou a minha vida. Ela confiou em mim e hoje somos iguais na TTT. Amor eterno ao ATS ® e gratidão eterna a mãe Carolena."



18 de agosto de 2015

HISTÓRIAS DE MARIA - DOMINGÃO DE MUITA DANÇA!

A foto coisada pro Pilares, yeah!!!

Workshop de Tribal Brasil com Kilma Farias, no espaço Vanna Tribal Bellydance (SP).

(by Maria Badulaques)

Eu sou uma entusiasta das danças populares brasileiras, na minha escala de emoção o Tribal Brasil alcança pulsação compatível a do Maracatu. Como pernambucana, muito embora sempre vivendo longe da minha terrinha, acredito que está nas veias do pulsante, então é ouvir e sentir uma corrente de energia subindo pelos calcanhares e tomando conta de tuuuuu-dooooo.

Adrede, acredito piamente numa tribal sem estrelismos, divas, mestras... e assim estava Kilma, desnudada de egos e vestida de muito dendê, pimenta e cuscuz (mola propulsora de todo nordestino). Óbvio que fui a Lua!!! Aliás fomos, circulando o olhar pela turminha o que se via era contentamento, alegria e muita força na peruca para suportar a "zumba" do Tribal Brasil, affff-mariiiiaaaa, arrre-éguaaaa, lascou.

Dali chiiiiiiiiiiiiiiiita

3 palavras descrevem Kilma, mas isso quem ouviu, ouviu!!! (foi perder o workshop, tá vendo) Porém, posso dizer que TE-SUUUU-DAL justifica e explica o fascínio que nós, do mundo tribal temos pela sua beleza cênica.

Beth, do Estúdio Fallahi marcando presença.

Cavalo-marinho, maracatu e muita fusão com ATS® me senti em casa, visse!!! E para dar liga, explicação bem fundamentada dos movimentos, história do Tribal Brasil, num sotaque brejeiro que me arrancou muito sorriso, eita saudadeeeeeee do "butar as coisas" (traduzindo: colocar) ...eu como nerd-tribal necessito dançar e entender o que danço, como, onde....quando, tudo isto estava presente na proposta de Mamma K (kkk se Carolena é Mamma C, nada mais natural que Kilma ser Mamma K).

Aldenira e Mamma K

 O espaço de Aldenira Nascimento está mega de parabéns pela empreitada, sentia muitaaaaaaaaaaaaaa falta de ter um contato com Mamma K, é como amar o ATS®
Bolinhooooo
 e nunca ter visto Carolena, fica sem sentido. Organização, calor humano, com direito a bolinho de aniversário para nossa instrutora e um lindo certificado de conclusão (opa, vai pra parede da fama). Lilililili, que venham outros tantos eventos como este.

Matéria completa no Resenhando - Aerith Tribal Fusion (com comentários dos envolvidos e do sábado com muito Dark e Fusion, yeaaaaaaaaaaaaaaaaaaah)

Vestidas na chita de Aldenira
As ararinhas!

Super xeros no pulsante, visse

 

 





14 de agosto de 2015

MAPEANDO O ATS NO BRASIL - RIO DE JANEIRO

Neste post saberemos um pouco mais sobre Nádia Cianelli e a Cia Serpentes do Deserto.

Nossa coluna super especial trará em cada post a história de trupes e bailarinas. Aqui você terá um espaço permanente para publicar sua experiência no ATS® e quem não conhece o estilo poderá se familiarizar com todos que compõem esse cenário. Posso adiantar que o material está incrível, muito emocionante saber mais sobre nossa enorme Tribo de ATS®.

Vamos as estrelas do dia:


 
 
Nádia Cianelli 
 
Estudante e bailarina de tribal desde 2007, professora desde 2009. Iniciou os estudos de forma autodidata pelo fusion, mas sempre estudando as bases do ATS® através de DVD. Em 2014, fez um curso mensal de ATS® com a Sister Studio Aline Muhana e levou o conhecimento para ser multiplicado para suas alunas.












Cia. de Tribal Bellydance Serpentes do Deserto 
 
A companhia é formada pelas alunas da professora Nádia Cianelli, que desejem participar do grupo. O contato com ATS® é iniciado a todas desde que iniciam as aulas, através de movimentos básicos e suas variações para utilização no fusion. Este ano, o tema de aula foi unicamente ATS®, com aulas teóricas e práticas e pequenas apresentações, as alunas estão tendo a possibilidade de experimentar as bases de todo o estilo tribal com sua linguagem e dinâmica próprias.



 U-huuuu, o Rio de Janeiroooo continua lindoooo!!!
Xeros no pulsante, até a próxima.

12 de agosto de 2015

JOGANDO CONVERSA DENTRO - Alquimia

Conhecimento é o que lhe permite fazer escolhas conscientes.

(Sandra Carvalho - colunista)

 


A  ALQUIMIA, Ciência Mãe, é uma arte filosófica, uma maneira diferente de ver o mundo. Sua origem se perde no tempo, sendo mais antiga do que a história da humanidade.
É a mais antiga das ciências e influenciou todas as demais.
A palavra ALQUIMIA, do árabe, al-khimia, tem o mesmo significado de química, só que, esta química, antigamente designada por espargiria, não é a que atualmente conhecemos,
mas sim, uma química TRANSCENDENTAL e ESPIRITUALISTA.

A ALQUIMIA foi uma atividade pré-científica que visava alcançar uma melhor compreensão do COSMO, da MATÉRIA e do HOMEM.
O verdadeiro alquimista é um iluminado, um sábio que compreende a simplicidade do nada absoluto, a ALQUIMIA está pautada na energia espiritual.
A ALQUIMIA é a arte de trabalhar e aperfeiçoar os corpos com a ajuda da natureza.

"Todo ser humano tem a obrigação de elevar seu nível espiritual até alcançar o nível de transcendência, ainda que isso leve um grande número de vidas."

Normalmente um alquimista, era também um médico, filósofo e astrólogo, suas crenças religiosas e MÁGICAS influenciavam seu trabalho. Eram cientistas que passavam horas e horas contemplando uma planta, a simples observação da natureza parece tê-los feito perceber o que hoje reza a física quântica: Tudo no universo está interligado.

O ápice da ALQUIMIA ocorreu na época de Alexandre, o Grande, encorajava os estudos dos alquimistas, pois desejava encontrar a fonte da juventude e viver para sempre.
Entre os alquimistas mais célebres da história, destacam-se: Tomás de Aquino, Philippus Paracelsus, Nostradamus, Nicolas Flamel, Newton, Francis Bacon, Conde de Saint Germain, Fulcanelli.

O estudo mais famoso dos alquimistas é a PEDRA FILOSOFAL, que não era bem uma pedra, a descrição mais comum é de um pó pesado e vermelho, podia ser também um material ceroso amarelo, algo como o âmbar, uma substância MÍSTICA que amplifica os poderes do alquimista.

Na ALQUIMIA a astrologia exerce um papel fundamental desde a escolha do momento certo para o início da obra, da colheira dos materiais utilizados, até o momento mais propício para o alquimista trabalhar.

O suiço Paracelsus, homem brilhante que se destacava na medicina, astrologia, botânica e ALQUIMIA, usava a astronomia junto com seus medicamentos (produzidos com procedimentos alquímicos) para tratar seus pacientes e acreditava que,para ter boa saúde, o homem tinha que estar em harmonia com a natureza, ficou famoso por CURAR as pessoas a partir dessa visão holística. Ele recorria a conceitos da ALQUIMIA, como o de que o sal, o mercúrio e o enxofre estão presentes em tudo o que existe, inclusive 
dentro do homem.
Ensinou que a ALQUIMIA não tem por objetivo exclusivamente a obtenção da PEDRA FILOSOFAL; a finalidade da Ciência Hermética consiste em produzir essência soberana e aplicá-la devidamente na CURA das enfermidades. Considerava, com base na própria Divina Criação, que toda substância dotada de vida orgânica continha grande quantidade de potência curativa. Provavelmente, Paracelsus teria se iniciado na ALQUIMIA com o seu avô por intermédio da herança dos Templários.

" A melhor medicina é aquela que ensina as pessoas a não precisar dela."

O filósofo inglês Roger Bacon, conhecido como "Doctor Mirabilis" (Doutor Admirável), também se destacou pelo seu trabalho de ALQUIMIA, ele comparava o trabalho alquímico como uma horta: Mesmo que colhesse o que não pretendia, ter-se-ia cultivado e melhorado a colheita.

No século IV várias mulheres dedicavam-se a ALQUIMIA, Maria, a judia inventou um banho térmico com água muito utilizado nos laboratórios atualmente, o "banho-maria".
Os persas conheciam a medicina, MAGIA e ALQUIMIA.

Os alquimistas, em suas práticas de laboratório, tentavam reproduzir a pedra filosofal a partir da matéria prima primordial. Com uma pequena parte desta pedra é possível obter o controle sobre a matéria, transformando metais inferiores em ouro e também o Elixir da Longa Vida, que é capaz de prolongar a vida indefinidamente.

Ao longo do tempo, diversos alquimistas descobriram que a verdadeira transmutação ocorria no próprio homem, numa espécie de ALQUIMIA da ALMA.

Todo o conhecimento alquímico está alicerçado no AMOR e por isso inacessível aos processos científicos atuais.

O grande símbolo da ALQUIMIA é a borboleta, por causa do efeito da metamorfose.

Quando o cristianismo começou a ganhar força a ALQUIMIA foi tratada como bruxaria e seus praticantes eram queimados nas fogueiras das INQUISIÇÃO.

Acredito que a ideia da transformação de metais em ouro, estar diretamente ligada a uma metáfora de mudança de CONSCIÊNCIA; A pedra seria a MENTE "ignorante" que é transformada em "OURO", ou seja, "SABEDORIA".

A antroposofia, ciência espiritual, faz analogia entre princípios alquímicos e as forças básicas atuantes na alma humana: O PENSAR (sal), o SENTIR (mercúrio) e o QUERER (enxofre).
Para Ivan Stratievsky, médico e cirurgião antroposófico, o ouro alquímico, nada mais é que o SELF, o verdadeiro EU. 
"Para chegar lá", diz ele, "precisamos lidar com as polaridades internas, PENSANDO, SENTINDO e QUERENDO de maneira equilibrada.

A ciência Alquímica não se ensina. Cada um deve aprendê-la por si mesmo, não de maneira especulativa, senão com a ajuda de um trabalho perseverante, multiplicando os ensaios e as tentativas, de maneira que se submetam sempre as produções do PENSAMENTO ao controle da experiência.

"A ALQUIMIA representa a projeção de um drama ao mesmo tempo CÓSMICO e ESPIRITUAL em termos de laboratório. A opus magnum tinha duas finalidades: O resgate da alma humana e a salvação dos cosmos...". Esse trabalho é difícil e repleto de obstáculos; a opus alquímica é perigosa. Logo no começo, encontramos o "dragão", o espírito atônico,o "diabo" ou,como os alquimistas o chamavam o "negrume", a nigredo, e esse encontro produz sofrimento...Na linguagem dos alquimistas, a matéria sofre até a nigredo desaparecer, quando a aurora será anunciada pela causa do pavão (cauda pavonis) e um novo dia nascer, a leukosis ou albedo. Mas nesse estado de "brancura", não se vive, na verdadeira acepção da palavra; é uma espécie de estado ideal, abstrato. Para insuflar-lhe vida, deve ter "sangue", deve possuir aquilo a que os alquimistas denominavam de rubedo, a "vermelhidão" da vida. Só a experiência total da vida pode transformar esse estado ideal de albedo num modo de existência plenamente humano. Só o sangue pode reanimar o glorioso estado de consciência em que o derradeiro vestígio de negrume é dissolvido, em que o diabo deixa de ter existência autônoma e se junta à profunda unidade da psique.
Então, a opus magnum está concluída: a alma humana está completamente integrada." (Carl Gustav Jung)

Fontes: História Geral da Alquimia
            Misteriosantigos
            Grande Enciclopédia Universal
            Entrevistas e Encontros
Sandra Carvalho - Coluna Jogando Conversa Dentro

Breve Biografia - AQUI

9 de agosto de 2015

HISTÓRIAS DE MARIA

 O Sarau na Vanna Tribal Bellydance !!!

(by Maria Badulaques)


Bem, aqui não resenhamos o evento, essa competência é da Coluna Resenhando que escrevo pro blog da minha amiga Aerith. Então, aguardem que lá sairá a cobertura total, com foto de todas apresentações.

Porém cabe breves comentários do Pilares para esse evento delicioso. Sabe, sair de casa percorrer kilometros só faz sentido se for para SER FELIZ, encontrar pessoas que agregam e conectar-se com amigas queridas e aquelas que viemos a conhecer. Deixamos nossas famílias, marido, filhos, gatos, cachorros então tem que valer muiiiito a pena.

E valeu!!!
Camarim "pagando peitinho" e fazendo a alegria dos motoristas que passavam na rua, um lindo arabic-sempreconceito-lésbico puxado pela querida Karina e a badulaqueira que vos escreve, sorrisos saltitando de todos rostos e muitaaaaaaaaaaa dança coroando tudo. Caramba, aí sim!!!!! Tribo é isso, é se divertir, soltar, conectar e sobretudo amar a companhia das amigas, parar... contemplar as pessoas que levam sua alma em cena de mão dada com a técnica arduamente assimilada. Afinal, DANÇAR NÃO É MÁGICA É TÉCNICA, AMORE!!!

ATS, Tribal Fusion, Tribal Brasil, Dança Circular, Bellydance, Cigana

O espaço da Aldenira Nascimento está se jogando de cabeça na Tribal e trará ainda a novidade da Dança Circular, com a Sandra Carvalho focalizando (nossa colunista do Jogando Conversa Dentro) é conexão nas veias do pulsante!!! Está com todos ingredientes para o sucesso e o Sarau de ontem mostrou a competência dos profissionais, alegria dos alunos e olhos emocionados da plateia.




Super recomendo mais eventos dessa natureza!!!
O mundo tribal é feito de coisas SIMPLES, mas que brotam láááá do fiiiiiiiiiiiiii-o-fóóóó da alma.
Aguardem a Resenha que virá cobrindo todo evento, no Aerith Blog.
Xeros no pulsante e FELIZ DIA DOS PAIS!

A foto coisada, bem...Paula e Sandra vão me matar...mas a foto tá hiláriiiiiiiiiiiiiiiia, não ficaria de fora do Pilares. Atentem a pose da Karina e o carão!!! Rachei.....eita foto Tribal.

Prepara para foto binita -  mas a vibe da Paula e Sandra tava no coisado!


Agora, hein...3...2...1 FOTOOO COISADAAAA




6 de agosto de 2015

MAPEANDO O ATS NO BRASIL - SÃO PAULO


Neste post saberemos um pouco mais sobre Paula Fallahi (Trupe Mulheres de Punjab), Andreia Araujo (Espaço Romany) e Katia Aslana (Espaço Romany).

Nossa coluna super especial trará em cada post a história de trupes e bailarinas. Aqui você terá um espaço permanente para publicar sua experiência no ATS(r) e quem não conhece o estilo poderá se familiarizar com todos que compõem esse cenário. Posso adiantar que o material está incrível, muito emocionante saber mais sobre nossa enorme Tribo de ATS(r).

Vamos as estrelas do dia:

Paula Fallahi
Bom, eu comecei com a dança do ventre quando eu tinha 14 anos e 10 anos depois quando passei na pré seleção da KK fiquei muito perdida em relação a dança e já não era mais a mesma coisa pra mim. Paralelo a isso sempre achei lindo o tribal mas até então não tinha conhecimento de ATS, minha paixão se resumia basicamente a fusão e claro a Rachel Brice. Pouco antes da passagem da Rachel pelo Brasil comecei a estudar ATS com a minha mãe (Beth) e voltei a ter mais empolgação com a dança. Depois dos 2 dias de curso com a Rachel meu sentimento se concretizou. Tudo era bonito, colorido, cheio de adereços e até mais a minha cara do que a própria dança do ventre que já havia me saturado a algum tempo. Hoje sinto que temos aqui na nossa escola uma tribo. Antes tínhamos alunas de dança. O ATS representa p mim hoje um reinício. Uma técnica requintada, uma beleza diferente. Um estilo de vida. Acredito que em cada fase da minha vida na dança foi muito importante. Vejo a dança do ventre como o começo de tudo, os bons momentos, os prêmios, as crises de existência... O ATS é a fase que a gente cresce, que você procura aquele algo mais na dança e que ou você está preparada ou não. Pra mim é o futuro das bailarinas que querem um diferencial depois de anos e anos de dança do ventre. Hoje faço parte de um grupo que tenho muito orgulho e que já passou por algumas transformações onde a liderança é da minha mãe com a ajuda da minha irmã e mesmo não dominando e nem me dedicando como deveria, sempre me divirto e aprendo um pouco mais com todas elas.


Andreia Araujo (Espaço Romany)
No início eu havia escolhido a dança como atividade física para emagrecer, fazia dança do ventre no Estudio Zareen mas foi em uma visita a casa do Wagner Perico que eu tive contato com o tipo de dança que realmente me chamou a atenção, ainda não era o ATS mas através da procura do Fusion eu conheci o estilo através da Lilian Kawatoko que na época me deu aulas de Fusion mas, fui convidada para conhecer o ATS em uma das apresentações do grupo Nomadic na festa de abertura de sua loja.

Inicialmente eu acreditava que o estilo era muito complexo para mim que era totalmente inexperiente na dança, e minha agenda não se encaixava nas datas das aulas caindo no esquecimento por um período apesar que no fundo sentia necessidade de dançar em grupo pois ainda não tinha muita confiança para me apresentar sozinha.


Como tive alguns contratempos e pedi afastamento fiquei por quase um ano sem dançar, sentia falta mas não tinha oportunidade de voltar e tive um período de desmotivação. Até por ironia do destino tive o prazer de conhecer o Raphael Lopes que em uma conversa informal me incentivou a dar uma chance para o ATS foi a época onde abriu uma nova turma no espaço Romany e decidi sentir na prática o que de fato é o ATS que tanto falam, foi ai que senti o quando o estilo traz a união do grupo e a conexão, quando rola a troca de olhar ao abrir a roda e a confiança de quem no momento está na liderança só o ATS proporciona isso.



Diferente de outros estilos de dança ninguém é melhor do que ninguém, se uma erra todas erram junto e o momento em que se dança não se pensa em perfeição e execução sem erros, é claro que é importante não errar mas no ATS o que importa é ter o prazer de dançar em grupo e somente na prática eu compreendi o que a Lilian me disse lá no início da minha jornada na dança o quanto é enriquecedor dançar o ATS, que resumo em uma palavra: Conexão. 



Katia Aslana (Espaço Romany)
Meu primeiro contato com o ATS foi através de uma amiga. Frequentava seus ensaios e fiquei admirada. Achei sensacional ver o sincronismo, a postura, a leveza dos passos e dos movimentos de quadril, shimmies e floreoes . Foi nesse momento que eu me identifiquei. Hoje faço ATS há 2 anos com a professora Lilian Kawatoko no Espaço Romany. Foi um grande desafio! Pois fiz há bom tempo atrás a Dança do Ventre, Flamenco e outras modalidades, mais nada chamaram mais a minha à atenção do que o ATS, justamente pela sua fusão. Estou aprendendo e aprimorando cada vez mais essa fusão e suas características. Educando o corpo, a minha mente e aprendendo sobre essas culturas. E sempre mantendo a disciplina e cumplicidade com as companheiras de ATS. E não tem nada mais satisfatório fazer com dedicação algo que você goste e se identifique. Hoje...100% ATS!