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24 de outubro de 2015

Raphael Lopes (São Paulo - SP)

Conheça um pouco do trabalho de Raphael Lopes, que vai ministrar o workshop Dança Indiana como suporte para Contação de Históriasno domingo, dia 16 de outubro de 2016, as 09:00, em Indaiatuba.

Raphael Lopes (São Paulo - SP)

Raphael Lopes vem se dedicando ao estudo da cultura e das danças clássicas indianas há mais de dez anos, tendo um background artístico com ballet clássico e street dance. Estudou, inicialmente, com as bailarinas nacionais Andrea Prior e Silvana Duarte, tendo participado de festivais como Mapa Cultural Paulista, Revelando SP (Sesc), e Ratha Yatra - Santos. Em 2011, recebeu o convite para estudar com o renomado Guru Bichitrananda Swain em Bhubaneswar (Índia) e, desde então, vem se reciclando frequentemente com aclamados bailarinos indianos: Aruna Pradhan, Lingaraj Pradhan e Rashmi Ranjan.


Em 2012 foi professor no Sesc São Caetano e iniciou a lecionar em São Paulo na Escola Campo das Tribos. 


Foi convidado pela Embaixada Indiana a se apresentar em seu Centro Cultural em 2014, e um recital completo de repertório está sendo preparado para um novo evento oficial em 2016. 



16 de outubro de 2015

Dança Indiana como suporte para Contação de Histórias (Raphael Lopes - SP)

Raphael Lopes (São Paulo - SP)


Data: 16 de outubro de 2016 (domingo)

Horário: 09:00 às 10:30

Tema: Dança Indiana como suporte para Contação de Histórias

Workshop baseado nas dramaturgia clássica hindu, com ênfase no estudo de expressões faciais, gestos dançados e combinados com padrões rítmicos para dar suporte à interpretação e narrativa cênica.

Iremos explorar, por meio de um tradicional verso em Sânscrito, a interpretação pela técnica Odissi e, então, experimentar a técnica com outros estilos musicais, atendendo, assim, à uma possibilidade maior de fusões.

Experiência requerida: Para todos os níveis (preferencialmente para praticantes iniciantes em dança Odissi).


Mais informações sobre o Festival, visite o site do evento: http://festivalpilaresdotribal.blogspot.com.br/

Dúvidas, entre em contato: festival@gmail.com

12 de julho de 2014

278 - DANÇA COM JARRO / POTE

278 por Maria Carvalho - SEMANA 06

Lembram que falamos sobre os improvisos e o motivo da Grande Mãe (Jamila) ter iniciado as coreografias? Pois bem...

1971 foi o ano desta nova roupagem do Bal Anat, assim como da primeira coreografia da Dança com Jarro. Na qual três garotas balançavam largas cuias em suas cabeças e dançavam em pé no palco.

Segundo conta Miss J. a inspiração veio por uma cena em um palácio Tunisiano no filme Justine, baseado no livro de Lawrence Durrel.

Umas trinta mulheres beduínas dançavam ao redor de cinco tocadores de mizmar. A dança indiana katak foi adicionada e um excelente dançarino da modalidade, Chitras Das, que havia chegado aos EUA, e estava ensinando na Escola de Música Ali Akbar.

11 de junho de 2014

309 - RAPHAEL LOPES

309 por Raphael Lopes - SEMANA 02

Lindo compartilhamento do Raphael Lopes:
"É muito bonito ver o espírito de reverência e irreverência com a qual vocês gestam e nutrem as histórias pessoais de vocês com o Tribal.
Quero contribuir aqui, afirmando que esse espírito é justamente a "experiência do Numinoso", ou se preferirem, a experiência do Sagrado.

Sou bailarino de Odissi há dez anos, e dedico praticamente vinte anos da minha vida à dança e ao estudo da espiritualidade, e da Índia. E posso afirmar que visualmente falando, são poucas as influências da dança indiana no ATS e tribal. Muito embora boa parte do figurino evoque a imagem das mulheres Banjaras do Rajastão, e da dança Kalbelya; ainda assim a dança tem em sua linguagem uma leitura muito mais preponderante pras danças do Oriente Médio.
Porém, ali no comecinho da prática nos deparamos com o Puja, a saudação inicial. E é ai, que encontramos a reverencia ao Sagrado, e esse é sim o grande pilar que é a dança indiana dentro do ATS. Nas danças clássicas da Índia a saudação inicial na verdade se chama Pranam, que significa Saudação. É uma forma da bailarina saudar a Mãe Terra, os Deuses, seu Guru, e suas amigas de palco - ao mesmo tempo é um ritual que serve como um divisor do momento sagrado, e uma abertura dos Chakras da bailarina para captar e receber mais energia com a dança.

A palavra Puja significa "Ato Meritório", uma forma de oferenda e homenagem muito comuns na Índia onde o devoto expressa sua gratidão e amor por meio de uma oferenda. Talvez seja essa a idéia que a Carolena possa ter querido imprimir na sua dança em contraste ao Pranam original, ou ainda, possa ter sido o próprio Inconsciente Coletivo ou (se preferir) os Deuses e Deusas da dança que assim desejaram - tornar o ATS uma forma de Oferenda, e de trazer ao Ocidente a conexão perdida com os nossos Deuses por meio da arte!!!

Existem alguns elementos de dança indiana presentes sim (muito embora eles fossem mais claros nos anos 70 com o Bal Anat), mas o Pilar hindu no tribal é certamente o espírito alegre e respeitoso, a devoção entregue com o êxtase do corpo diluído em ritmo, e o reconhecimento que a melhor forma de Orar é Dançar."