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14 de maio de 2015

PILARES ENTREVISTA - Karuna Jayashakti

Entrevista elaborada por Carine Würch para os participantes do General Skills e Teacher Training com Carolena Nericcio e Megha Gavin, em abril de 2015 em São Paulo. 
Conte uma breve trajetória da sua dança. (Karuna Jayashakti)
Eu comecei muito nova mas por muitos motivos me afastei e voltei muitas vezes a dança. Já dei por encerrada a dança na minha vida várias vezes mas ela insiste em se fazer presente e eu sempre a recebo de volta de braços abertos. Minha base foi o Clássico e o Jazz que foi mais uma preparação corporal, mais tarde o Afro aonde me dediquei mais tempo fazendo parte de um grupo profissional. Fiquei muito tempo longe da dança até voltar com o estudo do Oriental Árabe, me formei instrutora no estilo mas já estava me envolvendo com o tribal (e com o pé na porta para deixar a dança de novo por motivos de saúde), mas o ATS me fisgou. 


Fiz uma formação no estudo do movimento de Rudolf Laban (com uma professora formada no Laban Centre) e agora estou envolvida com um projeto de pesquisa. Sou terapeuta corporal e de florais, que não são danças, claro, mas tem a ver com nosso movimento (ritmo) interno.

O que fez você escolher fazer o curso com Carolena Nericcio?
Não foi uma escolha, foi uma oportunidade que não se dispensa, é a fonte pura e cristalina. 

Você abriria mão de beber uma água fresquinha direta na fonte? O ATS é uma dança atual, a sua criadora está viva! Não é sempre que podemos ser contemporâneos de uma criadora e acho que não devo perder a oportunidade de ir direito a origem enquanto posso.


Você já fazia aulas regulares de ATS? Participa de algum grupo/ trupe que se dedica ao estilo?
Aula regular não, como muitas de nós, bati os dvds dos Basics no liquidificador com flores e frutas e bebi sem moderação. :) 


Fiz workshops importantes com a Isabel De Lorenzo, Kristine Adams e com a Carolena e a Megha



Tive grupos de estudos, nos reuníamos sempre que possível, com pessoas em diferentes níveis de experiência: iniciantes e pessoas que já dançavam a mais tempo do que eu, foi muito bom. Atualmente tem outro em início de formação. 



Procurei não perder os workshops mais importantes porque sempre parece que já sabemos muito ou tudo mas é sempre bom voltar para a sala de aula e ser aluna, aliás, eu adoro estar na condição de aluna, sou uma eterna estudante, em outras áreas do meu interesse também. Mesmo um certificado profissional não me tira desta condição, podemos aprender para sempre. 


Na sua opinião, qual a maior dificuldade dentro do curso? (desafios físicos, mentais, financeiros?)
Fisicamente é o de sempre, haja braço! Mas fui preparada com meu kit sobrevivência a treinos longos. Nos últimos dois dias tive dores nos joelhos mas estas me acompanham a vida toda porque me recuso a fazer cirurgia. Só na segunda metade do último dia senti cansaço mental, me lembro que iniciei a liderança com um grupo e consegui fazer egiptian step, shimmy ghawazee e hip twist de uma vez só, cada parte do meu corpo fez uma coisa, foi engraçado mas minhas irmãs de formação não acharam, me olharam com aquela cara tipo: 'wtf?'... Mas não acho que foi por causa do curso, eu estava vindo de três congressos, um deles de hatha yoga, Abril foi intenso, então uma hora a gente cansa mesmo. Mas dei conta. 

Financeiramente foi tranquilo porque foi num bom momento, sempre tem um sacrifício aqui e ali mas tudo bem, foi uma questão de determinar prioridades.

Com esta formação, pretende dar aulas regulares de ATS?
Pode ser, estou envolvida no projeto de pesquisa que mencionei e dedicada a outras áreas de trabalho. Mas se houver oportunidade darei aula sim porque é ótimo compartilhar o ATS e  a gente aprende ensinando, quando se permite, claro.

O que mais você absorveu de toda esta experiência?
A mudar de lugar na minha relação com esta dança, este lugar é interno. Vou encontrar uma forma de compartilhar isto quando isto amadurecer em mim.


Como é ter aulas com a criadora do Estilo? Sua percepção em relação a Carolena (mãezona? Rígida? etc) é diferente do que você imaginava anteriormente? Conte-nos. :)
É um privilégio, pense se fosse possível ter aprendido dança moderna com Isadora Duncan ou Ruth St Dennis ou Martha Graham... Ou Butoh com Tatisumi Hijikata ou Kazuo Ohno...

Carolena está viva! Criando, tomando decisões, produzindo mais dentro da dança e da comunidade, abrindo espaço para outros produzirem dentro da dança formulando coisas novas, somos contemporâneas destas pessoas, somos a geração que bebe na fonte. 

Foi a segunda vez que tive aulas com ela, fiz o seminário em Buenos Aires (MEM), ela tem energia maternal sim, já ouvi dizer que nos Estados Unidos ela é mais rígida, mas qual mãe zelosa não tem seus momentos de rigidez?  Esta energia é pela sua filha mais preciosa, a dança, e por nós quando manifestamos esta filha dançando. Ela é uma mestra. Muita gente se intitula mestre, mestra, mas a maestria é algo que se amadurece com o tempo ou nunca, uma excelente professora pode ainda não ser uma mestra. 

Carolena é o ATS, no show de Gala, Megha dançava muito e passava a vez para Carolena, ela fazia um floreo...  parava... e a platéia desabava. rs. 
Era como ver o ATS encarnado. Ela é a dança dela.

É muito gratificantes estar com a Megha também, ela é muito generosa conosco e conectada com a Carolena

Deixe uma mensagem para nossas leitoras.
Certificação não é uma varinha de condão que nos torna donos da realidade absoluta e apitos a validar ou invalidar ninguém.

Certificação é uma certificação. Ponto. Na verdade eu entendo que isto nos obriga a estar mais comprometidas com o estudo, a ser mais generosos e mais responsáveis.


Carolena já disse que isto não é sobre como saber uma dança mas sobre relacionamento. E entender isto não se consegue através de certificações mas através da vontade pessoal de se desenvolver como pessoa. Não estou invalidando a certificação, tenho tanto orgulho dela quanto todo mundo que carrega estes certificados no mundo todo, também postei fotos dos meus, claro! 

É para nos orgulharmos mesmo. Mas este não é um fim (aprendizado), é um outro degrau do caminho. Um degrau muito valioso, mas é um degrau ainda.(Karuna Jayashakti)

30 de abril de 2015

PILARES ENTREVISTA - Fairuza

Entrevista elaborada por Carine Würch para os participantes do General Skills e Teacher Training com Carolena Nericcio e Megha Gavin, em abril de 2015 em São Paulo. 
Conte uma breve trajetória da sua dança. (Fairuza)
Meu nome: Fairuza. Tenho 27 anos de dança oriental, folclórica, estudo tribal fusion desde 2006 e ats 2008. Sou professora de dança oriental, folclore árabe, fusion e ATS®

O que fez você escolher fazer o curso com Carolena Nericcio? 
Em tornar meu sonho de ser Sister Studio realidade.


Você já fazia aulas regulares de ATS? Participa de algum grupo/ trupe que se dedica ao estilo? Fiz aula com Rebeca Piñeiro e hoje eu tenho minha trupe: Tribal Turquesa ATS®

Na sua opinião, qual a maior dificuldade dentro do curso? (desafios físicos, mentais, financeiros?) Controlar a ansiedade, principalmente no Teacher Training.


Com esta formação, pretende dar aulas regulares de ATS? Sim, já dou.

O que mais você absorveu de toda esta experiência? 
Experiência única que jamais esquecerei, tantas pessoas juntas, lutando por um bem comum: ATS®
Como é ter aulas com a criadora do Estilo? Sua percepção em relação a Carolena (mãezona? Rígida? etc) é diferente do que você imaginava anteriormente? Conte-nos. :) Ter aulas com a "mãe" do ATS® foi uma dádiva. Senti ela mãezona que se rendeu, no final, ao povo caloroso brasileiro! 

Deixe uma mensagem para nossas leitoras.
Acredito na arte como forma de conexão com o divino. Quando danço, sinto Deus bem perto de mim. Liberdade de padrões e dogmas e dançar para ser feliz. No meu caso, uma forma de oração. (Fairuza)

26 de dezembro de 2014

111 - RASHID

111 por Carine Würch - SEMANA 30

Texto escrito por Gina Gonzalez Schanel, em 2012.

Acabo de ouvir a notícia de que um dos meus professores favoritos faleceu.

Thomas "Rashid" Ryan. A notícia é tão recente que não vejo nenhuma alternativa, a não ser tirar um momento para recordar e honrar Rashid.

Ele foi uma das pessoas mais doces e mais compreensivas que já conheci. 

O conheci durante meus dias no Estúdio de Dança Suhaila Salimpour. E tanto quanto amei o meu tempo lá e amava o que fazia, enquanto estava perto de Rashid, me lembrava de respirar, relaxar e desfrutar. Ele tinha um dom para trazer essa vibe calma para o lugar.

Ele me ensinou muito sobre a dança, sobre o ensino, sobre como nos apresentar, sobre a história Salimpour e meu lugar na comunidade de dança. Ele era um dançarino incrível, técnico, divertido, original e não conseguia tirar os olhos dele.

Rashid esteva envolvido e torno da Dança Oriental desde muito jovem e sabia como contar histórias! Ele e eu costumávamos partilhar idas para a Renaissance Faire, quando Bal Anat teve se apresentou, lá no início dos anos 2000. 

Como amava cada uma destas manhãs! Saía para pegá-lo, e preparados com o nosso café ou chá, teríamos as melhores sessões de bate-papo no caminho para Renaissance Faire. Ele falava sobre seus dias na trupe original do Bal Anat, sob a direção de Jamila Salimpour, compartilhou os altos e os baixos de se crescer no mundo da dança do ventre, também me ajudou a entender a dinâmica da trupe / grupo.

Ele nunca estava ocupado demais para ajudar com a coreografia, figurino ou adereços. 

Rashid sempre foi tão modesto, poderia facilmente ter "dado uma de diva" e ninguém teria reclamado, mas ele nunca foi deixou de arregaçar as mangas e trabalhar, não importa o quê. E que paciência que tinha! Ele era generoso, carinhoso. Um exemplo para todos nós.

O mundo dança do ventre realmente sofreu uma perda com o seu falecimento.

Tom obrigado por compartilhar sua bela vida conosco. 
Você fará falta, mas nunca, nunca esquecido.


FONTE:
** Tradução livre  - Carine Würch **

25 de dezembro de 2014

112 - RASHID

112 por Carine Würch - SEMANA 30

Texto escrito por Bàraka, em 1998.

Rashid, nascido em Sao Francisco, que ao meu ver, foi um dos melhores bailarinos de Dança Oriental, abria o show com a clássica Dança com Bandeja, apresentando sua técnica incrivelmente precisa - e uma túnica em Assiut maravilhosa. 

Ele aperfeiçoou o isolamento ao seu melhor nível, e o seu slipt lento era de parar o show! Não vou nem tentar descrever sua maestria no domínio dos snujs (zills), que é excelente, mas melhor ainda, pois é misturado perfeitamente a música. 

Percebemos em Rashid muitos anos de estudo e trabalho com Jamila Salimpour, e seu conhecimento deriva em grande parte, a partir desta base, mas estendeu o estilo tradicional, com inovações que são particularmente suas e freqüentemente marcado por um humor sutil.

Depois de um breve intervalo, os músicos voltaram e novamente local estava cheio de dançarinos e público. Nesta altura, o público tinha relaxado depois de uma deliciosa refeição, e estavam prontos para deixar para "baixar a poeira". Pessoas sorrindo, rindo, a partilha de um movimento. Era como assistir a uma festa de família. 

Uma breve pausa, e Rashid voltou com uma apresentação mais incomum de "Mashaal". 

Vestindo uma camiseta preta simples e jeans justos, acentuado com um cinto de prata no quadril e pulseiras, ele provou que o figurino deve tomar muito menos atenção que a habilidade e interpretação. 

Ele faz mais parado, do que a maioria dos artistas fazem dançando um show inteiro, e essa auto-contenção é a marca registrada de seu estilo. 

Sua capacidade de fazer isolamentos, de talvez uma polegada, e ainda tê-los completamente visíveis ao público, é uma mostra do seu excelente controle muscular.


FONTE:
** Tradução livre  - Carine Würch **

23 de dezembro de 2014

114 - RASHID

114 por Carine Würch - SEMANA 30


O grande interesse do mundo ocidental na Dança Oriental continuou a inspirar a exploração artística de Rashid (Tom Ryan) e sua evolução além das culturas do Oriente Médio. Sua própria vivência multi-cultural deu-lhe grande sensibilidade às mudanças e nuances na música, dança e atitude, que influenciaram esta forma de arte. 


Rashid (Tom Ryan) foi um artista que contribuiu junto a Escola Salimpour por mais de 30 anos. Foi consultor artístico, designer, professor, coreógrafo, bailarino. 




TIMELINE

1999 - 2012 Salimpour School of Dance - Instructor, Choreographer, Performer, Artistic Consultant )
1992 - 1995 Arabian Nights Restaurant Featured Performer 
1983 - 1991 Marrakech Restaurant - Featured Performer 
1983 - 1991 El Morocco Restaurant - Featured Performer
1983 - 1989 Grapeleaf RestaurantFeatured Performer 
1985 - 1989 San Francisco Egyptian Dance Company - Director 
1988 - 1991 Salimpour School of Dance - Instructor 
1984 - 1985 Saratoga School of Music - Instructor 
1983 - 1984 Concord Park and Recreation Services - Instructor 
1983 Amwaj Egyptian Folkloric Dance Company - Director 
1980 - 1983 Salimpour School, San Francisco - Instructor/Performer with Suhaila Salimpour, Jamila Salimpour director 
1980 - 1983 The Rasheeds Dance Company - Director/Choreographer 
1978 - 1980 Featured Dancer, Marrakech Restaurant 
1978 - 1980 Dance instructor, Beg. And Int. Classes, Honolulu,Hawaii 
1975 - 1978 Jamila Salimpour, director, San Francisco 
1976 - 1978 Bal Anat (6-15 members Company member and instructor 
1975 - 1976 Troupe Al Kedar (4-6 members) Company member and choreographer



22 de dezembro de 2014

115 - RASHID

115 por Carine Würch - SEMANA 30

BIOGRAFIAAs influências artísticas de ambos os lados de sua família alimentaram o interesse de Rashid (Tom Ryan) pelas Artes. Ele foi incentivado a tocar piano e violão, desde cedo, mas não experimentou seu primeiro gosto pelo palco até uma apresentação de sapateado com oito anos.

No colegial, direcionou seus interesses para atuação e teatro musical. Esses interesses o levaram até a Renaissance Pleasure Faire, pois desenvolvia junto com a escola um trabalho sobre o período renascentista europeu. Foi neste local que ele primeiro testemunhou performances da trupe de Jamila Salimpour, o Bal Anat.

Rashid começou seus estudos em Dança Oriental em 1974, com Jamila Salimpour.


Sob a tutela de Jamila, ele mergulhou na Dança Árabe com apenas dezesseis anos. 

Possuindo um entendimento desenvolvido e respeito para a dança étnica, Rashid perseguiu a Dança Oriental, como artista, antropólogo e historiador. 

Quando as informações eram escassas, ele arduamente pesquisou por todas as vias disponíveis. Com a orientação de Jamila, estudou com muitos grandes artistas, incluindo Lala Hakim, Nadia Gamal e Mahmoud Reda, para citar apenas alguns.

Seu estilo e desempenho foram inspirados por muitos bailarinos lendários incluindo Aza Shariff, Nagwa Fuad, Sohair Zeki, e Mona Saiid. Como dançarino americano, foi muito influenciado pelas carreiras de Bobby Farrah e Ahmed Jarjour, primeiro bailarino do mundo ocidental.

Rashid rapidamente se tornou um dos bailarinos principais com o Bal Anat, dançando coreografias da companhia, que se tornaram inspirações para trupes de dança tribais em todo o mundo.

Dançou profissionalmente por mais de trinta anos.

Ensinou, fez palestras e apresentações em todo o ocidente. Dirigiu, coreografou e interpretou em várias companhias de dança, incluindo, Bal Anat (1974 - 1980 e 1999 até 2012 - quando faleceu), Os Rasheeds, o San Francisco Egyptian Dance Company (diretor) e Amwaj Fokloric Company (diretor, Samra Zuhur).

Foi descrito como "consumado bailarino... solista de técnica excelente, com conhecimento íntimo das nuances sutis de Dança oriental."

Os seus trabalhos têm sido aclamados pela sua capacidade técnica e pureza do movimento, "uma dança que nos puxa para seu feitiço, como uma droga de ação lenta."

FONTE:
** Tradução livre  - Carine Würch **

16 de dezembro de 2014

121 - DEBBY GOLDMAN {AMOURA LATIF}

121 por Carine Würch - SEMANA 29

A jornada de Amoura Latif pela mundo da Dança Oriental abrange 30 anos e três continentes. Desde seu primeiro encontro com a Dança Oriental na Califórnia, ficou intrigada e impressionada com a beleza, mistério e profundidade da dança. 

Seu primeiro treinamento intensivo com Jamila Salimpour e Ibrahim Farrah despertou seu desejo de um aprofundamento na dança oriental. Ela se mudou para Israel / Palestina, onde foi calorosamente recebida e sentiu-se em casa imediatamente. A paisagem do deserto, os cheiros dos mercados, os animados gestos de pessoas, formaram um ambiente ideal para absorver a cultura e atmosfera que da dança oriental incorpora.

"Naquela época não haviam professores . Eu tinha uma base técnica sólida, devido à minha formação nos Estados Unidos, o meu crescimento se deu através das colaborações artísticas com outros artistas: músicos cantores, compositores, a oportunidade de dançar para todo o tipo de público (tando do ocidente como oriente), bem como freqüentes viagens para o Egito. Pude me conectar de uma maneira profunda na minhas próprias raízes orientais. Hoje sinto uma mistura interior do Oriente e do Ocidente, e esta é minha maneira de abordar esta forma de ate."

Durante 12 anos Amoura levou seu extraordinário sucesso para diferentes locais: teatro, televisão e cinema. Como uma das primeiras e principais professores de dança oriental neste país é atribuída ao mérito de uma apreciação artística superior dessa forma de dança.



FONTE:
** Tradução livre - Carine Würch **

10 de dezembro de 2014

127 - REYNA ALCALA

127 por Carine Würch - SEMANA 28

Reyna Alcala, dançarina, coreógrafa, professora, foi apresentada a dança do Oriente Médio (dança do ventre), enquanto ela estava no colégio, por Jamila Salimpour, e também participou do seu grupo de dança, o Bal AnatEla também estudou Flamenco com cigana espanhola Rosa Montoya, bem como com vários professores de dança na Espanha. 
Sua capacidade de melhorar uma forma de uma dança com seu conhecimento sobre a outra, a distingue no mundo da Dança Oriental. Reyna tem o orgulho de ter sido um membro do lendário Ibrahim Farrah Near East Dance Company, com quem ela se apresentou no Carnegie Hall, Avery Fisher Hall, Warren Theater e no Teatro Merkin. 

Seu domínio das duas formas de dança: Dança Oriental e o Flamenco / Dança Espanhola é evidente no revival do Man of La Mancha no The Paper Mill Playhouse. A beleza e expressividade dos movimentos de mãos e braços tem hipnotizado todo seu público. Além de dançar em palcos extraordináorios, Reyna Alcala dançou no teatro ao longo de sua carreira, uma experiência que tem aproveitado, pois usa sua capacidade bem afinada, de responder com toda a força do seu poder físico, as sutilezas e nuances da música árabe. Dançou em ambas as casas noturnas Bagdad e Casbah na Broadway, em Sao Francisco, CA e foi capa do álbum gravado "Bagdad Cabaret". Importante dizer que os estudos e performances de Reyna se estendem além das fronteiras dos Estados Unidos: México, Espanha, Grécia, Turquia e Egito.

"Reyna Alcala é uma dançarina única, no mundo global da dança, hoje em dia. Ela é uma dançarina oriental, que também é tecnicamente proficiente em Flamenco / Dança Espanhola. Uma combinação perfeita para aqueles interessados na fusão dessas duas culturas importantes ". Mariano Parra, principal expoente de Flamenco na America.



Fonte:
** Tradução livre - Carine Würch **


8 de dezembro de 2014

129 - REYNA ALCALA

129 por Carine Würch - SEMANA 28


Reyna Alcala, dançarina, coreógrafa, professora, foi apresentada a dança do Oriente Médio (dança do ventre), enquanto ela estava no colégio, por Jamila Salimpour, e também participou do seu grupo de dança, o Bal Anat

Ela também estudou Flamenco com cigana espanhola Rosa Montoya, bem como com vários professores de dança na Espanha. Sua capacidade de melhorar uma forma de uma dança com seu conhecimento sobre a outra, a distingue no mundo da Dança Oriental. 






Reyna tem o orgulho de ter sido um membro do lendário Ibrahim Farrah Near East Dance Company, com quem ela se apresentou no Carnegie Hall, Avery Fisher Hall, Warren Theater e no Teatro Merkin. 






FONTE:
** Tradução livre - Carine Würch **

7 de novembro de 2014

160 - BARAKA

160 por Carine Würch - SEMANA 23

Texto escrito por Baraka para Gilded Serpent

Baraka (BA - r 'ka): aura do espírito, bênçãos, abençoada. Raks Sharki, Danse Orientale, Dança do Oriente Médio, Dança do Ventre - seja qual for o nome, esta dança tem sido uma bênção em minha vida. Suas alegrias foram profundas e de longo alcance, as quais me permitiram viajar, escrever, ensinar e aprender, não só a dança, mas a vida. Tenho sido abençoada com amigos em todo o mundo. A dança também tem sido uma jornada espiritual de descoberta. Durante o quarto de século em que estudei, apresentei e ensinei esta dança, foram abertas as portas da sabedoria e da percepção, através da qual tenho sido guiada por minhas irmãs na dança.

Quem sou eu, você pergunta? Essa é uma boa pergunta - que passei os últimos 50 anos, ponderando. Voltarei, caso chegue a uma resposta. Mas não prenda a respiração, a aventura é muito mais emocionante do que os resultados, tanto quanto do tempo!

O que eu faço, é muito mais fácil - fixando-se a realidade concreta, em vez das profundezas da consciência. Você provavelmente já descobriu que a Dança do Ventre ou Dança Oriental (na verdade, o termo correto é Raks Sharki - por favor, lembre-se que da próxima vez que alguém disser "bellydance") é uma grande parte da minha existência. Para dizer que eu vivo e respiro isto, seria um eufemismo. Estou constantemente dançando, às vezes nos lugares mais impróprios e com a música mais estranha. Compreender como a dança acontece tem sido a principal ocupação da minha mente ( super organizada) durante os últimos 25 anos, desde que comecei a ensinar.

Quem devo culpar por essa compulsão? Uma grande parte do crédito vai para a incomparável Jamila Salimpour, que foi minha primeiro professora, realmente, no início dos anos 70. Sua organização de tipos de movimentos básicos em famílias, foi fundamental para dar aos dançarinos um local para onde criar, em vez de simplesmente copiar. Claro, eu também tive a sorte de ter uma boa formação nas artes plásticas desde a infância - piano, flauta, instrumentos percussão e violão, teatro, aulas de canto, aulas de dança a partir dos três anos de idade. Eu fazia parte do clube de dança moderna no ensino médio (Classe de '65, Burlingame High) e fez em abundância de Gilbert & Sullivan naqueles anos.

Após os anos do ensino médio, a área de Sao Francisco, em meados dos anos 60, oferecia um monte de coisas interessantes para explorar, e o fiz. Cantei por pouco tempo com Hot Air, um precursor para uma banda de desdobramento do Grateful Dead chamado "New Riders of the Purple Sage", recusei um show com Dan Hicks, porque ele tinha o sonho de nos colocar em mini-saias e levando-nos a LA , enquanto eu estava levando a vida do campo e pedindo carona.

Veio a década de 70 e eu tinha um filho - Noah Oz Appleton - mas o casamento não é para mim e o criei como mãe solteira. Foi quando Raks Sharki entrou na minha vida, porque depois da gravidez, eu pesava cerca de 77 kg e meu "salto" havia se tornado um "baque"! Esta foi uma dança que não saia do chão, e no entanto, usava usou todos os músculos. E a música era intrigante (lembre-se tudo que o treinamento musical em minha juventude desperdiçada?) Os figurinos eram incríveis e poderia fazê-los, os clubes eram divertidos de se ir, e, em geral, caí de amores com tudo isto.

Estudei primeiro num departamento de recreação local, mas depois de três sessões de oito semanas eu já estava à procura de mais. Após vários anos de busca, descobri aulas de Jamila, e me mantive com ela por cerca de 7 a 8 anos. Quando fui pela primeira vez a sua classe, aguentei as aulas de iniciantes, depois de um ano mais ou menos, estava tendo três aulas seguidas aos sábados, uma outra aula de dança e uma aula de música por semana. Jamila também trouxe bailarinos como Lala Hakim do Egito e Hassan Wakrim de Marrocos, Aisha Ali logo após suas primeiras viagens de coleta sobre o conhecimento Ghawazee, Morocco (a "Tia Rocky" da lista MED-dança); em suma, fomos expostos a uma enorme variedade de estilos de dança a partir de um tradicional "been there, done that" (estive lá e já fiz isto), ponto de vista. E isso foi em meados da década de 70.

Jamila foi minha mentora de ensino, primeiro me usando como "demonstração" para a turma, então me facilitando em ensinar a classe iniciante, em seguida, manando para ensinar longe de sua base em Sao Francisco. Fiz aulas em Berkeley e na península sul da cidade sob seus cuidados, por vários anos. Eventualmente, me mudei e comecei a ensinar de forma independente. Cerca de dois anos da minha formação, estava trabalhando em clubes noturnos e restaurantes, festas privadas. Por ser mãe solteira, não podia fazer viagens longas como algumas das minhas amigas - e parecia tão romântico pensar em dançar no Líbano, Paris ou o Egito, como  minha amiga Rebaba. Mas trabalhei de forma constante, ao longo dos anos 70, 80 e a maioria dos 90, mesmo em casa.

Felizmente, "casa" era San Francisco, onde há uma comunidade de dança significativa (cerca de 2000 pessoas na última contagem, em um raio de 400 km) e uma infinidade de seminários, com os melhores instrutores de todo o mundo. Há também os festivais anuais, Rakkasah e Desert Festival de Dança, com fornecedores e classes e oportunidades de dança e músicos e amigos para ver (entende onde quero chegar?)... Em suma, um lugar onde poderia explorar uma grande variedade de estilos de dança , professores, clubes, - rica, emocionante e cheia de sol, na maior parte do tempo!

Outra característica da vida de dança na costa oeste, é concursos de dança do ventre. Depois que um número de alunos me diziam que deveria entrar, finalmente tomei coragem e entrei no concurso "Miss America of the Belly Dance" - e para minha surpresa, fiquei em segundo lugar! "Hmmm - isso não é tão ruim", pensei, e passei a entrar em vários outros. Nunca deixei estar no topo - 1 ou 2 (e um terceiro) - o que me levou a pensar sobre como isso acontece - como você se tornar bom nisso - bom o suficiente para uma grande variedade de juízes criticar você positivamente? E quando você é, o que você faz sobre isso?

Se eu fosse 20 anos mais nova, poderia ter me tornado arrogante, ainda bem que a maturidade tem alguns aspectos positivos! Decidi que queria colocar meus esforços para melhorar e elevar o nível desta dança de uma maneira significativa, ensinando novos dançarinos como para alcançar o melhor que podem conseguir. Tenho orgulho de dizer que tem sido um empreendimento de sucesso! Você deverá ver Tahiya (ela está no Toolkit comigo), que ganhou uma série de prêmios, incluindo "Most Promising New Talent" do GAMAL Dance Academy Awards.

Eu continuo a me apresentar, deixo para as meninas mais jovens os shows nos clubes agora - faço festas particulares, showcases, workshops e seminários, e todos os tipos de ocasiões especiais. A maioria dos meus esforços vai agora para ensinar aos outros sobre a complexidade e beleza da dança, e como ela reflete o que somos por dentro.

Meu "trabalho" é ser publicitária para o Departamento de Música da Universidade de Stanford, ao sul de Sao Francisco. Um dos benefícios deste trabalho são os muitos concertos que posso assistir, a um custo extremamente razoável. Ele também permite que conheça músicos maravilhosos, como o nosso conjunto, o St. Lawrence String Quartet - cuja estreia mundial de Christos Hatzis 'String Quartet No. 2 estava estranhamente Oriente Médio.

Estou convencida que esta dança é uma ótima maneira de manter-me saudável e jovem - e posso prová-la! Eu comemorei meu aniversário de 50 anos, em 1997. Portanto, não somente a "dança do ventre" foi maravilhosa para mim espiritualmente e emocionalmente, ela continuou me fazendo sentir, parecer e agir jovem! E ela pode fazer o mesmo por você - apenas experimente!


Fonte:
** Tradução Livre - Carine Würch **

6 de novembro de 2014

161 - BARAKA


161 por Carine Würch - SEMANA 23


Baraka é uma talentosa dançarina e professora de dança oriental, com mais deis de 30 anos de atuação, sob seu cinto cintilante.


Biografia 

Vivaz, elegante, comovente, forte - muitos adjetivos foram aplicadas ao estilo único de Baraka de Dança Oriental. Quer dançando cabaré egípcio ou o clássico tribal californiano, que se originou com sua mentora, Jamila Salimpour, ela traz sua própria interpretação para esta mistura. Com uma vida dedicada a formação em dança e artes, Baraka tornou-se um dos nomes mais conhecidos em os EUA, procurada como um instrutora de workshops em todo o país. Ela se tornou conhecida nacionalmente após vencer o Miss América Bellydance Contest, em 1994. Tanto ela, quanto seus alunos já ganharam inúmeros prêmios em concursos de todo o oste Norte-Americano.


Baraka começou a se apresentar em 1974, em clubes do Oriente Médio em toda a Bay Area, e teve uma carreira ativa como bailarina solo de destaque durante os anos 1980 e 90, em tais estabelecimentos notáveis ​​como Pasha, Scheherezade, as Pyramids, e Petra, onde se encantava em trabalhar com os melhores músicos em São Francisco.



Ela se apresentou com Bal Anat (tanto o original '74 -78 e na reunião '91) e suas muitas ramificações, foi um membro de longa data da Hahbi'Ru Dança Ensemble com John Compton, e pode ser vista apresentando sua dança da espada em ambos os vídeos Hahbi'Ru, "Desert Wanderers" e "Hahbi'Ru Live".

Ela também é destaque no vídeo de muitas competições e seminários, incluindo Southern California International Belly Dance Competition (1993 e 1994) e Belly dancer of The Year (1993), Wiggles of the West 1, 2 e 3 (1996-1998), Tribute to No. 1 para Ibrahim Farrah (1995) e Festival no Nilo XIII (1997).



Depois de um grave acidente em 2000, que resultou em traumatismo cerebral e perda de seu equilíbrio, Baraka se aposentou da dança, para seu desalento. Nos anos seguintes, ela trabalhou com um massagista talentoso e um excelente quiroprático para melhorar sua saúde. Após a morte de John Compton, em outubro de 2012, ela voltou a dançar com Hahbi'Ru em várias performances comemorativas em sua honra, e ficou encantada ao descobrir que ela podia voltar a dançar, embora com algumas limitações, e agora considera um retorno ao ensino de alguma forma.



** Tradução Livre - Carine Würch **