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20 de janeiro de 2016

HISTÓRIAS DE MARIA - Minha Experiência com AS Pilares do Tribal

Conhecer as 3 Pilares da nossa dança, uma experiência que guardarei com muito carinho.

Carolena já tinha conhecido e estudado ao longo de 2015, quando fiz o General Skills com ela e Megha. Aqui, tivemos somente um pequeno (minúsculo) vislumbre de quem é realmente nossa Mamma C, em San Francisco (CA) o seu nível de descontração é aconchegante, você quase sente que pode falar, conversar, tocar, beijar sem ficar tenso (quase, porque eu sempre fico). Ao termino do meu primeiro dia de aulas intensivas no estúdio do FCBD® tive a ousadia de pedir por um vídeo do sorteio da primeira vaga para formação da Trupe que dançará com Kae... ela iluminou o rosto sorrindo e disse; claro, Maria. Fiquei em choque! Claro? Assim, tão fácil, pois é... desse jeito.
Após minha performance no ATS Homecoming, Carolena e eu

O comportamento dela durante essa semana que vivenciei diariamente de sua companhia e ensinamentos foi sempre acessível. A última aula, com a técnica do FLOW, foi emocionante, ela dançava no palco de costas pra nós e ao termino virou em lágrimas dizendo como uma menininha: esse é o melhor mês do ano, prometem que voltam ano que vem? Que aparecem para me visitar?

A sala de umas 200 pessoas ficou em lágrimas e rolou essa linda foto com todos ao lado da Mama.
Foto da última aula - encerramento do ATS Homecoming 2016
É uma sensação que não se consegue explicar com precisão, necessita vivenciar. Estar no ambiente e sentir.
Então, chegou do dia de conhecer a filha de Jamila Salimpour, Suhaila! Tentei muito encontrar Jamila, mas com quase 90 anos e com a saúde debilitada, não pode ir ao meu encontro. No entanto, Suhaila é a dinastia Salimpour, preserva seu legado e foi muito generosa comigo.  Conheci seu estúdio, cheio de referências a história de sua mãe e filha, dá pra ver um filme nas paredes, fui convidada a fazer uma aula (não deu pq a rotina do FCBD® era muito apertada e o estúdio ficava em outra cidade), ganhei presentes e conversamos muiiito. Encontro especial, jamais esquecerei. 

*Vi uma aula, Jesuuuuuuuuuus o que era aquilo!!! (coisa de gente grande). Lógico que mencionei a Carine e sua loucura por Jamila, alunos... e tudo mais, ela sorriu. Ficou muito feliz em saber do blog e de nosso trabalho recuperando o passado dessa dança.
Suhaila Salimpour - Estúdio Suhaila em San Pablo

Para coroar tantas emoções, afinal o blog existe por causa dessas fortes e incríveis mulheres. Chegou o dia, eu esperava, mas não tinha certeza que ocorreria, de conhecer MASHA!!!
Jesus quanta emoção, meus olhos marejaram na hora que a vi... ela me olhou e disse eu lhe conheço. Fiquei atônita, conhece? Sim, conheço... você não é a moça que curte tudo que eu posto? Eu sorri e disse SOU EUUUUUUUU.  Foi então que o mundo parou: - Eu vejo suas coisas, sei quem você é.

Oiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii????? Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhh, morri 1000x e arrumei coragem para voltar ao mundo dos vivos e ficar relembrando. Não é sempre que conhecemos uma pessoa que admiramos tanto e não nos decepcionamos.
Masha, eu te amo...você é a DIVA QUEEN DOS BADULAQUES!!!
Masha Archer, eu te amo!!!
Pronto missão cumprida... nossas Pilares todas aqui, representadas.
Xeros no pulsante.

14 de janeiro de 2016

FOTOS - Maria e Natália no Salimpour Studio


 
  
 
 
 
 
 


O que posso dizer de hoje? Realmente não tem palavra que descreva ter um dia com Carolena no Studio do Fat, estar com...
Publicado por Maria Badulaques em Segunda, 11 de janeiro de 2016

12 de janeiro de 2016

Maria e Natália no ATS® Homecoming 2016

Bom dia leitores!

Quem vos escreve é a Carine, já que minhas parceiras de Blog, Maria e Natália, estão em terras Norte Americanas, mandando fotos, vídeos, fazendo aulas e vivendo o Tribal Life Style por este período. Podem ter certeza que haverão muitas publicações sobre tudo que elas viram, ouviram, aprenderam, com quem conviveram por lá.

Maria e Natália foram para a Casa do ATS® em São Francisco, o estúdio de Carolena Nericcio, o FCBD,  para participar do ATS Homecoming 2016, que acontece nos dias 14 a 17 de janeiro.

Já temos fotos do estúdio do FCBD (ai, meu coração).

Temos fotos no estúdio da Suhaila Salimpour (ai, meu coração²).

Temos também o primeiro vídeo com a primeira sorteada que vai dançar com Kae Montgomery no Festival Pilares do Tribal em outubro (ai, meu coração³).

UFA!

E garanto que tem muito mais coisas!

De momento, fiquem com as fotos da chegada das meninas e do local onde estão hospedadas, brechós, lojas veganas e um pouco do visual de São Francisco. (No próximo ano quero estar junto!)

E fiquem ligados nas próximas postagens!

No próximos post, fotos do Studio do FCBD e do de Suhaila Salimpour!

Início de tudo, 08 de janeiro de 2016! Meninas embarcando para os EUA!
 

 Um pouco de passeio e compras, é claro.
 
 
Início de tudo, 08 de janeiro de 2016! Meninas embarcando para os EUA!

Embarcando...jornada começando !!!!!
Publicado por Maria Badulaques em Sexta, 8 de janeiro de 2016
 Um pouco de passeio e compras, é claro. 

Sao Francisco é incrível!!! Um mercado orgânico, estilo cooperativa!!! Vc pode comprar tudo ate modess orgânico, tinta...
Publicado por Maria Badulaques em Domingo, 10 de janeiro de 2016
E já teve aulas também!!! 

Day 1 intensive!
Publicado por Kristine Adams em Segunda, 11 de janeiro de 2016

With my roommates from Brazil!
Publicado por Cat Ellen em Segunda, 11 de janeiro de 2016

20 de julho de 2015

JAMILA SALIMPOUR, BIOGRAFIA I

Jamila Salimpour nasceu em 1926.

Começou a dar aulas de dança em Berkley, em 1967. Quando viu o que suas alunas estavam fazendo no Renaissance Faire ela decidiu formar uma trupe mais disciplinada. Isto era para ser chamado de "Bal Anat" (Dança da Deusa Mãe). 

A partir de sua experiência no Ringling Brothers Barnum  e Bailey Circus ela elaborou um programa de variedades - que ela mesma descreveu como "metade reais e metade invenção". 

Infelizmente, muitas pessoas viram isso como "a dança do ventre real". 
E assim o início de "Tribal" surgiu.

A filha de Jamila, Suhaila dançou pela primeira vez em público aos três anos. Ela é agora uma dançarina e professora (do estilo cabaret), bem conhecida.

Jamila Salimpour é o criadora da dança do ventre tribal na América. 
Ela também é a primeira a solidificar um formato de terminologia na dança do ventre, que ainda hoje é utilizada. Foi a primeira professora de dança do ventre a criar um formato específico de movimentos, com nomes individuais para cada etapa. Seu formato foi a inspiração e fundamento do que mais tarde ficou conhecido como American Tribal Style

Os nomes dos passo muitas vezes originadas de pessoas que Jamila havia assistido pessoalmente, fazendo esse movimento. Por exemplo, Jamila nomeou oitos para cima e para baixo, de Maya, porque ela viu Maya Medwar fazê-los em um clube em Los Angeles na década de 1950Seu formato é ensinado e aplicado aos movimentos dos bailarinos em todo o mundo. Jamila é uma figura influente na dança do ventre há mais de 50 anos.


Jamila é também mestre em snujs, tocando diferentes padrões únicos e difíceis, muitas vezes experimentando com upbeat. Seu premiado CD instrucional também é uma grande ferramenta para o aprendizado dos snujs, e é utilizados nas classes do formato Jamila e Suhaila.

Nas aulas de Jamila, ela ensina o seu próprio formato de movimentos específicos e padrões snujs que ela tem ensinado durante décadas. 

A aula começa com a reprodução dos toques de snujs e então se move para a prática de movimentos em um círculo ao redor da sala. 

Esteja preparado para usar snujs durante toda a classe. 

Cada classe é diferente e de valor inestimável para o desenvolvimento de dança e para as habilidades com os snujs, além de aprender a história dos movimentos de dança do ventre na América. 

Jamila verdadeiramente é a matriarca Americana de dança do ventre.

** Tradução livre - Carine Würch **

Olhem este trabalho maravilhoso de Fernanda Lira e Aerith Asgard:
 
http://aerithtribalfusion.blogspot.com.br/2015/07/timeline-jamila-salimpour.html

10 de julho de 2015

VÍDEO: Cabaret or Tribal? Com tradução!

Este texto é uma tradução que fiz para um vídeo que Suhaila Salimpour disponibilizou no vimeo. Este vídeo, aparentemente, é para a divulgação de um workshop, mas possui muita informação legal!!

Algumas notas sobre a tradução antes que você comece sua leitura:

Aqui no Brasil, nós chamamos a dança do ventre tradicional apenas por dança do ventre, e o tribal de tribal, assim temos nossa divisão. Nos Estados Unidos, a dança do ventre é chamada de cabaret bellydance, pois ela era atração de cabaré mesmo. No texto, eu traduzi como estilo cabaré.

Traduzi nightclubs como casas noturnas. Mas esses nightclubs não eram prostíbulos, só pra deixar claro!

Boa leitura!
Natália Espinosa

Cabaret or Tribal? presented by the Salimpour School from Suhaila Salimpour on Vimeo.

O link do vídeo: https://vimeo.com/131053852

Jamila Salimpour foi influenciada pelas dançarinas das décadas de 30 e 40 e seus movimentos saíram desta era. Jamila era uma dançarina de casas noturnas e era proprietária de uma casa noturna, ela foi a primeira mulher a possuir uma casa noturna com temática árabe na Costa Oeste.

Minha mãe ama música árabe e até hoje ela diz, e ela é bem enfática a respeito disso, que se você não está dançando uma música árabe, bem, você simplesmente não está dançando dança do ventre (risos). Minha mãe e eu às vezes discordamos sobre este ponto, mas eu amo música árabe completamente e eu entendo o que ela quer dizer, porque este era o amor dela e era – e é – a cultura e a música de onde vieram todos esses movimentos.

Minha mãe dançava nas casas noturnas e mesmo antes disso ela dançou em todas as oportunidades que lhe foram dadas de se apresentar; não haviam casas noturnas quando ela dançava e, quando as casas noturnas de fato nasceram neste país, ela acabou dançando em casas noturnas, mas nessa época ela estava na casa dos 30! Minha mãe só começou a usar a palavra “Tribal” no fim da década de 60 quando criou o Bal Anat para a Renaissance Pleasure Fair. Até então, não havia separação, você não usava a palavra “cabaré” ou a palavra “tribal”; você era só uma dançarina de dança do ventre e você fazia de tudo. Então, o que definia uma aparência, uma sensação ou uma estilização era o ambiente do show, a hora do show – era um show de dia, um show à noite, um show para a família, uma casa noturna? – e isso criava a aparência, a sensação, o figurino,a energia... minha mãe estava tentando justificar a dança do ventre no contexto da Renaissance Fair então ela criou essa incrível fantasia tribal que sempre era apresentada como um Faz de Conta de Arte Performática, essa era até a palavra que ela usava, Faz de Conta, e era tudo ideia e fantasia dela.

Mas a verdade é que a minha mãe sempre foi inspirada pela música árabe, ela queria representar e reconhecer e respeitar a cultura; ela criou os figurinos do Bal Anat a partir de fotos das National Geographics que ela tinha espalhadas pela casa, ela queria ter certeza que, apesar de estar tomando liberdades criativas em suas coreografias e na forma que o Bal Anat se apresentava, que tudo saía de pinturas, poesias ou essas revistas; ela estava tentando conseguir tudo o que podia para representar a cultura, porque não havia nada disponível...
Mas todos os dançarinos do Bal Anat, de dia eles colocavam seus figurinos tribais e à noite eles colocavam seus figurinos de cabaré e trabalhavam em casas noturnas, não havia divisão na comunidade e o vocabulário de movimentos era todo igual, com apenas pequenas variações de movimentação e estilização baseadas na música, no clima e no figurino, mas o vocabulário de dança era todo do formato da Jamila Salimpour, que saiu dos dias de glória da Golden Era dos anos 40, daquelas dançarinas de dança do ventre estilo cabaré.

Eu me lembro que quando eu comecei a trabalhar em casas noturnas, eu fui entrevistada por uma mulher que estava escrevendo uma matéria sobre o Legado Salimpour, e ela me perguntou: Quando você decidiu ser uma dançarina de dança do ventre estilo cabaré? E eu fiquei tão ofendida na época, porque eu nunca me classifiquei como uma dançarina de tribal ou de cabaré! Eu tenho muito orgulho de ser uma Salimpour, eu sou filha de Jamila Salimpour então eu levo dentro do peito o conceito de tribal e o que minha mãe criou; eu também trabalhava como dançarina e me sentia muito privilegiada que logo depois de terminar o ensino médio eu pude começar a trabalhar em casas noturnas e eu estava trabalhando com as melhores bandas e os músicos mais incríveis vindos do Oriente Médio, e me perguntaram quando eu -decidi- ser um a dançarina de estilo cabaré. Eu nunca decidi ser um ou outro! Eu era, e ainda sou, uma dançarina.

Se você morava nos EUA, você foi tocado por Jamila Salimpour. Se você era um dançarino na Costa Oeste, você não foi apenas influenciado por Jamila Salimpour, você provavelmente estava dançando seu formato mesmo que não soubesse. Muitos dos alunos de minha mãe saíram da escola e começaram a ensinar por conta, e esses professores tiveram alunos, e esses alunos tiveram alunos, e posteriormente o termo tribal ou ATS® nasceu a partir de professores que foram alunos de Jamila Salimpour. Então o formato Jamila Salimpour foi a base para seus alunos saírem e ensinarem e isso se transformou em movimentos que mais tarde foram associados ao tribal, seja ATS® ou tribal fusion.

O formato Jamila Salimpour nasceu da Golden Era, aquela época e forma de movimentação das melhores dançarinas dos anos 40, Badia Masabni, Tahia Carioca, e elas eram dançarinas de estilo cabaré, então os movimentos era associadas às melhores dançarinas vindas do Egito, naquela época. Então a base do que se tornou o tribal,ou ATS®, ou tribal fusion, é verdadeiramente o formato Jamila Salimpour. O Tribal Fusion, posteriormente, evoluiu a partir de alunos que saíram do formato Suhaila Salimpour, incorporando todos os movimentos de isolamento com contrações fortes, criados no fim da década de 70 e na década de 80. Então formato Suhaila Salimpour é agora associado a movimentos de Tribal Fusion.

Jamila e Suhaila Salimpour são dançarinas de casas noturnas, e seus movimentos e musicalidade e a forma como representam a música árabe ainda possuem todos aqueles passos e todos os isolamentos.

Se você tiver uma boa base de dança primeiro, você pode fazer tudo o que quiser. Você pode fazer escolhas artísticas, mas fazer qualquer estilização quer quiser. Esse workshop é para focar em técnica, para que você possa construir a base do seu movimento, a segurança e a postura, e então, mais tarde, você seja capaz de fazer escolhas criativas e artística. Eu quero que você seja capaz de fazer tudo isso. Eu quero que você seja capaz de crescer e evoluir através dos anos com uma base forte de técnica, de forma que, a medida que você mudar e crescer e seguir em frente com diferentes tipos de música e estilos, seu corpo seja capaz de se mover e evoluir com você.