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16 de fevereiro de 2015

57 - MASHA ARCHER

57 por Carine Würch - SEMANA 37

O texto a seguir foge do padrão, onde apresentamos o lado bom e belo da dança. Tendemos a "romantizar" tudo, mas não podemos esquecer a época em que tudo isto estava acontecendo. Seu contexto social, cultural, histórico. 

É apropriado estudarmos as coisas, sem tirá-las do contexto, para absorvermos todos os nuances, e sem julgá-las como certas ou erradas, pois estaremos colocando a questão sobre o nosso ponto de vista, que é completamente diferente do que era vivido em cada época.

Leia, interprete e entenda o que se passava na época.

Boa leitura,
Carine


Texto escrito por Lynette Haris de sua entrevista com Najia para o Gilded Serpent 
Texto original: http://www.gildedserpent.com/articles5/northbeach/people/najia.htm

"Masha tinha uma organização social, como a de Jamila

No entanto, pareceu-me, na ocasião, que Masha tinha uma visão de vida voltada para a revolução sexual. 

Ouvi rumores de que suas festas em Minna Street, San Francisco, eram muito "liberais". 

A Dança do Ventre tinha uma natureza mais sexual naquela época, exatamente por isto, muitos de nós a levamos em primeiro lugar! 

Muitos bailarinos, músicos e artistas da época, eram famosos por seu mantra: fumar um baseado, dançar, e então, fazer amor e não guerra

Não haviam pensamentos sérios sobre a doença, como é necessário agora."

27 de dezembro de 2014

110 - RASHID

110 por Carine Würch - SEMANA 30

Publicado em 10 de abril de 2012 por Suhaila Internacional

Este fim de semana que passou, um amigo muito querido, Tom Ryan, faleceu tranquilamente durante seu sono. 

Conheci Tom (Rashid) quando tinha nove anos. Trabalhei na recepção das aulas de minha mãe, no estúdio que ela alugava em São Francisco. Por ser apenas uma criança, a maioria dos alunos, simplesmente não me via, ou vinha falar comigo. Mas Tom vinha. Ele falava comigo, e ouvia o que eu tinha a dizer. 

Toda semana, me trazia uma caixa de meus doces japoneses favoritos. E com o tempo foi passando, Tom se tornou um irmão para mim... o único irmão que já tive. Brincávamos, dançávamos, ríamos, e até mesmo brigávamos, como todos os irmãos. Mas nós realmente nos amávamos.

Tom adorava música do Oriente Médio. Estava constantemente ouvindo. Muitas vezes, dormia enquanto ouvia um álbum repetidas vezes. Ele acreditava muito na técnica e no conhecimento da história da dança, mas onde realmente se destacou foi no sentimento.
Tom entendia a música, e passava horas absorvendo as camadas e nuances.

Tinha o coração de um verdadeiro artista, suas coreografias e performances mostraram seus movimentos cuidadosamente elaborados projetados para transmitir a verdadeira alma da música.

Tom era um tesouro para a comunidade de Dança do Ventre, e ele fará muita falta.  Me sinto abençoada por tê-lo conhecido e de ter passado tanto tempo de qualidade com ele ao longo dos anos. 

Tom, eu te amo muito. Obrigado por ser meu irmão e meu amigo. 

Sinto sua falta, e vou levá-lo em meu coração, sempre!

Suhaila

FONTE:
** Tradução livre  - Carine Würch **

26 de dezembro de 2014

111 - RASHID

111 por Carine Würch - SEMANA 30

Texto escrito por Gina Gonzalez Schanel, em 2012.

Acabo de ouvir a notícia de que um dos meus professores favoritos faleceu.

Thomas "Rashid" Ryan. A notícia é tão recente que não vejo nenhuma alternativa, a não ser tirar um momento para recordar e honrar Rashid.

Ele foi uma das pessoas mais doces e mais compreensivas que já conheci. 

O conheci durante meus dias no Estúdio de Dança Suhaila Salimpour. E tanto quanto amei o meu tempo lá e amava o que fazia, enquanto estava perto de Rashid, me lembrava de respirar, relaxar e desfrutar. Ele tinha um dom para trazer essa vibe calma para o lugar.

Ele me ensinou muito sobre a dança, sobre o ensino, sobre como nos apresentar, sobre a história Salimpour e meu lugar na comunidade de dança. Ele era um dançarino incrível, técnico, divertido, original e não conseguia tirar os olhos dele.

Rashid esteva envolvido e torno da Dança Oriental desde muito jovem e sabia como contar histórias! Ele e eu costumávamos partilhar idas para a Renaissance Faire, quando Bal Anat teve se apresentou, lá no início dos anos 2000. 

Como amava cada uma destas manhãs! Saía para pegá-lo, e preparados com o nosso café ou chá, teríamos as melhores sessões de bate-papo no caminho para Renaissance Faire. Ele falava sobre seus dias na trupe original do Bal Anat, sob a direção de Jamila Salimpour, compartilhou os altos e os baixos de se crescer no mundo da dança do ventre, também me ajudou a entender a dinâmica da trupe / grupo.

Ele nunca estava ocupado demais para ajudar com a coreografia, figurino ou adereços. 

Rashid sempre foi tão modesto, poderia facilmente ter "dado uma de diva" e ninguém teria reclamado, mas ele nunca foi deixou de arregaçar as mangas e trabalhar, não importa o quê. E que paciência que tinha! Ele era generoso, carinhoso. Um exemplo para todos nós.

O mundo dança do ventre realmente sofreu uma perda com o seu falecimento.

Tom obrigado por compartilhar sua bela vida conosco. 
Você fará falta, mas nunca, nunca esquecido.


FONTE:
** Tradução livre  - Carine Würch **

25 de dezembro de 2014

112 - RASHID

112 por Carine Würch - SEMANA 30

Texto escrito por Bàraka, em 1998.

Rashid, nascido em Sao Francisco, que ao meu ver, foi um dos melhores bailarinos de Dança Oriental, abria o show com a clássica Dança com Bandeja, apresentando sua técnica incrivelmente precisa - e uma túnica em Assiut maravilhosa. 

Ele aperfeiçoou o isolamento ao seu melhor nível, e o seu slipt lento era de parar o show! Não vou nem tentar descrever sua maestria no domínio dos snujs (zills), que é excelente, mas melhor ainda, pois é misturado perfeitamente a música. 

Percebemos em Rashid muitos anos de estudo e trabalho com Jamila Salimpour, e seu conhecimento deriva em grande parte, a partir desta base, mas estendeu o estilo tradicional, com inovações que são particularmente suas e freqüentemente marcado por um humor sutil.

Depois de um breve intervalo, os músicos voltaram e novamente local estava cheio de dançarinos e público. Nesta altura, o público tinha relaxado depois de uma deliciosa refeição, e estavam prontos para deixar para "baixar a poeira". Pessoas sorrindo, rindo, a partilha de um movimento. Era como assistir a uma festa de família. 

Uma breve pausa, e Rashid voltou com uma apresentação mais incomum de "Mashaal". 

Vestindo uma camiseta preta simples e jeans justos, acentuado com um cinto de prata no quadril e pulseiras, ele provou que o figurino deve tomar muito menos atenção que a habilidade e interpretação. 

Ele faz mais parado, do que a maioria dos artistas fazem dançando um show inteiro, e essa auto-contenção é a marca registrada de seu estilo. 

Sua capacidade de fazer isolamentos, de talvez uma polegada, e ainda tê-los completamente visíveis ao público, é uma mostra do seu excelente controle muscular.


FONTE:
** Tradução livre  - Carine Würch **

24 de dezembro de 2014

113 - RASHID

113 por Carine Würch - SEMANA 30

Entrevista por Lynette Harris - Escrito por Najia Marlyz

Pedi a John para contar sobre o declínio da famosa atração turística, Finnocchio, na Broadway, em North Beach. Então, John começou a falar do passado:

"Trabalhei no Finnocchio de 1980 a 1985, embora tivesse um contrato de seis anos. Meu agente tirou dez por cento do meu salário, mas ele se tornou um pouco desinteressado em relação ao meu trabalho, então consegui sair do contrato após cinco anos. 

Não gostava do estilo de vida, embora recebesse um bom dinheiro, e era o único bailarino naquela época, mas não estava feliz. Ganhava um bom salário, com benefícios odontológicos e plano de saúde, enquanto as bailarinas do outro lado da rua, dançavam por vinte cinco dólares por noite, em sets de quarenta e cinco minutos. Meu agente dizia o dono do clube: "nós queremos este tanto ", eles nos pagavam o que queríamos.

Neste período, outros dançarinos começaram a aparecer em cena. Parecia a mim que o dançarino Rashid, seguia-me onde quer que eu fosse, substituindo no Finnochio, quando estava de férias, e também antes. No Havaí, no Marrakech em Honolulu quando eu saí. 

FONTE:
** Tradução livre  - Carine Würch **

23 de dezembro de 2014

114 - RASHID

114 por Carine Würch - SEMANA 30


O grande interesse do mundo ocidental na Dança Oriental continuou a inspirar a exploração artística de Rashid (Tom Ryan) e sua evolução além das culturas do Oriente Médio. Sua própria vivência multi-cultural deu-lhe grande sensibilidade às mudanças e nuances na música, dança e atitude, que influenciaram esta forma de arte. 


Rashid (Tom Ryan) foi um artista que contribuiu junto a Escola Salimpour por mais de 30 anos. Foi consultor artístico, designer, professor, coreógrafo, bailarino. 




TIMELINE

1999 - 2012 Salimpour School of Dance - Instructor, Choreographer, Performer, Artistic Consultant )
1992 - 1995 Arabian Nights Restaurant Featured Performer 
1983 - 1991 Marrakech Restaurant - Featured Performer 
1983 - 1991 El Morocco Restaurant - Featured Performer
1983 - 1989 Grapeleaf RestaurantFeatured Performer 
1985 - 1989 San Francisco Egyptian Dance Company - Director 
1988 - 1991 Salimpour School of Dance - Instructor 
1984 - 1985 Saratoga School of Music - Instructor 
1983 - 1984 Concord Park and Recreation Services - Instructor 
1983 Amwaj Egyptian Folkloric Dance Company - Director 
1980 - 1983 Salimpour School, San Francisco - Instructor/Performer with Suhaila Salimpour, Jamila Salimpour director 
1980 - 1983 The Rasheeds Dance Company - Director/Choreographer 
1978 - 1980 Featured Dancer, Marrakech Restaurant 
1978 - 1980 Dance instructor, Beg. And Int. Classes, Honolulu,Hawaii 
1975 - 1978 Jamila Salimpour, director, San Francisco 
1976 - 1978 Bal Anat (6-15 members Company member and instructor 
1975 - 1976 Troupe Al Kedar (4-6 members) Company member and choreographer



22 de dezembro de 2014

115 - RASHID

115 por Carine Würch - SEMANA 30

BIOGRAFIAAs influências artísticas de ambos os lados de sua família alimentaram o interesse de Rashid (Tom Ryan) pelas Artes. Ele foi incentivado a tocar piano e violão, desde cedo, mas não experimentou seu primeiro gosto pelo palco até uma apresentação de sapateado com oito anos.

No colegial, direcionou seus interesses para atuação e teatro musical. Esses interesses o levaram até a Renaissance Pleasure Faire, pois desenvolvia junto com a escola um trabalho sobre o período renascentista europeu. Foi neste local que ele primeiro testemunhou performances da trupe de Jamila Salimpour, o Bal Anat.

Rashid começou seus estudos em Dança Oriental em 1974, com Jamila Salimpour.


Sob a tutela de Jamila, ele mergulhou na Dança Árabe com apenas dezesseis anos. 

Possuindo um entendimento desenvolvido e respeito para a dança étnica, Rashid perseguiu a Dança Oriental, como artista, antropólogo e historiador. 

Quando as informações eram escassas, ele arduamente pesquisou por todas as vias disponíveis. Com a orientação de Jamila, estudou com muitos grandes artistas, incluindo Lala Hakim, Nadia Gamal e Mahmoud Reda, para citar apenas alguns.

Seu estilo e desempenho foram inspirados por muitos bailarinos lendários incluindo Aza Shariff, Nagwa Fuad, Sohair Zeki, e Mona Saiid. Como dançarino americano, foi muito influenciado pelas carreiras de Bobby Farrah e Ahmed Jarjour, primeiro bailarino do mundo ocidental.

Rashid rapidamente se tornou um dos bailarinos principais com o Bal Anat, dançando coreografias da companhia, que se tornaram inspirações para trupes de dança tribais em todo o mundo.

Dançou profissionalmente por mais de trinta anos.

Ensinou, fez palestras e apresentações em todo o ocidente. Dirigiu, coreografou e interpretou em várias companhias de dança, incluindo, Bal Anat (1974 - 1980 e 1999 até 2012 - quando faleceu), Os Rasheeds, o San Francisco Egyptian Dance Company (diretor) e Amwaj Fokloric Company (diretor, Samra Zuhur).

Foi descrito como "consumado bailarino... solista de técnica excelente, com conhecimento íntimo das nuances sutis de Dança oriental."

Os seus trabalhos têm sido aclamados pela sua capacidade técnica e pureza do movimento, "uma dança que nos puxa para seu feitiço, como uma droga de ação lenta."

FONTE:
** Tradução livre  - Carine Würch **

14 de setembro de 2014

214 - JOHN COMPTON {vídeo}

214 por Carine Würch - SEMANA 15 

Mais uma semana deliciosa se encerra na presença de John Compton e Hahbi'Ru. Um ícone na cena TRIBAL. Uma estrela.



Segue a playlist:


https://www.youtube.com/watch?v=WxCNYH0yHB4&list=PL8qGTeoyNgyt7hrXo4PbsXqQWc1B743_3

13 de setembro de 2014

215 - JOHN COMPTON

215 Carine Würch - SEMANA 15

Continuação - texto escrito por Baraka.

Hahbi'Ru faz o Faire agora, e não é uma tarefa fácil! Como você fez para em duas semanas fazer um show? Eu tive uma aula de uma hora na sala de estar de Jamila em Kensington, e eu acho que eu tive uma ou duas aulas no estúdio, em sala de aula. Eu não era muito bom. Mas eu senti, eu senti a música, e eu tinha a energia, por isso funcionou. Eu tinha essa pequena rotina pouco de dois minutos, e eu contei a coisa toda. E quando Jamila pensou que eu estava pronto para aprender um novo passo, ela ensinou-me isso no palco, na frente da platéia. Eu sei que seu filme original Bal Anat tem isto nele. Eu pareço um frango com espasmos, tentando fazer o passo na frente de estranhos, o "back walk figure eight" (oito com caminhada para trás). Mas pelo menos eu estava feliz, para que as pessoas disseram: "Deus, você está se divertindo muito!"

Isso é muito evidente! Então você começou com Jamila, mas o quanto de influência veio dela, em termos de onde você está hoje? Quanto você atribuiria a ela? Ela era uma influência tremenda! Ela era mais para a dança de estilo antigo, e eu acho que eu tenho tomado um passo adiante, trabalhando com pessoas como Patty Farber, que pesquisou as danças de aldeia, que eu incorporei no show agora. Portanto, não é apenas dança do ventre no estilo antigo, é vilarejo em estilo antigo e danças beduínas, e danças de diversos países. Mas, sim, Jamila foi meu primeira professora. Ela me tomou sob suas asas, e disse: "Eu vou indo para transformá-lo em alguma coisa." Ela o fez.

Falando de transformá-lo em algo, como você já teve esse apelido, "O Sheik?" Eu não tenho certeza se isso é algo que você gosta ou não. Bem, na verdade, não; mas eu me acostumei com ele e ele não me incomoda.

 O Sao Francisco Chronicle fez isso. Eu estava trabalhando o meu primeiro trabalho muito sério de dança, uma pizzaria, sexta de meio dia e um jantar show de sábado à noite. Era o final dos anos setenta, e depois fiz uma pausa até o início dos anos oitenta. Em primeiro lugar, a NBC fez um segmento de notícias sobre mim ", Male Belly Dancer no Pizza Parlor." Então o Chronicle desceu e fez um artigo com este grande série de imagens. De fato, foi página inteira na primeira página da seção de entretenimento, e chamaram-lhe "Valentino está vivo e bem em Sunnyvale - John 'The Sheik" Compton ", e ficou desde então. Jamila tinha tentado me apelidar tudo, desde "Gehan" para "Jhi-ra-g", mas não, eu era sempre apenas John. Eu ainda sou apenas John.

Então, Jamila foi uma grande parte disso. Mas vamos ouvir mais sobre Patti Farber. Ela estava no Southern California Faire, mas depois ela também veio aqui porque seu show era tão diferente do Bal Anat . O show de Jamila era de dança do ventre estilo egípcio, o de Patti era "country", dança folclórica turca, e, em seguida, no meio do show, todos eles mudavam de traje e faziam dança folclórica romena. Então foi a minha primeira vez para ser estar no meio de um conjunto de dança folclórica. Isso foi onde eu aprendi muito do meu debke, muitos dos meus passos tradicionais Tamzarah da Turquia, o básico para um dos números de iemenitas que fazemos em nosso show de hoje, e mais um monte de coisas que nem me lembro!. Ela também tinha um show onde todos tinham a mesma altura, todos eles se moviam e pareciam iguais, e eu disse: "Sim. Este é o olhar que eu quero." A esta altura, Bal Anat havia mudado.

Como foi fazer parte de Bal Anat, nos primeiros dias? Como eram os ensaios? Como era a aura nos bastidores? 
Até o primeiro ano que entrei Bal Anat, quando eu vi pela primeira vez, era um monte de solos. Jamila dançava sob copos de água - que era realmente algo quando ela estava dançando! 

Rebaba estava dançava com jarro, Galya solo, a pequena Lisa dançava com cobras - todo mundo fazendo apenas solos. 

O ano anterior a eu entrar, havia danças de trio. Houve uma dança Kathak, e Jamila estava e Mish Mish. Eles dançaram com sinos em seus tornozelos. Eu acho que cobra ainda era um solo. 

Mas havia todas essas pequenas danças de trio. O ano que eu entrei, foi o primeiro ano em que houve danças com grupo maior. Haviam três cobras, ao mesmo tempo, e havia cerca de dez espadas. Mas também havia ainda os três jarros. 

Os dançarinos de jarros me deixavam louco - eu os amava. Eu era um solo, bebezinha Suhaila era um solo, e Galya no final. E eu aprendi quase tudo de assistir os dançarinas de jarros e Galya. Naquele ano, Jamila parou de dançar, mas no último show em cada Faire, eles gritam "JamilaJamilaJamila" e ela atravessava todo o palco, segurando seu vestido de assiut apertado em seus quadris, quase não se movendo, tão sutil - e a platéia enlouquecia. 

Ela era tão poderosa; era simplesmente incrível!


Por Baraka


** Tradução Livre - Carine Würch **

12 de setembro de 2014

216 - JOHN COMPTON

216 por Carine Würch - SEMANA 15

Texto escrito por Baraka.

Entrei inicialmente no estúdio de Jamila Salimpour no início dos anos setenta, mas como muitos bailarinos iniciantes daqueles dias, assistia John Compton de longe. 

Em 1990, quando o Bal Anat  foi organizada uma reunião para surpreender Jamila com uma "Apresentação de Agradecimento" patrocinada por Tambra em Dallas, eu tive a minha primeira oportunidade de realmente trabalhar com John

Eu tive o maior prazer de encontrá-lo como profissional tanto no ensaio como no palco, com um humor seco e um abraço pronto. Sem "atitude estrela" aqui! Vários anos depois, fui convidada para participar de sua trupe folclórica, Hahbi'Ru, rapidamente me tornando parte dessa família de dança. Talvez seja esse o segredo da longevidade de John na dança, que se estende por 25 anos - o amor que o público tem por ele. Ele faz com que cada um de nós se sinta parte dessa família. Um homem de grande direção, coragem e compaixão, o coração de John está sempre aberto. Ele valoriza a cada momento, e é 110% vivo quando ele dança.

Vamos voltar para os primeiros dias. Onde começou? Como você entrou em tudo isso? Vamos começar pelo começo.

Aos cinco anos de idade, na Miss Hollowell’s Dance e na Charm School. Usávamos pequenas luvas brancas, pequenos ternos, e aprendíamos a ser educados e dançar. Você sabe, foxtrote, esse tipo de coisa. De lá, eu fui indo e estudei dança de salão, e comecei a competir na dança de salão, dos doze anos de idade até cerca de dezoito anos de idade. Eu fiz uma série de  dança de rock n' roll do dezoito anos até que eu tinha cerca de vinte e um anos. Então eu saí por um tempo, e foi dos vinte e três anos que eu fiquei interessado no estilo de dança do ventre.

Por que você começou? O que despertou seu interesse por ela?
No Renaissance Faire (uma recriação Elizabethan Country Faire) em 1971 e 72, eu tive a oportunidade de ver Bal Anat. Eu tinha um estande, onde eu vendia ervas e plantas suspensas... Eu vi essas pessoas que passam, todos vestidos de preto, com o que parecia uma pintura de guerra no rosto, e eu pensei: "Quem são eles? De onde eles vem? - da Lua, de Marte? "Eu não tinha idéia! Eu ouvia suas músicas à distância. De vez em quando, eu arrumava alguém para ficar no meu estande, e eu ia vê-los, e ouvia a música! Eu estava feliz com isso. E algo dentro de mim disse: "Você tem que fazer isso. Isto é onde você pertence. "

Você se lembra de Jamila dos velhos tempos. Ela parecia tão alta, por causa do cabelo e da pintura de guerra. Eu tinha medo dela, então eu não podia falar com ela. Fiz amizade com um casal de pessoas no show, e disse: "Você vai me ensinar a dançar?" E eles disseram: "Não, porque Jamila não ensina homens, portanto, eu não posso."

Eu estava no Southern Faire naquele ano e viu o grupo de Patty Farber, que fazia dança do ventre, bem como danças folclóricas turcas e romenas. Reconheci uma das pessoas de show de JamilaFarideh (ou Cathryn Balk), fui até ela, e comecei a conhecê-la muito bem. Meu amigo Jay e eu estávamos lá para cada um de seus shows. Mas ela finalmente disse que não poderia me ensinar também, porque ela era aluna de Jamila e Jamila não ensinava homens.

Então eu encontrei uma aluna que me disse onde era o estúdio secreto de Jamila em Sao Francisco. Era em um velha fábrica de aves em Sansome Street, então eu fui até lá. Eu tinha tomado uma aula de outro professor, estava sendo ensinado a mexer corpo e com a platéia. Eu pensei: "Isso não é para mim." Então, quando eu descobri onde era estúdio de Jamila, eu fui até lá.

Havia uma pequena sala de espera do lado de fora, com essa cortina preta. Eu espiava e via todo mundo andando em um círculo, “Step, pivot, step, pivot, back, pivot, back, pivot,, e eu ficava fazendo isso na sala de espera. Eu acho que eles estão fazendo "Arabics", e eu disse: "Oh, eu acho que vou tentar fazer isso também", e, de repente, a cortina chicoteou e lá estava Jamila um passo para cima de mim, de modo que pareceu ainda mais alta, e ela disse: "Você! Aqui dentro, sentado, nem uma palavra, não saia." Eu pensei que estava morto! Mas foi uma grande emoção, porque eu realmente estava sentado dentro da sala.


Por Baraka

** Tradução Livre - Carine Würch **

10 de setembro de 2014

218 - JOHN COMPTON

218 por Natalia Espinosa - SEMANA 15

John Compton ficou bastante conhecido por equilibrar uma bandeja na cabeça enquanto dançava. Mas de onde veio essa ideia?

Ao contrário da dança com a cobra (assunto que já exploramos aqui no Pilares), a dança com a bandeja não foi uma invenção de Jamila Salimpour, nem de Compton

A performance era inspirada na Raqs al Seniya ou Seniyyadda, uma dança folclórica do Marrocos. Esta dança é uma  representação da cerimônia do chá marroquina. As bandejas costumam ser de metal, contendo utensílios como bules e xícaras, mas também é comum o uso de velas e flores. Era mais comum ver mulheres dançando, mas existem registros de homens dançando a Raqs al Seniya também. Em interpretações modernas, pode haver trabalho de solo.

Foi a pedido de Jamila que John Compton começou a dançar com a bandeja. 

Compton disse, em entrevista, que em seu segundo ano no Bal Anat, Jamila disse: “Eu quero que você dance com uma bandeja na cabeça”. Na quarta-feira eles foram comprar a bandeja, taças e bule para John dançar na sexta-feira. Ele relatou ter se movido bem pouco, pois ainda estava aprendendo a equilibrar aquilo na cabeça.

A bandeja virou sua marca registrada quando, após dominar a técnica de dançar equilibrando-a, foi fazer com o Bal Anat um show para o Consulado do Egito, que amou o número. Uma foto de John Compton no chão com a bandeja  na cabeça saiu na capa de uma revista egípcia, e foi então que sua fama começou. As pessoas começaram a saber quem ele era e chama-lo pelo nome.


Após sair do Bal Anat, quando se apresentava sem a bandeja, as pessoas perguntavam: “Cadê a bandeja?” – John fez o número da bandeja em todas as suas performances desde então.

Fontes: 


9 de setembro de 2014

219 - JOHN COMPTON

219 Carine Würch -  SEMANA 15

Ele dançou primeiro como solista de destaque no grupo de Jamila Salimpour, o Bal Anat, em 1973. 

Sua especialidade eram os címbalos sírios e o "balançar" das bandejas. 

Ele se tornou uma estrela dentro do repertório Bal Anat Troupe, em seguida, em grupo folk de dança de Patti FarberBabaGanooj

Dentro do grupo, John preferiu dançar sozinho e lembra de ter sido influenciado por cartões postais de homens marroquinos dançando com uma bandeja em suas cabeças.

Depois de Bal Anat, veio 
Las Vegas e depois de vários anos em Finnochio na Broadway em North Beach, San Francisco. 

Seu contrato de seis anos apresentou-o aos turistas, artistas de circo, travestis e transexuais, e muitas celebridades como Bette Davis e comediante Martha Ray.

Em 1976, ele formou seu próprio show - um espetáculo de abertura para a exposição do Rei Tut no Museu De Young , em San Francisco. 


Ele foi o co-fundador e co-diretor de Hahbi'Ru Eastern Dance Ensemble. Ele divide esta posição com Rita , também conhecida como Rebaba
Hahbi'ru é um termo antigo dado ás tribos de beduínos que vagavam pelos desertos árabes enriquecendo e tirando o que os agradavam dos muitos países que atravessaram. 

O foco da Troupe colorida Hahbi'Ru é o estilo do "Velho Mundo Folclórico", bem diferente do estilo Cabaret ou estilo Tribal Americano que a maioria das pessoas lembra quando pensa em dança do oriente ou dança do ventre. Suas danças são baseadas na tradição, com um pouco de talento criativo e colorido.

John Compton faleceu em Outubro de 2012, mas deixa um legado inegável para o mundo da dança.

Mais fotos no nosso ALBUM COMPLETO - AQUI
Texto original:
** Tradução livre - Carine Würch **

8 de setembro de 2014

220 - JOHN COMPTON

John Compton com 
Bal Anat, no início 
dos anos 1970
220  por Carine Würch - SEMANA 15

Esta semana será dedicada ao ícone John Compton, com quase dois anos do aniversário de sua morte, em outubro de 2012, transcrevo a carta de Suhaila Salimpour, assim passamos a conhecer um pouco de sua história:


Lembrando John Compton 
Postado em 16 de outubro de 2012 por Suhaila Internacional 
Fiquei muito triste ao ouvir a notícia de que John Compton faleceu esta semana. Ele teve uma carreira longa e próspera na dança do ventre, e eu quero compartilhar a minha história de como eu o conheci pela primeira vez.

John tinha visto Bal Anat apresentar no Renaissance Pleasure Faire e queria tanto estudar com a minha mãe. Ela ensinava em Sao Francisco, e John procurou seu estúdio. As aulas de minha mãe eram apenas para as mulheres, de modo que ela não permitiu que ele em sala de aula.

Eu era muito jovem na época, mas eu ainda me lembro de John - com seus longos cabelos quase alcançando sua cintura - sentado do lado de fora de classe da minha mãe, ouvindo a música e qualquer instrução que ele pudesse ouvir. Fiquei impressionado com persistência e compromisso da John. Eu estava lá no dia que minha mãe finalmente abriu a porta e disse-lhe "bom Okay! ENTRE! ", Permitindo assim que John para participasse de sua aula.

John foi o primeiro aluno do sexo masculino de Jamila, e as comportas foram abertas para mais maravilhosos dançarinos para estudar com a minha mãe. Com Bal Anat, primeiramente John se vestida como imitadora e dançarina marroquina. Você pode visualizar o seu desempenho relacionado no documentário Bal Anat abaixo (cerca de 08:50).

Suhaila and John Compton, Bal Anat
Mais tarde, ele se apresentava como um dos dançarinos com bandeja; se você olhar para a foto abaixo comigo e John, você vai notar a fivela do cinto. Jamila deu a ele que fivela do cinto, quando John a primeira partida de executar, e até onde eu sei, é a única que ele jamais usou ao longo de sua carreira.

Eu sempre me lembrarei John de seus dias iniciais de dança do ventre, e eu vou lembrar dele como aquele jovem tão fascinado com a dança do ventre e tão ansioso para aprender tudo o que podia.

Texto original aqui: