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28 de fevereiro de 2015

45 - MASHA, COMO EXEMPLO

45 por Carine Würch - SEMANA 39

Escrito por Najia Marlyzpara o Gilded Serpent  

Lembro-me de ter comprado este autêntico ornamento de cabeça do Oriente Médio, que aparece na foto, de um fornecedor muito exótico com quem me encontrei no Flea Market Alameda e que dava aulas para um grande grupo de dança do ventre em São Francisco. 

Ela era incrivelmente engenhosa e criativa: Masha Archer, que foi uma das primeiras professoras que criaram uma trupe toda no estilo de dança, que evoluiu para a dança "tribal" na América. 

O Estilo Tribal começou a tomar forma como um estilo real de dança, o qual era ensinado juntamente com o mais tradicional estilo dança do ventre. 

Masha (pronuncia-se "Mah'-xá") certamente me deu uma visão fresca sobre a política local da dança do ventre, além de seu humor seco, conciso e sua persona irresistivelmente estranha, embora eu nunca tive uma única aula com ela. 

Tratava-me com uma grande dose de respeito, e por causa disso, a via como um modelo de como permanecer indiferente, embora cercado pela política da dança, mas ainda assim simpático e envolvido com a dança ao mesmo tempo. 

Ela vendeu uma grande variedade de Mãos de Fátima (Hamsa) em prata, muitas em prata esterlina, prata alemã, latão e muitos com pedras azuis no centro e cheias de outros pingentes pendurados nos dedos. Comprei vários exemplares, que ainda tenho e uso até hoje. As Mãos de Fátima (Hamsa) são supostamente para proteger contra os danos do mau-olhado que tem o poder para mutilar, roubar e matar.

24 de dezembro de 2014

113 - RASHID

113 por Carine Würch - SEMANA 30

Entrevista por Lynette Harris - Escrito por Najia Marlyz

Pedi a John para contar sobre o declínio da famosa atração turística, Finnocchio, na Broadway, em North Beach. Então, John começou a falar do passado:

"Trabalhei no Finnocchio de 1980 a 1985, embora tivesse um contrato de seis anos. Meu agente tirou dez por cento do meu salário, mas ele se tornou um pouco desinteressado em relação ao meu trabalho, então consegui sair do contrato após cinco anos. 

Não gostava do estilo de vida, embora recebesse um bom dinheiro, e era o único bailarino naquela época, mas não estava feliz. Ganhava um bom salário, com benefícios odontológicos e plano de saúde, enquanto as bailarinas do outro lado da rua, dançavam por vinte cinco dólares por noite, em sets de quarenta e cinco minutos. Meu agente dizia o dono do clube: "nós queremos este tanto ", eles nos pagavam o que queríamos.

Neste período, outros dançarinos começaram a aparecer em cena. Parecia a mim que o dançarino Rashid, seguia-me onde quer que eu fosse, substituindo no Finnochio, quando estava de férias, e também antes. No Havaí, no Marrakech em Honolulu quando eu saí. 

FONTE:
** Tradução livre  - Carine Würch **