Mostrando postagens com marcador Semana 38. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Semana 38. Mostrar todas as postagens

22 de fevereiro de 2015

51 - EMPODERAMENTO PELOS ACESSÓRIOS

51 por Maria Badulaques - SEMANA 38


Não é Masha...nam nam nam... são meus badulaques!!!

Hoje fiquei bem básica e fui me divertir num ensaio com amigos queridos (Marcelo Justino e Fernando Baesso). Todas mulheres poderosas que tanto falamos passaram em minha mente, mas quando fiz essas mãos, Carolena tomou conta de mim.

Tamo junto, no ATS, no estudo, na ansiedade e no EMPODERAMENTO

Nosso legado: divar em danças que saem do fi-o-fó da alma.

Xeros no pulsante.

21 de fevereiro de 2015

52 - QUÃO LIVRES SOMOS?

52 por Maria Carvalho - SEMANA 38

Não é Masha, são as mãos da Natiii... 

Remeteu-me a cenas antigas das mãos badulacadas de Masha.

Após 5h de intensivão de Flamenco, coloco-me a refletir: os povo do oriente, com sua cultura tão diferente da nossa, e aqui me refiro as mulheres, especificamente, são felizes e empoderadas tal qual achamos que somos no ocidente? 

Somos escravas de peso, perfil ditado pela moda, cabelos lisos... 

Quão livres somos afinal? 

Enfim a frase de Masha, a dança é o único caminho de liberdade para muitas mulheres, pode estar sedo mitigada por uma busca frenética pelo enquadramento no padrão de beleza. 

Liberdade! Para deixar o shimmie reverberar as banhas sem medo de ser feliz!!!!
Xeros

20 de fevereiro de 2015

53 - MASHA ARCHER

53 por Natália Espinosa - SEMANA 38

Apropriação Cultural? Masha Archer e o figurino.

O dress code do ATS como conhecemos hoje tem enorme influência da estética proposta por Masha. Foi ela a pessoa a instituir o uso do turbante, do choli (o “top” de modelo indiano) e a calça gênio ou pantalona como figurino. 

Antes dela, era comum o uso das roupas sensuais e reveladoras do estilo Cabaret Bellydance ou, no caso de Jamila Salimpour e seus alunos, indumentária tradicional de certas regiões, como o assuit, ou figurinos utilizados em danças folclóricas do Oriente Médio e norte da África.

O figurino proposto por Masha gerou alguns questionamentos sobre apropriação cultural ou uso indevido das peças nessa nova dança do ventre desenvolvida no Ocidente: o turbante não é tradicionalmente utilizado por mulheres, sendo uma indicação de casta entre os homens; os cholis são da cultura indiana etc.

Masha respondeu a esses questionamentos com muita ousadia: sim, ela estava utilizando essas roupas de uma forma totalmente nova e, de certa forma, tomando para si esses elementos de outras culturas. 

Os cabelos dentro de um régio turbante, o colo menos exposto pela utilização de um choli e as pernas cobertas por calças pantalonas realçavam o que realmente deveria ser visto nessa forma de dança: a movimentação de quadril e ventre, ao invés de expor atributos físicos da bailarina que poderiam ser erotizantes ou causar distração do real propósito da arte. Os cabelos presos também ajudavam as dançarinas a enxergar melhor a movimentação de suas companheiras para segui-las.


Ainda, na visão de Masha, ela estava tirando essa dança das mãos de povos que não valorizavam as mulheres e sua dança (os povos Orientais) e empoderando mulheres que se apropriavam da dança no Ocidente.
Ingrid Harper y Masha Archer

19 de fevereiro de 2015

54 - MASHA ARCHER


54 por Maria Carvalho - SEMANA 38

A política do pé no chão protagonizada por Masha.


Bem, temos o hábito do endeusamento...

Seja da professora de bellydance, do ídolo da tv, mas os verdadeiros heróis de nossas rotinas somos nós, ou pessoas muito próximas. 

Olhamos um vídeo com o trabalho de um colega nativo e logo falamos de alguém de fora como uma figura mitológica. 

Ou hiatamos experientes do iniciantes como o Mar de Maomé. 

Quando vou a eventos ou escuto sobre festivais onde tudo ficou junto e misturado meus olhos sempre saltam da órbita, porque não é o costume patrício, mas deveria. 

Conversando com a Nati sobre o cenário do tribal (lá fora) o que fica evidente é que a filosofia do todos iguais é aplicada na prática, ou seja, pessoas como Masha, Kajira circulando sem nenhum endeusamento entre os presentes... alunas, trupes e pessoas com uma larga bagagem de ATS dançando num mesmo momento, uma seguida da outra, pq a vontade em uníssono era o compartilhar daquele momento. 

A unica distinção foi a apresentação dos instrutores, que seguiu em separado.

Quando assisti um vídeo (do HomeComing), creio que das Wildcard Bellydance, não estou certa agora, vejo Masha buscando um buraquinho para ver a perfomance, visto que estava sentadinha lá atráááás. 

Isto pra mim foi mais soberbo que a dança, e olha que curto demais o trabalho de Seba.

Masha deve ser respeitada, por sua trajetória, a contribuição a nossa dança, mas há um liame entre respeito e endeusamento, e isto nem a nossa pilar deseja para si.

Então, vamos todos segurar a suadeira do suvaco e respeitar a vinda de Carolena, mas sem lantejoulites como diz minha amiga Bete Medeiros.

Somos todos iguais, uns com mais outros com menos... porém todos unidos pelo amor a dança e seus efeitos em nosso pulsante.

Xeros e vamo que vamo.

18 de fevereiro de 2015

55 - MASHA ARCHER


55 por Maria Carvalho - SEMANA 38

Masha, o ATS e as escolhas que nos guiam...


Bem, as escolhas que fazemos nos levam ali, aqui e ao acolá... indubitavelmente, ao se escolher essa dança a opção já promove grandes mudanças.

Nesta época, ano passado, estava pulando na avenida, nada contra quem foi, amoooo carnaval, mas este ano me dediquei a estudar ATS, deixar os snujs tilintarem e ser feliz no carnaval-tribalizado.

Não se trata somente disto, abdicar de uma festa, é algo mais profundo, até nossa alimentação muda, buscamos a limpeza interior, para que a organicidade da dança encontre sua completude.

Observo o cenário ao meu redor, há muito onde se espelhar e com quem se orientar. 

Como dito ontem, o legado nos foi dado e a obrigação de mantença esta com a nova geração.

Se deixe mudar, melhorar, aprimorar é disto que se trata essa tribo feita de mulheres poderosas, com atitudes superiores a seus egos. 

Masha se aproximou de Nati e disse "obrigada por ter vindo até aqui pra estudar o ATS". 

Humildade e respeito, eis nosso legado.

Xeroos e vamo que vamo! 
(Unidos do ATS - nota 100000000000000)

17 de fevereiro de 2015

56 - DHYANA

56 por Carine Würch - SEMANA 38

Texto original de Aziza! para o Gilded Serpent
http://www.gildedserpent.com/articles19/aziza10column902.htm

A primeira vez que fomos lá (em Albuquerque), levamos uma, relativamente nova, dançarina que havia estudado com Masha Archer - uma jovem loira chamado Dhyana

Eu tinha trabalhado com ela e a achava uma garota legal e uma dançarina promissora, por isso Guy deu-lhe uma chance. Ela e eu ficamos em um hotel antigo, muito estranho, que achamos muito charmoso, enquanto os músicos se hospedaram em um consideravelmente mais prosaico - mas bem mais limpo - motel. 

Nós comemos montes de pimentão verde e sopaipillas (umas massinhas fritas) (céus!) no Coney Island Café, que era dirigido por um grego. 

Nós também passamos muito tempo fazendo compras e passeios turísticos em Old Albuquerque. 

Tudo ia bem, até a noite Dhyana - para meu horror - deu uns baseados para uns caras na platéia após o show! 

Sim, era a época dos hippies, amor livre, flower power e tudo mais, mas Albuquerque não era Berkeley ou San Francisco, e seu ato de "amor" poderia ter tido consequências desastrosas para toda a trupe! 

Guy demitiu ela imediatamente, e ela foi substituída por uma antiga profissional, Yasmina (BJ Kunkel). 

O resto da nossa estadia lá foi sem intercorrências.

Texto original:
http://www.gildedserpent.com/articles19/aziza10column902.htm

16 de fevereiro de 2015

57 - MASHA ARCHER

57 por Carine Würch - SEMANA 37

O texto a seguir foge do padrão, onde apresentamos o lado bom e belo da dança. Tendemos a "romantizar" tudo, mas não podemos esquecer a época em que tudo isto estava acontecendo. Seu contexto social, cultural, histórico. 

É apropriado estudarmos as coisas, sem tirá-las do contexto, para absorvermos todos os nuances, e sem julgá-las como certas ou erradas, pois estaremos colocando a questão sobre o nosso ponto de vista, que é completamente diferente do que era vivido em cada época.

Leia, interprete e entenda o que se passava na época.

Boa leitura,
Carine


Texto escrito por Lynette Haris de sua entrevista com Najia para o Gilded Serpent 
Texto original: http://www.gildedserpent.com/articles5/northbeach/people/najia.htm

"Masha tinha uma organização social, como a de Jamila

No entanto, pareceu-me, na ocasião, que Masha tinha uma visão de vida voltada para a revolução sexual. 

Ouvi rumores de que suas festas em Minna Street, San Francisco, eram muito "liberais". 

A Dança do Ventre tinha uma natureza mais sexual naquela época, exatamente por isto, muitos de nós a levamos em primeiro lugar! 

Muitos bailarinos, músicos e artistas da época, eram famosos por seu mantra: fumar um baseado, dançar, e então, fazer amor e não guerra

Não haviam pensamentos sérios sobre a doença, como é necessário agora."