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20 de fevereiro de 2015

53 - MASHA ARCHER

53 por Natália Espinosa - SEMANA 38

Apropriação Cultural? Masha Archer e o figurino.

O dress code do ATS como conhecemos hoje tem enorme influência da estética proposta por Masha. Foi ela a pessoa a instituir o uso do turbante, do choli (o “top” de modelo indiano) e a calça gênio ou pantalona como figurino. 

Antes dela, era comum o uso das roupas sensuais e reveladoras do estilo Cabaret Bellydance ou, no caso de Jamila Salimpour e seus alunos, indumentária tradicional de certas regiões, como o assuit, ou figurinos utilizados em danças folclóricas do Oriente Médio e norte da África.

O figurino proposto por Masha gerou alguns questionamentos sobre apropriação cultural ou uso indevido das peças nessa nova dança do ventre desenvolvida no Ocidente: o turbante não é tradicionalmente utilizado por mulheres, sendo uma indicação de casta entre os homens; os cholis são da cultura indiana etc.

Masha respondeu a esses questionamentos com muita ousadia: sim, ela estava utilizando essas roupas de uma forma totalmente nova e, de certa forma, tomando para si esses elementos de outras culturas. 

Os cabelos dentro de um régio turbante, o colo menos exposto pela utilização de um choli e as pernas cobertas por calças pantalonas realçavam o que realmente deveria ser visto nessa forma de dança: a movimentação de quadril e ventre, ao invés de expor atributos físicos da bailarina que poderiam ser erotizantes ou causar distração do real propósito da arte. Os cabelos presos também ajudavam as dançarinas a enxergar melhor a movimentação de suas companheiras para segui-las.


Ainda, na visão de Masha, ela estava tirando essa dança das mãos de povos que não valorizavam as mulheres e sua dança (os povos Orientais) e empoderando mulheres que se apropriavam da dança no Ocidente.
Ingrid Harper y Masha Archer

3 de fevereiro de 2015

70 - MASHA ARCHER

70 por Maria Carvalho - SEMANA 36 - O TURBANTE


Estilosos, lindos, um campo fértil para tribalizar nos badulaques. 


Pois bem, alguns dizem que o objetivo seria tirar a feminilidade. Que absurdo, por gentileza não repetir essa barbaridade!

Olhem bem, Masha! Observem a figura feminina e adornada que é até hoje. 
Há uma figura mais feminina?

Como sabem o ATS preconiza a dança, não as formas... o cabelo é requisito (digamos, bom senso) nas aulas estar preso para que não comprometa os movimentos e sua visualização, daí depreender que se busca quebrar a feminilidade... há um mar de distância.

Não importa o tamanho, a cor... ou a falta de cabelo, no ATS a dança se volta ao resgate do feminino, o empoderamento

Conversava outro dia com minha mãe sobre o papel feminino no mundo moderno e escutei comentários interessantíssimos sobre como a DEUSA foi despojada de seu reinado e valor. Qulauqre dia falamos disto.

Pouco vemos sendo usado pelas FatChance atualmente, porém por uma questão de praticidade e talvez moda. 

A preferência tem sido lindos apliques florais, mas um turbante encanta muiiita gente, não é mesmo?! Os de Masha, especialmente me agradam adornados de muitas jóias, riquíssimas peças que saltam aos olhos dos observadores atentos.

Acredito que o uso do turbante foi instituído muito mais para se aproximar das raízes da dança, tanto quanto para chamar atenção ao corpo e sua movimentação. 

Aqueles lindos cabelos que fazem parte da coreografia do bellydance, não nos pertence.