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8 de fevereiro de 2015

65 - FUSÕES

65 - por Maria Carvalho - SEMANA 36

O início das fusões



Masha, lá pelos idos de 1970 dava continuidade e seguimento aquilo que foi assimilado nas aulas de Jamila e com o San Francisco Classic Dance Troupe desenvolveu sua linha de trabalho. 



Ainda naqueles idos a nomenclatura era dança do ventre, porém a dança, a estética, não era a mesma do bellydance, não sei se conscientemente nomeou-se desta maneira (eis uma pergunta a enviar pra Masha)... mas se observarmos os vídeos da nossa pilar já é possível identificar o estilo que Carolena viria a codificar como ATS.



Zaaaaz, criou-se as fusões mais incríveis do mundo do bellydance: o tribal, que nada mais é que uma estilosa, criativa e ordenada fusão com base em determinados ritmos (bellydance+flamenco +clássica indiana) ... e pra não ficar jogada desta forma genérica, cada estilo tem seu conceito, formato e seguidores apaixonados: ATS, Tribal Fusion, Dark Fusion, Tribal Brasil.


Ainda assim, com essa necessidade de explicar aos olhos atentos o que se está apresentando, muita confusão-mental é gerada. 

Seus olhos estão vendo uma linda Fusão (Anasma, u-huuu) mas o dançarino chama de Tribal Fusion, ou os olhos captam uma sensacional apresentação de Tribal Fusion que foi chamada de Tribal Brasil

Fico com a mesma pergunta na cabeça, a pessoa conscientemente nomencla desta forma? Melhor seria dizer tou dançando!!! Senta e aprecia...



Ameiii quando percebi que a Anasma estava entendendo sua dança como FUSÃO, porque (pra mim) o Tribal Fusion é um filhote do ATS, assim sendo...



Xeros, semana começando... vamo que vamo.

7 de fevereiro de 2015

66 - QUAL SUA INSPIRAÇÃO?

66 por Maria Carvalho - SEMANA 36


Qual sua inspiração?

Já estamos na segunda musa de nossos estudos, muitas alunas e grupos foram 
comentados e a chegada de Carolena bate a porta... 

Olhando para este ciclo de mulheres fortes e marcantes quem é a Pilar que mais lhe inspira?

A Carine Viiiiiirxe é apaixonada por Jamila, tou certa Cá? 

A Natii é um enigma kakakakakaka...

Eu sou fascinada por Masha e ao estudar sobre Mish-Mish apaixonei igualmente... ao perceber a acessibilidade, humildade de Rita Alderucci meu coração foi novamente flechado.

A unica posição inadmissível é virar os zoios e pensar, quem é esse povo?! 

kkk.... o material tá aqui, se joga, estuda...e forme sua predileção.

Ao olharmos tantas trajetórias magnificas observamos que esta dança, que nos une, tem uma base sólida fincada no empoderamento.

Somos seres poderosos, yeeeeeeeeeeeees!!!

Excelente semana, vamo que vamo.
Xeros

*Imagem de De Ann Adams

4 de fevereiro de 2015

69 - MASHA ARCHER

69 por Maria Carvalho - SEMANA 36


Pensando... faltam 69 dias para o estudo com Carolena, u-huuu!!!


Enquanto isto, hoje trago uma linda imagem, que me deixou nostálgica: a caixa com snujs de Masha Archer da época em que dançava. 

Foram encontrados recentemente entre os pertences de nossa Pilar.

snujs de vários tamanhos e pesos, eram utilizados (acredito) para acompanhamento musical e não necessariamente para dançar e tocar simultaneamente. O peso não ajudava.



Quem utiliza snujs sabe a diferença de um finger cimbal para bellydance e o do ATS (parecem pires, de tão grandes), haja braço!!! 

Sugiro ir castanholar para preparar os músculos. kkk


*Imagem é de Larissa Archer. 

3 de fevereiro de 2015

70 - MASHA ARCHER

70 por Maria Carvalho - SEMANA 36 - O TURBANTE


Estilosos, lindos, um campo fértil para tribalizar nos badulaques. 


Pois bem, alguns dizem que o objetivo seria tirar a feminilidade. Que absurdo, por gentileza não repetir essa barbaridade!

Olhem bem, Masha! Observem a figura feminina e adornada que é até hoje. 
Há uma figura mais feminina?

Como sabem o ATS preconiza a dança, não as formas... o cabelo é requisito (digamos, bom senso) nas aulas estar preso para que não comprometa os movimentos e sua visualização, daí depreender que se busca quebrar a feminilidade... há um mar de distância.

Não importa o tamanho, a cor... ou a falta de cabelo, no ATS a dança se volta ao resgate do feminino, o empoderamento

Conversava outro dia com minha mãe sobre o papel feminino no mundo moderno e escutei comentários interessantíssimos sobre como a DEUSA foi despojada de seu reinado e valor. Qulauqre dia falamos disto.

Pouco vemos sendo usado pelas FatChance atualmente, porém por uma questão de praticidade e talvez moda. 

A preferência tem sido lindos apliques florais, mas um turbante encanta muiiita gente, não é mesmo?! Os de Masha, especialmente me agradam adornados de muitas jóias, riquíssimas peças que saltam aos olhos dos observadores atentos.

Acredito que o uso do turbante foi instituído muito mais para se aproximar das raízes da dança, tanto quanto para chamar atenção ao corpo e sua movimentação. 

Aqueles lindos cabelos que fazem parte da coreografia do bellydance, não nos pertence.

2 de fevereiro de 2015

71 - MASHA ARCHER

71 por Maria Carvalho - SEMANA 36


Não é atoa meu encantamento por Masha

Há muito nesta personalidade impactante que agrada meus olhos e ouvidos. 

Na semana passada conversava com a Nati sobre o incomodo que me provoca ver uma dançarina sinuosa em meios a pedaços de charutos com folha de uva e kebabs, esse formato jantar + bellydance nunca me agradou. 

É como se faltássemos o respeito com uma das maiores formas de expressão, a dança e depois como se aviltássemos a dançarina. 

Ninguém come vendo uma bela peça teatral... porque o objetivo e o entretenimento em si é ver a performance dos atores. 

Como disse a Natalia, no post de ontem, Masha se negava a apresentações neste formato, jantar dançante. 

Há muito nesta mulher incrível a ser comentado. 


No vídeo de sábado, lá pelas tantas Masha diz que em muitos lugares onde as mulheres são massacradas física e mentalmente, as vezes a unica forma de libertação é a dança... e nisto justificava nosso dever enquanto curadores dessa arte dos deuses. Fiquei muito tempo com esse pensamento em mente. 

COMO A DANÇA PODE SER LIBERTADORA!!!

Falarei sobre o uso do turbante na próxima postagem.