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7 de março de 2018

OPA FEST - ARGENTINA com Devi Mamak e convidadas.

Devi Mamak  - Eu - Rebeca Piñeiro dia 30-03


Dia 30 de março o Estudio Vinaya na Argentina sedia mais uma edição do OPA FEST, este com Devi Mamak encabeçando o cenário.


Devi é uma das dançarinas mais expressivas no estilo Tribal Americano, ATS® e com sua verve flamenca há todo um vocabulário de movimentos muito interessantes a serem estudados. Obviamente não perderia essa chance de beber dessas águas.

Estudar com a criadora de  movimentos que amo no ATS® pode modificar inclusive a forma como desempenhamos os passos, porque se cria uma outra estrutura cerebral do motivo de tal braço ir ali e tal perna acolá.

Oficina de ATS® com Saia.
Toda técnica é bem vinda e nunca nunca é demais! Além do que vão anos até que a coisa toda comece a fazer sentido no corpo, então até lá... vamos nos divertindo no caminho, ne não?! Felizes com a caminhada e cientes de que a trajetória leva uma vida, mas quem tá com pressa de desembarcar?

Então ao escolher uma oficina para fazer, um evento para ir, um festival para dançar, não foque em "sairei com uma técnica impecável" mas sim "uhuuuu, mais uma oportunidade de ser feliz"...e se for escolhida para dar um aula em terras estrangeiras... comece a sorrir atoa porque é uma grande honra. HONRADA ESTOU!


Tou até agora me beliscando, estudando e sorrindo atoa. Estarei ao lado de grandes nomes internacionais, alegria é pouco... estou como criança em fábrica de chocolate onde se lê; coma até não poder mais.

É isso aí, mês de março promete muita felicidade nos corações flamencos, o meu está muy muy contente.

Agora me diz você, vou encanar ou curtir? 
Que dúvida!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! VOU É TIRAR 1000 FOTOS COM DEVI MAMAK E SER FELIZ POR ESTAR VIVENDO ESSE MOMENTO LINDO !!!
  


Xeros no pulsante, da Badulaqueira hablando español.



OPA FEST ARGENTINA

18 de janeiro de 2018

Traçando metas, como profissionalizar sua dança.

Recentemente saiu o resultado de uma pesquisa realizada pelo OPA Fest 2018 - Argentina e fui selecionada para uma Oficina de ATS® com Props, no caso a Saia.

Neste momento de total regozijo me coloquei a pensar a respeito da caminhada na dança e como é importante traçar o quanto antes os planos para o futuro.

Bem...

Quando você procura por aulas de dança o que tem em mente? Diversão, abrir o nicho de amizades, condicionamento físico ou há o vislumbrar de uma vida dedicada a dança? 
Aula com Rachel Brice - 2014

Muitas vezes começamos buscando somente uma alternativa ao sedentarismo e logo logo a arte toma corpo e a alma se identifica encontrando nesta forma de expressão uma nova significação para o ato de expirar e inspirar.

Identifiquei que a dança seria vital para mim na 1ª vez que vi o ATS® ao vivo, meu corpo foi percorrido por um intenso frisson e dali em diante persegui com determinação os planos de ser professora do estilo.

Kristine Adams - 2014
Em 2014 fiz meu primeiro curso internacional com Kristine Adams, lembro até hoje das palavras de Kris para mim, quando viu meu pavor em seguir rumo a liderança, "relaxe hoje você vai tirar usa carteira de motorista".  2015 foi o ano do General Skills com Carolena e Megha, que abriu minha mente para me jogar de vez em muitas horas aula com todas sisters disponíveis, pacotes PowHow do FCBD® e me sentir preparada mente/corpo para encarar o Teacher Training programado para 2017.
Ensaio Carrie Meyer - San Francisco - Traje de Chita e Crochê que usei na mostra
Mostra de Dança  - San Francisco 2016
Com Liz Malcom
















2016 já tinha inúmeras horas aula de ATS® e resolvi investir em uma viagem para San Francisco, visando participar do ATS® Homecoming, onde também me apresentei na mostra de dança (que tenso :) e 3 dias de aulas intensivas/avançadas no extinto Studio do FCBD®, que maravilha, fico feliz de ter ido, afinal o studio já não existe mais (não aquele da porta vermelha que todas nós, amantes do estilo, ansiavamos adentrar) foi lá também que aprendi os amados Shell Games com Liz Malcom (Devyani), apesar de todos esforços de Mama C e Kristine, com Liz que enfim entendi como aquela engrenagem funcionava e hoje é uma das marcas registradas do meu grupo Mandacaru Tribal. Neste mesmo ano tivermos o 1º Festival Pilares do Tribal com Kae Montgomery e bailarinas de todo Brasil prestigiando nossa proposta de imersão tribal.


Com Mama C após minha performance

Realizando o sonho de conhecer Suhaila Salimpour e o Studio - 2016
2016 Studio FCBD®

Ainda em 2016 criei o Mandacaru Tribal, grupo de alunas que desejam dançar pelo mundo e dentro dele hoje há um segmento mais profissional, com muitas horas de ensaio onde podemos praticar todos dialetos diferentes unidos a técnica de base, o bom e velho vintage do ATS®. Agora, 2018, estamos dando vida ao projeto juvenil, em breve novidades. 
Mandacaru Tribal

Certificação - San Francisco 2017































Mas voltando na linha do tempo,  em 2017... após muita elucubração decidi voltar a San Francisco e dar o próximo passo, o Teacher Training. Voltei a cidade de Mama C, participei de mais 3 dias de ATS® Homecoming com técnicas e dialetos dos mais variados grupos ao redor do mundo e coroando toda essa caminhada, me certifiquei. Foi inesquecível conduzir um Drill com toda turma e o olhar atento de Carolena, Megha e Kelley em mim, tenso, nervoso mas por outro lado, delicioso e marcante.

2016 - Curso Avançado no Studio FCBD

2016 FCBD®















Agora me preparo para meu primeiro Workshop Internacional, após viajar para tantas cidades do Brasil dando aulas, fazer boas amigas de caminhada e ser inspirada por incontáveis histórias de superação e sorrisos de acolhimento, vejo como segui todos passos que tracei lááááá em 2012.

Com Kae -2016 Festival Pilares

Anita Lawani e Kris - 2017

Isabel de Lorenzo - 2017




















Já estudei com praticamente todas sisters, continuo estudando, uma professora não deve parar de estudar nunca! É vital para nos mantermos vivas e atualizadas. Agora sigo para estudos com Devi Mamak e rumo a essa oficina de ATS® com o uso de saia, vocabulário que aprendi com a criadora do estilo, Krisztina Naz-Clark, de quem tive aulas durante os estudos em San Francisco, Maria Fomina e Katarzinia Lidia.


Helm - Hafla 2017

Masha Archer - 2017


Olhar para nossa caminhada, reverenciar todos passos, ter orgulho de tudo que conquistamos é um dever de todas nós!!! Os passos são dados bem lentamente, até que finalmente no horizonte começamos a ver o SOL, muito investimento precede toda e qualquer carreira, seja na dança seja em qualquer outra profissão.

Se você almeja esse trilhar foque em boas professoras para técnica de base, não tenha pressa em se tornar uma instrutora, não antes de ter certeza e consciência da responsabilidade que estará em suas mãos, a saúde mental e corporal de suas futuras alunas.
Workshop em Indaiatuba-SP

Workshop em Recife- PE

Workshop na Bahia

Recife - 2016
Ah, aulas de couching podem ajudar também, se você é uma pessoa que tem dificuldade em traçar metas, planos e objetivos. 

Brasilia - 2015
Kae - 2016


Kelley Beeston - 2017

Rumo ao Festival Pilares em março e o Opa Fest, 2018 será outro ano marcante para mim.
Xeros tribais.








10 de abril de 2015

PILARES ENTREVISTA - EMINE DI COSMO - PARTE II

05 por Maria Badulaques - SEMANA 45

Entrevista com Emine, parte II

Continuando a conversa com a Sister...

Para quem está inscrito para o próximo Homecoming que sugestões de works você indica? O ATS HomeComing é um evento de família para sentir, respirar ATS em cada esquina. Desfrute de cada oficina, dance com o maior número de parceiros possível, reaprender tudo, seja uma boa aluna e renda-se a curiosidade com as meninas.

Como é o cenário tribal na Argentina? Quantas irmãs estúdio existem? Como é a Relação de vocês?
Emine e Kristine
Hoje, há uma irmã Estúdio além de mim, ela me formou e fez parte da minha empresa por vários anos. Participaram da GS e TT este ano durante Baile ATS. Várias meninas da Argentina estão sendo certificados este mês no Brasil, a maioria deles também se formando. Até recentemente gastava muita energia de ensinar e difundir a improvisação ATS dever de estudar profundamente e devemos respeitar Carolena Nericcio e sua criação. 

Hoje a necessidade de explicar essas coisas fazem parte do passado, o que me faz sentir que todo o esforço valeu a pena! 

Estou muito feliz que tantas meninas fazem o compromisso de ser a irmã Studio. O crescimento de nossa comunidade continuará a divulgar o ATS na Argentina, a maioria dos estudantes têm de chegar a um melhor nível de educação, e que a conexão e beleza em nossas danças proliferar-se.

Os grupos de ATS na Argentina interagem entre si? Há eventos suficientes de ATS na Argentina? Ainda não, a comunidade ainda é muito pequena. Mas tenho certeza de que nos próximos anos isso vai mudar. Tudo requer tempo para amadurecer: as meninas começam a ensinar e os seus alunos a atingir um nível suficiente de conhecimento a ser apresentado em shows não é algo que acontece de um dia para o outro. Enquanto isso, no entanto, há muita colaboração entre os parceiros. Por exemplo, todas as meninas que tenho formado têm relação muito boa entre si.

Você estuda outros estilos de dança? Quais? Somente ATS e Tribal Fusion

Quando as expectativas que temos sobre nossas danças suplantam nossa capacidade técnica e temos que lidar com a frustração, nesta hora como você aconselha sua aluna? Primeiro você deve aprender a se sentir frustrado... pode ser muito normal, nós temos que fazer é que essa frustração é um motor que nos empurra para a frente. Por que dançou ATS? Por que decidimos dedicar nossas vidas a ensinar ATS? Minhas respostas a estas perguntas são: 1) Eu danço ATS porque quero me conectar com as pessoas, porque eu quero ser parte de algo que ultrapassa a minha individualidade; 2) Eu sou dedicada ao ensino, porque eu tenho o conhecimento que posso fazer as pessoas felizes e porque há pessoas que procuram esse conhecimento. Essas duas perguntas e essas duas respostas são, para mim, o suficiente para superar qualquer crise. Motivo: simplesmente não é sobre mim, meu ego e minhas frustrações pessoais, existe uma força maior que me obriga a parar de me julgar e colocar em movimento para resolver problemas concretos.

Comentários: _/|\_ - Amei, fez sentindo pra você também?!

O ATS é uma dança extremamente técnica, mas de é para todos e todas idades, fale sobre isso. 
"Técnico" aparece no processo natural de desenvolvimento de qualquer arte. A técnica surge quando uma pessoa tem uma habilidade e alguém pergunta como você faz isso? Existe uma maneira de executar os movimentos, não há uma maneira de treinar, há uma maneira de ensinar: é toda técnica. 

Na maioria das danças e artes cênicas técnica desenvolve apenas em termos de beleza artística na tecnologia ATS é um meio para uma conexão mais profunda, que Carolena chama "fluxo no subconsciente divino." A magia da ATS não está fazendo acrobacias que estão disponíveis apenas para os dançarinos que começou sua carreira aos 4 anos de idade com uma exigência de nível elite. A magia do ATS está na maneira como usamos as ferramentas que temos para conectar: ​​movimento, música, olhar, formações. Os movimentos são projetados para serem executados por mulheres de todas as idades e com diferentes condições físicas. Tudo pode melhorar a sua sensibilidade, a sua posição, firmeza e clareza de seus movimentos, sua capacidade de interpretar música e fluidez durante uma improvisação.

O que você pensa sobre a essência e a técnica na dança? Eu acho que para compreendê-lo, devemos estar dispostos a romper com as estruturas, tornar-se permeável a deixar ir o que flui de nós e deixar entrar o que vem dos outros. O ATS é como a própria vida: nós temos as ferramentas para dançar (os recursos para viver), podemos planejar, mas deve estar disposto a adaptar-se ao inesperado, e a única maneira de fazer isso é parar e chegar a essa conexão divina.

Quando você vem dar workshops no Brasil? Adoraria, só falta um organizador.

O que você acha da cobrança estética na dança? Não é o meu principal interesse, porém acredito que a estética é importante para atingir o público e é uma fonte de inspiração para nós mesmos.

Que mensagem você deixaria para as dançarinas que buscam o Sister Studio? Em primeiro lugar felicitar seja bem-vindo a esta comunidade maravilhosa, e, segundo, você não deve ficar nas aparências, não se contente com um nome ou status, para continuar buscando a essência.

Essa foi nossa conversa com Emine, gostei de cada resposta que só me fez continuar caminhando os degraus para a plenitura na dança e liberdade.
Vamo que vamo.

Carolena tá chegando!!!
Xeros no pulsante.










Versión española

Para quem está inscrito para o próximo Homecoming que sugestões de works você indica?
El ATS Homecoming es un evento para sentirse en familia, para respirar ATS en todos los rincones. Disfruten cada taller, bailen con tantas compañeras como les sea posible, reaprendan todo, sean buenas estudiantes y entréguense a la curiosidad como unas niñas.

Como é o cenário tribal na Argentina? Quantas sisters studio existem? Como é a relação de vocês?
Hoy en día hay una Sister Studio más aparte de mi, ella se formó conmigo y fue parte de mi compañía por varios años. Cursó el GS y el TT este año durante el ATS Homecoming. Varias chicas de Argentina estarán certificándose este mes en Brasil, la mayoría de ellas también se formaron conmigo. Hasta hace unos años gran parte de mi energía se iba en enseñar y difundir que cualquier cosa improvisada no es ATS, que al ATS hay que estudiarlo profundamente y que debemos respetar a Carolena Nericcio y su creación. ¡Hoy la necesidad de explicar estas cosas es parte del pasado, lo cual me hace sentir que todo el esfuerzo dio sus frutos! Estoy muy feliz de que tantas chicas asuman el compromiso de ser Sister Studio. El crecimiento de nuestra comunidad hará que el ATS se siga difundiendo en Argentina, que más alumnas tengan alcance a un mejor nivel de estudios, y que la conexión y belleza en nuestras danzas prolifere.

Os grupos de ATS da Argentina interagem uns com os outros, há uma quantidade de eventos suficientes para essa troca?
Aún no, la comunidad todavía es muy pequeña. Pero estoy segura de que en los próximos años eso cambiará. Todo requiere de un tiempo de maduración: que las chicas empiecen a dar clases y que sus alumnas alcancen un nivel suficiente de conocimientos para poder presentarse en espectáculos no es algo que ocurra de un día para el otro. Mientras tanto, sin embargo, hay mucha colaboración entre compañeras. Por ejemplo, todas las chicas que se han formado conmigo tienen muy buena relación entre ellas y han hecho presentaciones en colaboración.

Você estuda outros estilo de dança? Quais?
Sólo ATS y Fusión.

Quando as expectativas que temos sobre nossas danças suplantam nossa capacidade técnica e temos que lidar com a frustração, nesta hora como você aconselha sua aluna?
Primero hay que saber que sentirnos frustradas puede ser de lo más normal, lo que tenemos que hacer es que esa frustración sea un motor que nos empuje hacia adelante. ¿Por qué bailamos ATS? ¿Por qué decidimos dedicar nuestra vida a enseñar ATS? Mis respuestas a esas preguntas son: 1) bailo ATS porque quiero conectarme con las personas, porque quiero ser parte de algo que supere mi individualidad; 2) me dedico a enseñar porque tengo conocimientos que pueden hacer felices a las personas y porque hay personas buscando esos conocimientos. Esas dos preguntas y esas dos respuestas son, para mi, motivo suficiente para superar cualquier crisis: simplemente no se trata de mi, de mi ego y mis frustraciones personales, hay una fuerza mayor que me obliga a dejar de juzgarme y a ponerme en movimiento para solucionar uno a uno los problemas concretos.

O ATS é uma dança extremamente técnica, mas é para todos e todas idades, fale sobre isso
En el proceso natural de desarrollo de cualquier arte aparece la “técnica”. La técnica surge cuando una persona tiene una destreza y otra persona le pregunta ¿cómo haces eso? Hay una forma de ejecutar los movimientos, hay una forma de entrenarlos, hay una forma de enseñarlos: todo eso es la técnica. En la mayoría de las danzas o artes escénicas la técnica se desarrolla sólo en función de la belleza artística, en el ATS la técnica es un medio para lograr una conexión más profunda, lo que Carolena llama “fluir en el subconsciente divino”. La magia del ATS no está en hacer piruetas extravagantes que sólo están al alcance de bailarines que comenzaron su carrera a los 4 años de edad con un nivel de exigencia elitista. La magia del ATS está en cómo usamos las herramientas que tenemos para conectarnos: movimientos, música, mirada, formaciones. Los movimientos están diseñados para poder ser ejecutados por mujeres de todas las edades y con condiciones físicas diversas. Todas pueden mejorar su sensibilidad, su postura, la firmeza y claridad de sus movimientos, su habilidad para interpretar la música y la capacidad de fluir durante una improvisación.

O que você pensa sobre a essência e a técnica na dança?
Pienso que para comprenderla es necesario estar dispuesto a romper con las estructuras, volvernos permeables para dejar ir lo que fluye desde nosotros y dejar entrar lo que nos llega desde los otros. El ATS es como la vida misma: tenemos las herramientas para bailar (los recursos para vivir), podemos planificar, pero debemos estar dispuestos a adaptarnos a lo inesperado, y el único sentido de hacerlo es alcanzar esa conexión divina.

A pergunta mais importante: quando vem ministrar workshop no Brasil?
¡Me encantaría! Sólo hace falta un organizador ;-)

 O que você acha da cobrança estética na dança?
No es mi principal interés, sin embargo considero que la estética es importante para llegar a la audiencia y es una fuente de inspiración para nosotras mismas.

Que pensamento você deixa para as dançarinas que buscam o sister studio?
Primero que nada felicitarlas y darles la bienvenida a esta maravillosa comunidad, y segundo, que no se queden en las apariencias, que no se conformen con un nombre o un status, que continúen buscando la esencia.

9 de abril de 2015

PILARES ENTREVISTA - EMINE DI COSMO - PARTE 1

Emine e Carolena -  foto de Freddie Kaz

06 por Maria Badulaques - SEMANA 45

Entrevista com a Sister Studio Emine, uau!!!

Emine baila na Argentina e de lá nos enviou essa entrevista que compartilhamos com vocês, vamos a uma breve biografia.

Emine Di Cosmo foi pioneira no estilo tribal estudo e ensino de dança do ventre, na Argentina. Ela começou seu treinamento como uma autodidata, quando não havia instrutores do estilo em seu país, e continuou aprendendo e se aperfeiçoando com Carolena Nericcio (sua primeira professora e referência eterna), Megha Gavin, Kristine Adams, Kae Montgomery, Wendy Allen, Sandy Boll... Emine tem trabalhado duro por mais de sete anos para introduzir e difundir na Argentina o ATS® em seu formato original, formou os principais dançarinos de estilo em seu país e participou de inúmeros eventos nacionais e internacionais de ensino e oficinas de dança dentro do país e no Uruguai, Chile, México, Brasil, EUA, Espanha e Itália.

Em 2014 ela recebeu o prêmio pelo conjunto de seu trabalho da revista Infoárabe em "Prêmios Infoárabe 2014".

Agora nossa conversinha...

Quando e como foi Seu Primeiro Contato com o ATS? Meu primeiro contato com o ATS foi através de vídeos e fóruns na Internet. Na época, o ATS me interessava  por ser a mãe da fusão e, como tal, é considerada essencial para ser uma dançarina com bases fortes. Em 2008, tive a oportunidade de viajar para o México para participar da "Pura Tribal" com Carolena Nericcio e Megha Gavin, foi quando me apaixonei definitivamente pelo estilo e decidi continuar a aprofundar o meu conhecimento, para aperfeiçoar e assumir a tarefa árdua, mas bonita de apresentar e transmitir em meu país respeitando o FatChanceBellyDance formato original e os ensinamentos de Carolena.

Buscar o Sister Studio foi processo natural? Como foi essa experiência? Foi um processo absolutamente natural. Em 2008, quando eu estudei o "Tribal Pura" Carolena falou de workshops intensivos onde ensinou tudo sobre ATS (General Skills), e a possibilidade de obter a certificação como professor (formação de professores). Eu não tinha interesse em obter um certificado, eu só queria dançar o ATS sem limites. Eu amei o que Carolena e Megha tinha nos ensinado, e queria mais do que isso!

Por dois anos eu continuei a minha formação autodidata, e em 2010 viajei para Los Angeles para participar do General Skills. No "Pura Tribal" Carolena nos  disse que era melhor fazer o General Skills, estudar um ano para praticar e aperfeiçoar o conteúdo e, em seguida, tomar a Formação de Professores, então é isso que eu fiz.

Finalmente, em 2012, eu pude viajar para participar da Formação de Professores, tive que atravessar o oceano e chegar à Suíça para fazê-lo. Naquele mesmo ano trouxe Carolena Nericcio a Argentina, sua primeira vez na América do Sul.

Comentário: DETERMINAÇÃO!!!!

Estamos aguardando a chegada de Carolena e Megha, pela primeira vez no Brasil que dicas você daria para quem está se preparando para o General Skills e o Sister Studio? Minha recomendação é para abrir seus corações e entregar-se à magia do ATS, Carolena e Megha. O ATS tem crescido muito nos últimos anos, e hoje há um estudo febril com Carolena e  a busca do certificado. Minha recomendação é para estudá-la com a inocência que nos dá o amor, aprender, observar, nutrir a cada segundo, a cada movimento, deixe os pensamentos de lado e se deixe fluir.

Quanto tempo entende ser necessário para se preparar para um Sister Studio? Não acho que há um tempo certo. É algo muito pessoal que tem a ver com as expectativas pessoais e profissionais de cada um. Ser Sister Studio é assumir o compromisso de apresentar o ATS em seu formato original e de pertencer a uma comunidade que honra e respeita esta forma de dança, o seu criador e da própria comunidade.

O que mudou em sua vida após o Sister Studio? 
Bem, como eu disse antes, tornando-se a Irmã Estúdio para mim foi um processo muito natural e gradual. Não houve mudanças abruptas na minha carreira. No entanto, a sensação de ser oficialmente parte de uma comunidade que trabalha no crescimento e proteção desse estilo de dança e sua filosofia é grande.

Assisti a apresentação do seu grupo durante o ATS HomeComing e me emocionou ouvir a música típica da Argentina como abertura. Fale sobre essa escolha. 
ATS HomeComing
Eu sempre gostei de usar a música espanhola, música que um expectador ocidental não tem a menor ideia do mundo oriental  e assim com a música espanhola pode se sentir conectado. Eu gosto de músicas que dizem algo, não expressam apenas emoções abstratas, mas se envolve com social e transmite um pensamento, uma ideologia, canções que ensinam algo ou nos convidam a refletir.
A apresentação no ATS HomeComing foi com a  MEM Tribe, um grupo formado em 2008 com Lore e Cecy Rojas García (do México). Os três se encontraram no "Pura Tribal" e temos sido grandes parceiras nesta aventura chamada "Tribal". Em nosso trabalho, tanto ATS e Fusão de música sempre usamos espanhol, então era natural que apresentássemos no ATS Mostra algo que tinha a ver com a nossa essência.
A canção "Cinco séculos" de León Gieco, falando do saqueamento sofrido pelos povos nativos da América por seus colonizadores europeus. Eu acho que a história nos une muito, há o sofrimento dos povos colonizados por todo o mundo (incluindo os povos do oriente). Portanto, é uma música que tem um peso muito forte.


Comentários: Faz todo sentido pra mim, as palavras de Emine!!! Todo!!! Tanto no que diz respeito a certificação e esse estudo pausado, quanto com a escolha das músicas do repertório. Acredito no poder da mensagem... e quando fundida a dança nos provoca uma sensação de conexão fortíssima. Quem viu o vídeo do ATS HomeComing? Super recomendo, belíssimo!!! Confere aí, na página do HomeComing no facebook:

https://www.facebook.com/video.php?v=943047662373708&set=vb.132394420105707&type=3&video_source=pages_video_set

Xeros e vamo que vamo, amanhã segunda parte do papo com Emine.
Força-foco-fé.


VERSIÓN EN ESPAÑOL

Emine Di Cosmo ha sido pionera en el estudio y la enseñanza de la danza del vientre estilo tribal en Argentina. Comenzó su formación como autodidacta cuando no había maestras del estilo en su país, y continuó aprendiendo y perfeccionándose con Carolena Nericcio (su primer maestra y eterna referente), Megha Gavin, Kristine Adams, Kae Montgomery, Wendy Allen, Sandy Ball... Emine ha trabajado arduamente durante más de siete años para presentar y difundir en Argentina el ATS® en su formato original, ha formado a las principales bailarinas del estilo en su país y ha participado de numerosos eventos a nivel nacional e internacional dictando talleres y bailando en el interior del país y en Uruguay, Chile, Mexico, Brasil, USA, España e Italia.

En 2014 recibió el premio a la trayectoria otorgado por la revista Infoárabe en los "Infoárabe Awards 2014".
Emine ama el ATS® por la belleza de su formato y la intensidad de su espíritu/ filosofía. Además es bailarina y maestra de danza del vientre fusión tribal y su propio estilo alternativo que ha tenido la oportunidad de presentar junto a la disuelta banda de rock argentino "Los Piojos" ante más de 80.000 personas en el Estadio River Plate y con televisación a nivel nacional."

Quando e como foi seu primeiro contato com o ATS?

Mi primer contacto con el ATS fue a través de videos y foros en Internet. En su momento el ATS me interesaba por ser la madre de la fusión, y como tal lo consideraba imprescindible para ser una bailarina con bases sólidas. En el año 2008 tuve la oportunidad de viajar a México a cursar el “Tribal Pura” con Carolena Nericcio y Megha Gavin, fue entonces cuando me enamoré definitivamente del estilo y decidí continuar profundizando mis conocimientos, perfeccionarme y emprender la ardua pero hermosa tarea de presentarlo y difundirlo en mi país respetando el formato original de FatChanceBellyDance y las enseñanzas de Carolena.


Buscar o sister studio foi um processo natural? quando aconteceu e como foi essa experiência?

Fue un proceso absolutamente natural. En el 2008 cuando cursé el “Tribal Pura” Carolena nos habló de unos talleres intensivos donde enseñaba todo el ATS (General Skils), y de la posibilidad de certificarnos como maestras (Teacher Training). Yo no tenía interés en obtener ningún certificado, yo simplemente quería poder bailar el ATS sin límites. Estaba enamorada de lo que Carolena y Megha nos habían transmitido, y quería más de eso!
Durante dos años continué mi formación de forma autodidacta, y en el 2010 viajé a Los Ángeles a cursar el General Skils. En el “Tribal Pura” Carolena nos había dicho que lo mejor era tomar el General Skils, darnos un año para practicar los contenidos y perfeccionarnos y luego cursar el Teacher Training, así que eso fue lo que hice.
Finalmente en el 2012 pude viajar a cursar el Teacher Training, tuve que cruzar el océano y llegar hasta Suiza para hacerlo.
Ese mismo año la traje a Carolena Nericcio a la Argentina, siendo su primera vez en Sudamérica.

Estamos aguardando a chegada de Carolena e Megha, pela primeira vez no Brasil que dicas você daria para quem está se preparando para o General Skill e o Sister Studio?

Mi recomendación es que abran sus corazones y se entreguen a la magia del ATS, de Carolena y Megha. El ATS ha crecido muchísimo en los últimos años, y hoy en día existe una fiebre por estudiar con Carolena y certificarse. Mi recomendación es que estudien con ella con la inocencia que nos da el amor, aprendan, observen, nútranse de cada segundo, de cada movimiento, dejen los pensamientos de lado y fluyan.

Quanto tempo em média você acredita ser necessário para se preparar para o Sister Studio?

No creo que haya un tiempo. Es algo muy personal que tiene que ver con las expectativas personales y profesionales de cada una. Ser Sister Studio es asumir el compromiso de presentar el ATS en su formato original y de pertenecer a una comunidad que honra y respeta esta forma de danza, a su creadora y a la comunidad en sí misma.

O que mudou em sua vida após o Sister?

Bueno, como te contaba anteriormente, el llegar a ser Sister Studio para mi fue un proceso muy natural y paulatino. No hubo cambios bruscos en mi carrera. Sin embargo el sentimiento de ser oficialmente parte de una comunidad que trabaja en el crecimiento y la protección de este estilo de danza y su filosofía es estupendo.


Assisti a apresentação do seu grupo durante o ATS HomeComing e me emocionou ouvir a música típica da Argentina como abertura. Fale sobre essa escolha.

Siempre me gustó utilizar música en español, música con la que un espectador occidental que no tiene idea del mundo oriental pueda sentirse conectado. Me gustan las canciones que dicen algo, que no expresan sólo emociones abstractas, sino que se involucran con lo social y que transmiten un pensamiento, una ideología, las canciones que enseñan algo o que nos invitan a reflexionar.
La presentación en el ATS Homecoming fue con Tribu MEM, un grupo que formamos en el 2008 con Lore Rojas y Cecy García (de México). Las tres nos conocimos en el “Tribal Pura” y hemos sido grandes compañeras en esta aventura llamada “Tribal”. En nuestros trabajos tanto de ATS como de Fusión siempre utilizamos música en español, por lo tanto fue normal que en el ATS Homecoming presentáramos algo que tenía que ver con nuestra esencia.


La canción “Cinco siglos igual” de León Gieco, habla del saqueamiento que han sufrido los pueblos originarios americanos por parte de los colonos europeos. Creo que esa historia nos une mucho al sufrimiento que han padecido los pueblos colonizados en todo el mundo (incluyendo los pueblos de oriente). Así que es una canción que tiene un peso muy fuerte.