30 de julho de 2015

MAPEANDO O ATS NO BRASIL - SÃO PAULO

Neste post saberemos um pouco mais sobre a Lilian Kawatoko (Trupe Nomadic),  Sandra Carvalho (Trupe Gira Ballo) e Kcal Fallahi (Trupe Mulheres de Punjab) 

Nossa coluna super especial trará em cada post a história de trupes e bailarinas. Aqui você terá um espaço permanente para publicar sua experiência no ATS(r) e quem não conhece o estilo poderá se familiarizar com todos que compõem esse cenário. Posso adiantar que o material está incrível, muito emocionante saber mais sobre nossa enorme Tribo de ATS(r).

Vamos as estrelas do dia:

Kcal Fallahi
Sou bailarina de Dança do Ventre há quase 20 anos. Em um determinado momento de minha vida, percebi que eu não tinha mais espaço para criar, ir além, buscar uma identidade. Minha identidade na dança. Algo além da superficialidade que vejo nas Belly Dancers da atualidade. Ao mesmo tempo, minha mãe criava, com suas alunas, um grupo paralelo. Danças diferentes, músicas diferentes, roupas diferentes. Ali se iniciava a incursão dela no mundo tribal. Minha mãe simplesmente não para no tempo ou segue modinhas; ela cria. Se vai funcionar como o esperado ou não, bom, isso não importa. Porque o Tribal é assim, uma arte em constante experimentação. Assim, seguindo seu exemplo, resolvi tentar, experimentar, inovar. E decidi caminhar lado a lado, eu, ela mais minha irmã, pesquisando, estudando, entendendo. E quando percebi que ali me reencontraria novamente e entraria em contato com um mundo totalmente avesso ao que eu conhecia, onde podemos abraçar nossas raízes e ser livres dos padrões aos quais a Dança do Ventre impiedosamente nos impôs, eu finalmente senti felicidade em dançar outra vez. ATS = tribo = verdade = liberdade!

Sandra Carvalho 

A natureza conta com um padrão recorrente de fluir a vida ! Aos 5 anos subi num palanque/palco, construído pelo meu pai e alguns amigos, lá no Barro Alto em Casa Forte (PE), para dançar o PASTORIL. Fui a  Mestra do Cordão Encarnado, até os 12 anos, quando me apresentei no Teatro Santa Isabel em Recife.Outras prioridades foram almejadas e o hiato entre eu e a dança aconteceu naturalmente. Algum tempo atrás, conheci as Danças Circulares Sagradas, foi um magnetismo instantâneo. Pensei: É isso que quero pra minha vida ! Com Eugênia, minha primeira professora, viajei para participar de festivais e rodas de danças. Fui atrás da Formação em DCS para ensinar essa extraordinária dança à outras pessoas. Nesse ínterim, conheci o ATS, fiquei em "transe" absoluto, primeiro pelo figurino "phodástico", minha cara! Em seguida pela fluidez da "roda", depois pelo som dos snujs, por tudo finalmente. Um furacão me nocauteou, nesse estado letárgico pensei: É ISSO QUE QUERO PRO RESTO DA MINHA VIDA!

Tenho 64 anos, APRENDER o ATS é um desafio hercúleo ! A postura, a técnica apurada, dançar e tocar snujs é uma experiência para mim, data vênia, de expansão cerebral. Torná-se orgânica é a minha meta. Agradeço a professora Maria pelos estímulos. Dançar e ouvir suas explicações do porque das posturas facilita a correção e nesses momentos sinto uma grande semelhança com as DCS. Dançar em grupo, deixar a energia circular pelo corpo tendo também relação com o preceito hermético: "O que está em cima é como o que está embaixo, o que está embaixo é como o que está em cima". Fazer parte dessa filosofia crava meu peito e enche minha alma!
É transcendental! 

Lilian Kawatoko.
29 anos. 
Já passei por muitas artes, mas encontrei no ATS algo que procurei por muito tempo. Uma dança acima de qualquer outra coisa, que não  competisse, que não colocasse a vaidade sobre os outros, que me transformasse como pessoa e que me permitisse expressar tudo nos meus movimentos, que fosse desafiadora, que me levasse além do lugar comum.

É hoje mais que uma dança, uma filosofia, é o que me tornei.






Essas pessoas lindas não param de me encantar!!!
Super xeros,
Maria Badulaques.
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