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23 de janeiro de 2018

Lukas Oliver - Festival Pilares do Tribal



Lukas Oliver
Instrutor Festival Pilares do Tribal

Uma oficina com 2h de muitos Fundamentos do Tribal Fusion onde Lukas promete revelar os segredos para uma dança hipnótica e limpa.

Lukas Oliver Tem 24 anos. É amante de yoga e música desde criança e de dança do ventre e tribal desde os 16 anos. Trabalha com essas paixões e elas são o que move sua vida para um crescimento físico e espiritual. Adora cantar, dançar, atuar, ler, escrever e sorrir. Acredita em uma dança livre e com a técnica como aliada a forma de expressar. E que se não houver amor, não vale a pena dançar.



A oficina do Lukas ocorrerá sábado dia 10 de março, as vagas nem precisa dizer que são mega limitadas não é mesmo?! Solicite ficha e informações: festivalpilares@gmail.com

Onde? Aula e  Mostra dos Instrutores & Convidados/Alunos







Pré venda, open:



Xeros tribais.

17 de janeiro de 2018

O Pilares está preparando para você...

25hs com profissionais de excelência técnica nos mais diferentes estilos de dança.

O Pilares tem a honra de convidar a comunidade dançante para 3 dias de muita dança e espírito tribal.

Quando? 09 à 11 de março
Onde? Campinas-SP
Aulas? Estúdio Soniquete Arte Flamenca
Mostra de Dança Rudá Bar
Cobertura Kaleidoscopio Shimmie
Filmagem Profissional Santo Angelo
Fotografia Eduardo Fotografe II
Inscrições e informações festivalpilares@gmail.com
Produção: Viviane Hayan - Heli Luiza
Feira Tribal - vagas esgotadas
Mostra de dança - Vagas Limitadas
Realização - Maria Badulaques
Produção Viviane Hayan e Heli Luiza

Vamos aos detalhes?! Vamos!!!!

Lukas Oliver – São Paulo – SP – 02h/aula  - “Tribal Fusion Básicos e Fundamentais: O segredo para movimentos limpos e performances hipnotizantes”.

Lukas Oliver Tem 24 anos. É amante de yoga e música desde criança e de dança do ventre e tribal desde os 16 anos. Trabalha com essas paixões e elas são o que move sua vida para um crescimento físico e espiritual. Adora cantar, dançar, atuar, ler, escrever e sorrir. Acredita em uma dança livre e com a técnica como aliada a forma de expressar. E que se não houver amor, não vale a pena dançar.








Lilian Kawatoko-são Paulo-SP- 2h/aula – Work 1: Floorwork – Explorando Movimentação de Chão para ATS - Wor 2: Flow

Lilian Kawatoko é SisterStudio FCBD® desde 2012, formada em São Francisco – CA.

Desde então se dedica ao ensinamento e propagação do estilo no Brasil com o seu projeto ” Propagando o ATS no Brasil” dando aulas regulares em SP e viajando com workshops intensivos por vários lugares do Brasil, entre eles: Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Ceará.
Recentemente formou sua primeira turma de general skills, uma trajetória de 4 anos com o mesmo grupo de alunos.
Formada em Design de moda, pesquisadora na área de figurinos, história, tinturarias manuais e dona da marca Khalidah de figurinos para artistas.


Maria Badulaques  - Campinas-SP – work 1: 02h/aula e work 2: 1h/aula – Atualização ATS Baseado em workshops e cursos realizados em San Francisco ao longo de 2016 e 2017 - ATS Homecoming e Cursos Avançados no Studio do FCBD (San Francisco).

Sister Studio®  FCBD® formada em San Francisco - California.  Teacher Certified  San Francisco/Califórnia (EUA) 2017. Participante do ATS Homecoming 2016 e 2017. Atualização em 2016 com curso avançado no extinto Studio do FCBD®.  Diretora do Mandacaru Tribal ATS®. Dançarina Internacional(Apresentação – ATS Homecoming). Produtora Cultural dando aulas regulares em SP e viajando com workshops intensivos por vários lugares do Brasil e exterior, entre eles: Bahia, Recife e Brasilia, Argentina (Opa Fest 2018) além de aulas online.





Níjme – São Paulo – SP – 2h/aula - Atualização ATS Baseado em todas novidades do ATS Reunion 2018 Kansas City-MI USA

Níjme® - Bailarina e Coreógrafa Internacional DRT 15.058 com mais de 26 anos dedicados ao ensinamento e  divulgação das Danças Étnicas Orientais no Brasil. 
Autora do livro “Ventre que Encanta” 
Professora de Educação Física CREF 24.592-G/SP ministra em São Paulo Aulas regulares, Cursos Mensais e Workshops de American Tribal Style® Belly Dance. 
É Sister Studio FatChanceBellyDance® e Teacher Certified formada na São Francisco/Califórnia (EUA) em 2017





Ana Morgana Shayra- Mato Grosso do Sul – 2h/aula - fusão com dança contemporânea, ampliando os limites e técnicas de fusão.

Buscando sempre a modernidade do estilo Tribal Fusion, estarei ministrando o Workshop “Modern Tribal Fusion” com a proposta de usar a contemporaneidade da dança e suas possibilidades de hibridações.

Morgana Shayra é bailarina e coreógrafa que  atua na área do Tribal Fusion há 09 anos na cidade de Campo Grande/MS, tendo no currículo professoras como Joline Andrade (BA) e Lilian Kawatoko (SP). Participação em Workshops ministrados por Raphael Lopes (SP), Kilma Farias (PB), Raisa Latorraca (DF), Fairuza (SP), Kae Montgomery (EUA). Diretora e coordenada do Grupo MAHILA de ATS e da CIA SHAKTI FUSION, com premiações em 2011 na categoria Revelão Festival Shimmie edição Campo Grande/MS e em 2016 Primeiro colocado no Prêmio Carla Silveira Etapa Campo Grande/MS.


Amanda Zayek – Brasilia-DF – 2h/aula – Trabalho de personas e criação de personagens.

Com as mais diversas técnicas de base para o fusion será abordado neste work como usar todo o nosso corpo, sem nos preocupar com estilos ou amarras, e como usar isso para auxiliar na construção de uma persona específica para cada apresentação, com todas as nuances necessárias para tal.

Amanda Zayek entrou na dança do ventre em 2001 e estudou diversas danças (dancehall, hip hop, jazz, ballet, street jazz, contemporâneo, tribal fusion, ATS), pois acredita na arte como uma extensão da pessoa, composta por diversas camadas e facetas. Formada em Biomedicina, graduanda em Fisioterapia e especializada e Reabilitação de Lesões e Doenças Musculoesqueléticas, vê a dança como uma forma de entender o corpo e suas limitações, enquanto o usa como instrumento da arte.


Sarita Del Pino –Araçatuba-SP- 2h/aula-Dança com punhal / técnicas de uso para o Fusion.

A dança com punhal mostra a força, mistério e magia que uma mulher possui ao conduzir uma arma letal em uma dança hipnótica, vinda de vários lugares pois não se tem registro específico. Neste work terá a parte teórica com um pouco de história do que se tem registro e parte prática do que foi criado como movimentos específicos e movimentos para o tribal em uma coreografia exclusiva. 

Sarita Del Pino Dançarina, professora, coreógrafa e pesquisadora na dança do ventre e tribal fusion com pós em dança e consciência corporal com tcc sobre dança ATS. Participou do festival Nile Group no Egito em 2017 no concurso da categoria tribal e banda ao vivo.


Fátima Sanchez–São Paulo–SP   -2h/aula– Bailarina e Coreógrafa – Técnicas para Cambrê/ construindo uma fusão com taças

Formação e Cursos complementares : 
Iniciada em danças orientais em setembro de 2007
Primeira Certificação nível básico de Danças Orientais em 01/06/2008 pela escola Espaço de Dança Lucimara Lima. Certificada em 10/04/2010 em Técnicas Avançadas de Quadril por Carla Silveira. Início dos estudos de Tribal Fusion no Estúdio de Danças e Fusões Fairuza com a professora coreografa e bailarina Fairuza em 03/2010. Inicio dos estudos de Ballet Clássico com Alana Mesquita em Novembro de 2011.
Certificada em 27/05/2012 Nível avançado de Danças Orientais pela escola Espaço de Dança Lucimara Lima. Certificada como Professora de Danças Orientais em 25/11/2012 pelas mestras Alana Mesquita e Lucimara Lima. Em 15 de junho de 2012 junto com Luciana Polisel e Vanessa Abílio fundou o Grupo de Tribal e Fusion OrganYKa Triad.
Curso de Imersão e Dança teatro com Paula Braz da (Cia Shaman Tribal) em Outubro de 2012. Inicio como Professora do Espaço de Dança Lucimara Lima em Novembro de 2012.
Certificada em técnicas para nível avançado com ênfase em Braços e correção postural com Mahayla El Helwa em Março de 2013. Inicio do curso para bailarinas de nível avançado, com Alana Mesquita em 01/2013. Inicio do curso de Hip Hop na Escola JL em Julho de 2013.
Certificada por Rachel Brice EUA , em Abril de 2014 no curso profissional de Tribal Fusion.
Em Abril de 2014 iniciou estudos de Formação Tribal na Escola Campo das Tribos com Lukas Oliver. Em 2014 realizou o curso 4x4 ministrado por Paula Braz.
Em Fevereiro de 2015 iniciou estudos de Tribal Fusion e Heells no EGA com Guigo Alves.
Cursos Ministrados:  Workshops mensais ministrados na escola Espaço de dança Lucimara Lima em 2012 com ênfase em dissociação corporal, técnicas para cambre, braços e postura, Tribal com Taças , Véus e Espada. Em Outubro de 2013 com Alexandra Soares idealizou e fundou o PLU –Projeto Linguagem Universal – Combo de cursos de variados estilos para compor o Tribal Fusion, incluindo a criação de material didático - Espaço Romany. Atualmente compõe a CIA Exotique do Espaço Guigo Alves em SP e atua como professora na Escola Dançando na Lua e no Aruã Ecopark – Suzano.

Thaismary Ribeiro e Luana Aires – João Pessoa – PB – 2h/aula -  Uso da Máscara e construção do personagem no Tribal Brasil, com referência no Cavalo Marinho e na sua relação a comédia Dell Arte

Luana Aires (João Pessoa/PB), dançarina (DRT nº 1661), professora e pesquisadora em dança. É licenciada em dança pela UFPB e atua profissionalmente desde 2010 com pesquisa e criação em Fusão Tribal, Danças Urbanas (Locking, House Dance e Freestyle Hip-Hop), Danças Populares Brasileiras e Teatro. Integrou por 4 anos da Cia Lunay (PB), direção de Kilma Farias e 2 anos a Cia. Fuá de Terreiro (PB). Atualmente ministra aulas regulares de Fusão Tribal no Studio de Dança Vanessa Lira, Leo Aires Casa de Dança (PB) e Cenário Arte e Cultura (PB).
Thaismary Ribeiro (João Pessoa/PB) É Bacharela em Teatro (UFPB), Dançarina (DRT n°1663), Passista, Professora, Pesquisadora e licencianda em dança pela UFPB. Nascida no berço do cavalo marinho (Condado -PE), dedica-se à pesquisar danças populares brasileiras e danças étnicas orientais desde 2012. Estuda dança Tribal e Fusões desde 2013 e integrou a Cia Lunay (PB) por 2 anos, direção de Kilma Farias e é integrante e atualmente diretora, da Cia Fuá de Terreiro (PB) desde 2013, integrante do Cavalo Marinho Boi Maneiro (PE) e percussionista integrante do Maracatu Nação Pé de Elefante (PB). Ministra aulas regulares de dança do ventre no Studio Ana Soares (PB) e Studio Joseana Vicente (PB).
A proposta de duo nasce em 2017 com o desejo de pesquisar o corpo em sua totalidade. Trazendo uma recente, mas vasta trajetória artística que passa pela pesquisa na dança tribal, dança do ventre, teatro, manifestações populares brasileiras e música. Na dança tribal vislumbram a vanguarda de pesquisa de fusões e hibridismos. Desde a sua formação o duo já participou de diversos eventos com trabalhos autorais, como Enedo (RN), I Encontro de Danças Étnicas (PB), II Encontro de Dança Tribal da ETA/UFAL (AL), Caravana Tribal Nordeste (PB), Palco Preto (PE), Bailaço (PB), Academia Paraibana de Letras, além de construir uma pesquisa acadêmica com foco na cultura popular. 
TEMA DO WORKSHOP: Uso da máscara e construção do personagem no Tribal Brasil, com referência no cavalo marinho e na sua relação com a comédia Dell Arte. 
O Cavalo Marinho é uma brincadeira popular encontrada na zona da Mata pernambucana e em algumas cidades da Paraíba que reúne música, teatro, canto, poesia e dança (tombo do maguio, trupé e pisada solta). Além da dança, as figuras da brincadeira utilizam máscaras e trejeitos específicos, também acionados na construção dos tipos, arquétipos presentes na Commedia Dell Arte pela introdução de aspectos fantásticos, cômicos ou grotescos desenvolvidos de forma muito particular por cada ator/dançarino. Trabalhamos alguns desses elementos para experimentar a criação de personagem no Tribal Brasil.

Andrea Albergaria – Campinas-SP –02 hs/aula  “Dança Indiana – Movimentos e Posturas para Fusão”

Andrea Albergaria é mestra em artes da cena. Pesquisa as danças clássicas da Índia, principalmente a dança Odissi, desde 1996, tendo como foco a interpretação (abhinaya) e o mudar (gesto) na cena. Trazendo a tradição para o contemporâneo, seu método pessoal Upaya Panch é utilizado para bailarinos e intérpretes de diferentes linguagens, principalmente os que trabalham com fusão.






Lee Honda – Campinas-SP – 01h/aula  -“Flamenco/Fundamentos para Fusões e Braços e Postura para ATS”.

Graduada em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCCAMP), teve seus primeiros passos no ballet clássico em sua infância.
Ingressou à arte Flamenca em 2001 com a professora Verena Menichelli e desde então aprofunda-se nesta arte com referências do cenário artístico nacional e internacional.
Aprimorou seus estudos na Espanha em 2002 na Escola Amor de Diós com professores de renome internacional e em 2014 com o projeto Viagem Encuentro Flamenco, apoiada pelo Governo Federal através do Ministério da Cultura junto ao grupo Soniquete.
Atuou no projeto "Nosso Flamenco", contemplado pelo FICC-2013 (Fundo de Investimento a Cultura de Campinas) em apresentações pela RMC, dando sequencia pelo circuito SESC.
Atualmente integra o Grupo Soniquete Arte Flamenca, é professora de dança flamenca no Estúdio Em Cena de Indaiatuba e dirige o Lagartera Coletivo em shows de tablado e projeto de fusão com ballet contemporâneo e música brasileira.


Raisa Latorraca – Brasilia – DF – 02h/aula “Tribal Fusion – Snujs para fusão”

Presente há mais de 15 anos no cenário da Dança Oriental, Raisa Latorraca é uma das referências em Tribal Fusion e American Tribal Style®. A bailarina participou de festivais e shows por todo o país e teve atuação internacional, representando o Brasil no exterior.
Originalmente possui formação clássica, mas atualmente se dedica ao estudo de danças étnicas e sua fusão com elementos contemporâneos como Tribal Fusion, estilo no qual foi indicada como um dos destaques nacionais.
Em 2015 foi certificada “Sister Studio” do FCBD® por Carolena Nericcio(EUA), criadora do American Tribal Style®. Raisa foi a idealizadora do Imani Tribe Fest, maior Fesival de Tribal e Fusões de Brasília, reunindo grandes nomes da dança da cidade e de outros estados.

E na Feira Tribal (vagas esgotadas)












Solicite sua ficha e vem se divertir conosco, vagas nas mostra ainda disponíveis. Mostra dos Instrutores com todos nossos talentos a partir das 21h, reserve seu convite via festivalpilares@gmail.com.


E para não ficar de fora, olha os itens mais lindo do blog, na pré-venda:



Xeros tribais e até o Festival!


23 de abril de 2015

PILARES ENTREVISTA - LUKAS OLIVER - PARTE III

Parte III da Entrevista elaborada por Maria Badulaques, com Lukas Oliver:

Somos um blog eminentemente de estudo da história da tribal, legado e as figuras que nos levaram a estar onde estamos. Para você, no cenário nacional as dançarinas(os) possuem embasamento teórico da dança que executam? Estamos falando de uma modalidade que segue ainda em processo de criação e todos nós estamos participamos deste processo. 

Atualmente as informações são mais fáceis e divulgadas com rapidez e isso faz com que todos tenham um embasamento teórico da dança bem melhor. 

O Blog de vocês é um exemplo que contribuiu para muitos o entendimento teórico do estilo no Brasil. Tenho a agradecer, pois aprendi muito com pesquisas que realizaram, que complementou e contribuiu muito para as teorias que eu já tinha. Gratidão.

A cada dia que passa, novos trechos históricos são apresentados, novos passos e possibilidades performáticas são desbloqueadas e acredito que aqueles que realmente querem um compromisso de forma mais íntegra com o estilo, procurará atualizar suas informações. No presente momento, creio que todos profissionais fazem isso. 

Existe uma "disputa" entre o bellydance e o tribal e paira no ar um certo preconceito com a tribal? Acredito que no Brasil a dança tribal não se desenvolveu completamente ao ponto de todos saberem a filosofia do estilo e as características do mesmo e isso faz com que as pessoas criem um conceito baseado no que já viram, um preconceito, mas não o preconceito com a carga ruim que imaginamos, mas fator de ignorância sobre o estilo. 

Não acredito que há uma disputa. Pelo menos por onde passei nunca presenciei algo que parecesse uma disputa. 

O tribal fusion para você é a fusão do ATS com outro estilo de dança? Assim sendo, como você classifica sua dança: fusão ou tribal fusion? Sim, o tribal fusion é a fusão do ATS com outro estilo de dança, não só para mim como para todos que adentrarem o estilo, isso já foi definido. 

Mas tenho em mente que o ATS é a mistura de flamenco, dança indiana e dança do ventre. 

Me pergunto então: Seria a mistura destes três estilos com qualquer outro estilo de dança o Tribal Fusion? Ora penso que sim, ora penso que não. 

Enfim, não sou apegado em rótulos, mas tenho escolhido, ora faço tribal fusion, ora faço fusão, porém estou aprofundando meus estudos para um outra terminologia, Fusão Étnica, cujo objetivo é estudar formas de expressão de várias etnias e fusiona-las. 

Fusão ou confusão, como você analisa as fusões nacionais ? Uma confusão que está se organizando. 

Ficamos muito tempo sem ter acesso a real classificação teórica do estilo e agora as coisas se organizam de acordo com a chegada das informações e de acordo com que as criadoras determinam. (Quando digo criadoras, me refiro a todas que fazem parte do processo de criação literal as quais temos como referência no estilo). 

Acredito eu, que dando tempo ao tempo, a poeira da confusão vai abaixar e tudo se encaixar nos devidos lugares. 

Fusão = Fusão , ATS = ATS,  Tribal Fusion = Tribal Fusion.

Quais os pilares da sua dança? Falando de conceitos, o meu pilar central é a vida e tudo que experimento e vivencio. Falando de estilos, os pilares são, Dança do Ventre, popping, dança contemporânea e Butoh

Se tratando especificamente do meio tribal e de personalidade tenho como referência a Rachel Brice

** todas fotos foram escolhidas por Lukas Oliver **

CONTATO - https://www.facebook.com/lukasolivertribaldancer
                  http://www.lukasoliver.com/ 

22 de abril de 2015

PILARES ENTREVISTA - LUKAS OLIVER - PARTE II

Dando sequência a nossa conversa.

Parte II da Entrevista elaborada por Maria Badulaques, com Lukas Oliver:

Técnica sempre foi uma "preocupação". 
Como conciliar com a essência? Ou não se concilia? Acredito que a técnica é a língua utilizada pela alma para expressar através do corpo. Sempre tentamos olhar técnica e essência como duas coisas distintas difícil de se conectar. 

O que é incrível em minha trajetória na dança é que somente consegui entender e efetuar a técnica quando minha essência estava presente em cada movimento. Entendi que não são distintas, mas parte de um todo. 

O caminho que utilizo para sentir a técnica e a essência presente, é simples. Procuro realizar o movimento realmente sentindo como ele trabalha com meu corpo, aguçando meus sentidos. 

Quando realizo um movimento de braço, procuro estar presente realmente dentro do meu braço, sentindo ele cortar o ar, os pelos tocando minha pele, os encaixes das articulações, as pulseiras que deslizam... Conecto isso tudo ao sentimento e sensação que quero passar e que a música me passa daí nasce a característica técnica da movimentação ou muitas vezes nasce outro movimento. Técnica e essência é um assunto complexo que me envolve muito, ficaria horas tentando escrever, mas acredito que é algo que não se descreve, é algo que se vivencia. 

"Creio que para a dança, não há diferenças, não há melhores nem piores, não há bonito ou feio, não há a mais importante ou o menos importante, não há a pioneira e muito menos regras ou mandamentos, formas físicas, estilos de roupa, movimentos determinados etc", com base em sua afirmação, o que acha do ATS? O ATS é um estilo incrível que um dos seus principais conceitos, pelo o que conheço, é a união. Assim como o foco da humanidade; viver, divertir, dançar em harmonia respeitando uns aos outros, unidos. Acho isso tudo muito lindo e vejo isso no ATS e vejo em outras modalidades também. Quando começo assistir uma apresentação quero mergulhar no universo de sensações de quem está se apresentando, quero sentir o que ela sente, e entender a mensagem que quer me passar. É nesta hora que procuro entrar em processo meditativo com tal performance, não há diferenças, nem estilo, não há movimentos determinados, não há o corpo, não há regras nem mandamentos nem nada que impossibilite a liberdade expressiva. Há simplesmente a DANÇA, a ARTE, as sensações, os sorrisos, a beleza, a confraternização, há um vórtex de boas vibrações e sentimentos, dança pura. Deixa de existir, rótulos ou características e passa a existir tudo ao mesmo tempo e o nada. Deixa de existir o artista e aparece a arte. 
Gosto muito do ATS!

Um dos principais motivos é o que costumo dizer: Você pode assistir 3, 6, 9 apresentações de ATS, mais nenhuma será como a outra. Por mais que os movimentos sejam pré determinados, ou figurino tenha um padrão, regras de movimentações e uma  líder, você nunca sentirá o mesmo vórtex vibracional, ou a mesma dança. 

Você menciona que busca a "dança pura", nesta busca a técnica continuará sendo um dos ingredientes do bolo? Sem sombras de dúvidas. A técnica faz parte integral e é própria dança pura. Um exemplo de como entendo isso: 

Uma pessoa que nunca fez aula de dança mas sabe dançar (Todos no universo sabem dançar, rs), vai em uma balada, faz alguns passinhos, se você chegar nela e perguntar; como você faz isso, me ensina? Você pode não ter uma explicação baseada nos conhecimentos anatômicos, nos conceitos de Laban, expressividade da dança indiana, mas uma coisa é certa, a pessoa irá te explicar tecnicamente como executar o que ela esta fazendo, claro que dentro das possibilidades do conhecimento dela, mas isso não deixa de ser técnica. 

Para você, o que tem atraído tantas dançarinas de bellydance para o tribal? Em foco a liberdade de expressão. Mas muitas vezes  as simples possibilidades de unir os seus conhecimentos em bellydance e mesclar com outros estilos. 

Ou mais simples ainda, o gosto pessoal pela dança. 

Você já se encontrou enquanto dançarino? Percebe ter encontrado sua identidade na dança? Qual é? Não encontrei e acredito nunca encontrar uma identidade na dança. Acredito que como ser humano estou em constante mudança, recebendo diversas influências e conhecendo um mundo de infinitas possibilidades, não ousarei limitar tais mudanças para me adequar em uma identidade. 

O que encontrei é um estilo o qual tenho muita afinidade que é o Tribal Fusion e meu objetivo é dança-lo como é e mesclar outras vivências em minhas performances. 

Me sinto muito feliz e realizado, trabalhando, estudando e me dando a liberdade de reler o estilo para minhas performances. Com certeza, dedicarei a ele um bom tempo de minha vida. 


Você diz que está vivendo uma fase de transmutação, o que ficará de fora do seu novo momento? Nada ficará de fora. Não há como negar o que passou, o que está passando, ou o que passará. Eu apenas me permitirei a olhar outras paisagens. Não há como deixar de viver no mundo em que vivemos, mas acredito que podemos olhar as coisas boas ou viver as coisas ruins. Tudo é uma questão de escolha e eu escolhi ter, fazer e ser o que me faz bem, na dança e na vida. 

Em sala de aula, o que mudará em sua filosofia? Minhas aulas sempre estão em constante mudança, sempre levo técnicas novas, filosofias novas, pesquisas, vou procurando outros caminhos para explicar um movimento etc. 

O que sempre esteve como filosofia desde o princípio é a liberdade. Eu apresento, o aluno escolhe o que gosta e lhe faz bem e dança livremente. 

Acredita na possibilidade de uma formação sólida, em qualquer modalidade de arte, sem uma fundamentação concreta da técnica? E neste caso, como encontrar a liberdade de expressar, enquanto a cobrança da técnica está na mesa? Como acredito: A técnica é língua utilizada pela alma para expressar-se através de um corpo.

Se você não estuda a gramática, o vocabulário, não pratica conversação, não treina os músculos da face para falar inglês, você nunca falará inglês. Mas é livre para viajar a um país e arriscar a falar.


Se não entende o corpo, não trabalha flexibilidade, equilíbrio, força , não conhece historicamente o que pratica ou como atua o seu corpo e sua mente em alguma movimentação, você não saberá a técnica, não falará a língua da dança, da alma. Mas isso não te impossibilitará de subir em um palco e arriscar a fazer o que você sabe, a conectar seu corpo e sua alma. 

Acredito que sem compreender a técnica não há formação, mas sem entender a alma também não há formação. 

Você pode escolher dançar com o que você sabe e ser feliz expressando livremente, ou você pode escolher aprofundar seus conhecimentos técnicos, dançar com o que você sabe e ser feliz expressando livremente. 

Para ter uma "formação sólida", acredito eu, buscarmos um equilíbrio entre corpo e alma. Para ensinar, por exemplo,  procuro ter o maior número de conhecimento técnico, filosófico e histórico a fim de estruturar minha didática de ensino mas também procuro entender qual é o estado de espírito do aluno e como posso ajuda-lo a conectar técnica, corpo e mente, com a finalidade dele expressar-se livremente compreendendo a técnica e tendo repertório. 

Resumidamente,para mim, técnica e liberdade de expressão andam juntas e formam um indivíduo/profissional, sólido e equilibrado.  

** todas fotos foram escolhidas por Lukas Oliver **

                  http://www.lukasoliver.com/