Mostrando postagens com marcador Shareen El Safy. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Shareen El Safy. Mostrar todas as postagens

25 de fevereiro de 2015

Shaping a Legacy: A New Generation in the Old Tradition

http://thebestofhabibi.com/vol-13-no-4-fall-1994/jamila-salimpour/

Foi uma busca visionária que me levou para o centro de São Francisco, há quase três décadas, para conhecer Jamila Salimpour. Eu tinha viajado até a Costa, da nossa casa em Big Sur com, Peter Fels (um escultor, cuja imaginação com tubos de água e banheiras de hidromassagem, vendeu para The WhoJefferson Airplane, Frank Zappa e os Smothers Brothers). Diane Webber, minha primeira professora, já havia trabalhado com Jamila no Bagdad, em São Francisco, e altamente recomendado ela. Meu primeiro encontro com a dança tinha sido no Renaissance Pleasure Faire no sul da Califórnia, seis meses antes, onde eu tinha visto Diane dançar, vibrantemente vestida em seda, no palco com músicos do Oriente Médio. Eu pensei, "Uau, uma dança de verdade feito por uma mulher de verdade:. Inteira, elegante, inteligente, sensual, trazida de outro país." (Aliás, Feiruz Aram fez sua estréia na  mesma Renaissance Pleasure Faire, com dança improvisada em um gramado.)

A contínua busca pessoal de identidade e autenticidade me levou ao estúdio de Jamila Salimpour na Van Ness em Sao Francisco em uma noite de outono em 1967. Quando entrei na grande sala com painéis de madeira, fiquei surpresa com a intensidade de envolvimento que eu encontrei lá . Um círculo de cerca de setenta e cinco bailarinos, em três anéis concêntricos, no sentido anti-horário., estavam lado a lado,  em torno dançarina solo no meio da sala. Era um grupo energético cujos rostos e torsos nus pingavam suor através ondulações e shimmyszaghareeting, enquanto os nomes dos passos eram chamados. A sala então trocava a formação, e ansiosamente começava uma nova seqüência de combinações, como as janelas escorrendo umidade. Hipnótico e interiorizada, a música inspirava dançarinos vigorosas. Juntando-se ao círculo, meus olhos foram atraídos para o centro do vórtice.

23 de setembro de 2014

205 - DIANE WEBBER

205 por Carine Würch - SEMANA 17

Paralelo ao trabalho do Bal Anat, no Renaissance Pleasure Faire, temos o trabalho de Diane Webber, que teve uma carreira de atriz, modelo e bailarina, foi inclusive Playmate da Playboy em 1955 e 1956. 

A partir de 1969 até 1980 dedicou-se exclusivamente à carreira de bailarina (isto incluindo filmes em Hollywood), e formando seu próprio grupo o Perfumes of Araby, sendo uma das primeiras companhias de dança do ventre americanas.

Vivendo em uma década única, de expansão cultural, de arte, de vivências, experiências, esta oportunidade de crescimento e visibilidade de todo este movimento do Oriente Médio - música, língua, cultura, dança - abriu portas e oportunidades de trabalho.

 

 
Diane Webber foi professora de grandes nomes do cenário da Dança do Ventre nos Estados Unidos, como Jillina e Shareen El Safy, trabalhou com Jamila no Badgad em São Francisco, inclusive recomendando o trabalho de Jamila para suas alunas.

Ela mesma criava seus figurinos e incentivava suas alunas a fazerem o mesmo. baseava suas pesquisas em Ruth Denis, e nas pinturas orientalistas (um pouco de Jamila aqui também? Ou quem sabe de todas nós?). Se envolvia na escolha dos tecidos, e na estruturação dos figurinos. Eu acho isto o máximo. Acho que isto identifica muito o bailarino. Dá o toque pessoal a cada peça.




"Das longínquas performances dos anos 70 até as apresentações de grupo ou como artista solo, Diane Webber continuamente oferece a sua filosofia de se conectar a um entendimento espiritual: estando presente no momento e não pensando no futuro, vivendo a vida ao máximo nesse momento, em nosso próprio caminho; aspirando por uma conexão espiritual visceral, através da partilha de nossa dança. Nós somos os objetos de nossa própria fantasia." ( Stasha Vlasuk)



FONTES:
http://www.gildedserpent.com/cms/2011/07/05/stasha-perfumes-araby-diane-webber/#axzz3E9OZkW1k
http://scottpearce.com/2009/04/22/rip-diane-webber/
http://en.wikipedia.org/wiki/Diane_Webber
http://www.anaheed.com/perfumes.html
http://www.gildedserpent.com/cms/2011/08/08/stasha-perfumes-araby-diane-webber-2/#axzz3E9OZkW1k
http://www.gildedserpent.com/cms/2011/09/15/stasha-diane-webber-fantasy-part-3/

20 de setembro de 2014

208 - SUHAILA SALIMPOUR

208 por Carine Würch - SEMANA 16




Segue mais um pequeno trecho traduzindo por mim de uma entrevista feita por Shareen El Safy  do The Best of Habibi com Jamila e Suhaila Salimpour falando um pouco sobre sua visão sobre a dança.

Sobre o básico: 

Jamila: Minha base tornou mais fácil para as pessoas assistirem e serem capazes de analisar um movimento... A bailarina deve ser capaz de fazer isso. Não deve ser um mistério. 

Suhaila: Tem havido um monte de comentários de bailarinas dizendo que já dominam o básico do formato de Jamila Salimpour. As pessoas não percebem que ele não é um formato básico, é extremamente complexo, e pode ir para níveis tais que, mesmo agora, eu estou tentando fazê-lo. Eles talvez dominem um terço do que ela deixou disponível para os bailarinos. 

Sobre Técnica: 

Jamila: A coisa mais frustrante para mim é o onde a dança está indo. Eu gostaria de pensar que as pessoas estão definitivamente pensando em termos de técnica, onde se torna tão excitante e tão impossível, que o mundo vai dizer que isso é realmente uma forma de arte - não apenas poses e posturas. 

Suhaila: Isso é realmente importante, porque as pessoas estão falando sobre coreografia e técnica versus sentimento e improvisação, mas em todas as outras formas de dança, a técnica é uma questão de fato. Nunca é uma situação de escolher entre um ou outro... Eu acho que um monte de dançarinos do Oriente Médio estão tão interessados em ser esses artistas emocionais que se esquecem que eles precisam gastar seu tempo treinando... Uma Dançarina de Dança do Oriente Médio tem sido comparado a um músico de jazz, e é uma boa comparação. Tem que haver um sentido de espontaneidade e emoção, mas o músico é geralmente tão tecnicamente soberbo, que eles podem decolar em qualquer direção que eles queiram. 

Sobre o Treinamento

Suhaila: dançarinas orientais não estão se completando como bailarinas. Estão gastando dinheiro em figurino, mas não gastam dinheiro suficiente em aulas. Eu recomendo ballet para postura e no conhecimento muscular que não usamos na dança oriental. Qualquer outra forma de dança tem um arabesco melhor do que nós ... mais elevado e elegante. 

Jamila: Tecnicamente falando, eu acho dançarinos profissionais com formação clássica, podem muito bem desenvolver qualquer forma de dança no mundo, mas sentimento é outra coisa. Se houvesse um interesse em estudá-la (a dança do ventre), eles poderiam absolutamente bater a qualquer outra bailarina neste país. Mas eles não a consideram uma forma de arte,  eles não consideram isso um desafio. 

Poder da Dança

Jamila: Eu sinto que esta dança pode ser quase como uma forma de yoga ou meditação, porque quando você entrar no espírito da música e da dança, pode realmente diminuir o nível de estresse. É uma expressão maravilhosa. Ela pode ser muito espiritual. 

Suhaila: Todos os movimentos fazem sentido para o corpo de uma mulher. Você não tem que lutar ou brigar com eles. É um regresso a casa. 

Jamila: Eu não quero ficar mística ou falar sobre a Deusa Mãe como o todo-poderoso, porque eu acho que há um equilíbrio entre a energia masculina e a energia feminina. Sempre tem que haver esse equilíbrio, ou não funciona. Quando um domina e o outro é submisso, não é bom. Eu acredito que há um fundo ritual para a dança, e uma poderosa mitologia. 

Suhaila: Homens e mulheres podem tornar-se muito ameaçada quando vêem uma dançarina do ventre, porque ele encarna as qualidades positivas de ambos os sexos: 'Meu Deus, ela está no palco e ela está lidando e controlando toda esta platéia e ainda assim ela está se movendo de forma muito sensual, feminina e poderosa. Isto pode ser confuso e ameaçador, ou pode ser rejuvenescedor se eles estão felizes com o que vêem. Quando você é um dançarino, você é tão livre! 


Sobre o futuro

Jamila: Estou pensando em termos de preservação de uma forma de arte. A menos que seja catalogado e organizado, e temos dado terminologia a nossa dança, não vai a lugar nenhum. Tem que haver uma base para a dança ou a dança não tem futuro.




Fonte:

21 de julho de 2014

269 - JAMILA

269 por Carine Würch - SEMANA 08

Texto de Shareen el Safy - Moldando um legado por Shareen El Safy - http://thebestofhabibi.com/vol-13-no-4-fall-1994/jamila-salimpour/


"Foi uma busca visionária que me levou para o centro de São Francisco, há quase três décadas, para conhecer Jamila Salimpour. Eu tinha viajado até a Costa, da nossa casa em Big Sur com, Peter Fels (um escultor, cuja imaginação com tubos de água e banheiras de hidromassagem, vendeu para The Who, Jefferson Airplane, Frank Zappa e os Smothers Brothers). Diane Webber, minha primeira professora, já havia trabalhado com Jamila no Bagdad, em São Francisco, e altamente recomendado ela. Meu primeiro encontro com a dança tinha sido no Renaissance Pleasure Faire no sul da Califórnia, seis meses antes, onde eu tinha visto Diane dançar, vibrantemente vestida em seda, no palco com músicos do Oriente Médio. Eu pensei, "Uau, uma dança de verdade feito por uma mulher de verdade: Inteira, elegante, inteligente, sensual, trazida de outro país." (Aliás, Feiruz Aram fez sua estréia na mesma Renaissance Pleasure Faire, com dança improvisada em um gramado.)



A contínua busca pessoal de identidade e autenticidade me levou ao estúdio de Jamila Salimpour na Van Ness em Sao Francisco em uma noite de outono em 1967. Quando entrei na grande sala com painéis de madeira, fiquei surpresa com a intensidade de envolvimento que eu encontrei lá . Um círculo de cerca de setenta e cinco bailarinos, em três anéis concêntricos, no sentido anti-horário., estavam lado a lado, em torno dançarina solo no meio da sala. Era um grupo energético cujos rostos e torsos nus pingavam suor através ondulações e shimmys, zaghareeting, enquanto os nomes dos passos eram chamados. A sala então trocava a formação, e ansiosamente começava uma nova seqüência de combinações, como as janelas escorrendo umidade. Hipnótico e interiorizada, a música inspirava dançarinos vigorosas. Juntando-se ao círculo, meus olhos foram atraídos para o centro do vórtice."


QUEM ESTAVA LÁ??? Jamila Salimpour! Logo mais, tem mais! 
Depoimento de Shareen El Safy