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26 de junho de 2015

CRIAÇÃO DO BAL ANAT


Texto postado no Tribe Net, por Andre Khoury, pai de Isabella Salimpour (neta de Jamila Salimpour)

A criação do grupo de dança Bal Anat começou em 1968, quando a oportunidade se apresentar em um festival ao ar livre chamado Renaisance Pleasure Faire, desafiou minha imaginação para criar um show de variedades, que se pode ser visto em um festival árabe Souk ou no Oriente Médio

Era o formato que era admirado e imitado em todo o Estados Unidos, cujos praticantes às vezes sabiam, mas muitas vezes não sabiam qual sua origem. 

De fato, muitas pessoas pensaram que era a "coisa real", quando na verdade metade era real, metade era invenção. 

Pegando como inspiração meu passado, que incluia as danças com bailarinos que dançavam em taças, dançarinos com jarros e mágicos, treinei e apresentei muitas variedades de entretenimento, adicionando uma "surpresa" a cada ano. 

Entre muitas outras coisas, até que em 1971, pus uma espada sobre a cabeça de Rhea Deanna Rose, a dança da espada nunca havia sido vista na América.
Era para ser o primeiro, como aconteceu com muitas das danças do Bal Anat, que foram copiadas e exportadas para lugares desconhecidos. 

A dança com espada, Dança com Jarros, Karshlama, Dança Marroquina, Ouled Nail, da Tunísia, Dança com Cobra, Dança Masculina com Bandeja, Dervish, Katak e a Dança com Máscara interpretada por Katrina Burda, eram originais naquele tempo. 
Nunca vistos antes de 1968 na Northern Renaisance Pleasure Faire, são memorias que as pessoas trazem vivas até os dias de hoje. 

Como o formato evoluiu, muitos dos meus alunos contribuíram com seus talentos coreográficos para a variedade do show, muitas vezes sugerindo adições, complementando a gama de Dança do Oriente Médio." (Jamila Salimpour 2001)

19 de junho de 2015

JAMILA por Sola Stroll

Solano Stroll in California, Albany with Belly Dancers from Suheila Troupe, and sitting star Jamila Salimpour.

“When I was young he [my father] used to imitate them [Egyptian dancers] for us. In the late 40s my Egyptian landlady and I would go to the Egyptian movies every month. We saw many dancers, including Tahia Carioca and Samia Gamal. We would come home, put on Abdel Wahab and Farid Al Atrash records, and dance, trying to remember every move we’d seen. And so, from my father’s recollections, my landlady’s firsthand knowledge, and from the movie’s examples, this was how I got my dance information.
I first taught Oriental Dance in the early 1950s to old 78, three-minute Cife Telli records. Not having a dance vocabulary yet, I repeated the music as I improvised the dance. My students watched and imitated me, asking questions which often I couldn’t answer.

18 de junho de 2015

A HISTÓRIA DA DANÇA DO VENTRE NOS ESTADOS UNIDOS

Uma declaração pessoal de Jamila Salimpour por Jamila Salimpour

O primeiro clube de sucesso a abrir em Los Angeles, que tinha um toque oriental, foi a Greek Village na Hollywood Boulevard. Foi por volta do início dos anos 1950, uma época em que atrizes italianas dominavam a tela do cinema americano... Sylvia Mangano, Anna Magnani, Gina Lollobrigida... decote generoso transbordando sutiãs acolchoados. Todas usavam blusas com os ombros de fora, o tanto-quanto a nudez era permitida naqueles dias. 

Mostrar o umbigo era considerado "arriscado" e ainda um não-não

Então, quando meus músicos foram contratados pela Greek Village, e eles perguntaram aos proprietários se eu poderia me juntar a eles, a resposta foi não. Eles não queriam uma dançarina em um traje curto! 

Os donos do restaurante tinham uma filha que era um belo atrativo. Eu acho que eles eram gregos da Costa Leste, ouvindo muito música turca. A esposa era a anfitriã, e cantava em grego, turco e um pouco de árabe. A filha, que parecia com Jane Russell, usavam blusas reveladoras de ombros de fora. Ela tocava atabaque, e o comprimento da blusa era um pouco abaixo do busto. 

Em uma época de inocência, era uma grande atração e tema de conversa entre muitos dos clientes, predominantemente do sexo masculino. Assim, eu ia ao Greek Village como um cliente, ocasionalmente levantando-me para dançar por insistência dos meus músicos, mas sem ainda nenhuma oferta de emprego.



Originalmente, o Greek Village foi dividido em duas partes, a parte traseira era fechada quando o negócio ainda era novo. Como os negócios aumentaram, a divisória ia sendo movida cada vez mais para trás, até que toda a loja mostrou-se como um grande retângulo. A mensagem se espalhou pelos marinheiros gregos sobre o Greek Villagee quando seus navios chegavam ao porto, eram apresentados com algumas das melhores dança grega que já vi. No início, o palco era de centro-frente, mas como a nova audiência de clientes-artistas cresceu, o palco foi transferido para o meio do retângulo no lado da mão direita. 

Uma lâmpada nua pendurada diretamente sobre o palco e tornou-se um concurso semanal internacional para ver qual dançarina poderia chutar alto o suficiente para bater a lâmpada. A dança de exibição favorita era Zabek. O Ouzo (bebida grega) fluia livremente, como uma águia, um após o outro abria as asas na dança ritual. Homens gregos gostam de dançar. De vez em quando uma mulher se levantar e fazer um recatado Cifte Telli*. Ainda nenhuma oferta de emprego para mim. Os negócios, no entanto, estava começando a crescer.

* O Tsifteteli (em grego: τσιφτετέλι; turco: çiftetelli), é um ritmo e dança da Anatólia e dos Balcãs com um padrão rítmico de 2/4 [1] Em turco, a palavra significa "dupla de cordas", tirada do estilo de jogo de violino. que é praticada neste tipo de música. Há sugestões de que a dança já existia na Grécia antiga, conhecida como a dança de Aristófanes Cordax. [2] No entanto, é muito comum na Grécia e na Turquia, mas também em toda a região antigo Império Otomano.

Meus músicos foram substituídos por músicos profissionais importados diretamente da Grécia. O primeiro contingente incluiu a escandalosa Betty Daskalakis, cantora, sedutora, e designer de vestidos estranhos, com fendas em todos os lugares errados, os quais geraram muita fofoca entre as "pessoas morais", despertando a curiosidade de toda Los Angeles. Assim como na Feira Mundial de Chicago, em 1893, quando os dançarinos, ofenderam a sensibilidade do que era considerado a "moral", os clientes do Greek Villagevinham em grande número para ver o ofensor em primeira mão, a fim de passar de forma mais eficaz seu julgamento. A caixa registadora mostrava os lucros, os manifestantes ficavam a maior parte da noite para assistir Bettye verificar se a fofoca era realmente verdadeira. Ela nunca os decepcionou.

Jamila, dancer, Adel Sirhan, oud player, Lemmy Pasha, Kanoun, Yousef, violin - 12 Adler Place


10 de junho de 2015

A HISTÓRIA DA DANÇA DO VENTRE - FEIRA MUNDIAL DE CHICAGO & LITTLE EGYPT

A lenda e a tradição da Dança do Ventre no continente americano provavelmente começou na Feira Mundial de ChicagoIllinois, em 1893, a primeira feira mundial nos Estados Unidos

Essa feira, também chamada de  Exposição Mundial Colombiana, celebrou os 400 anos da chegada de Cristóvão Colombo no novo mundo em 1492. 

A feira teve um profundo impacto sobre a arquitetura e as artes. 

Nesta feira, foi apresentada ao mundo a primeira roda-gigante (desenhada por George Ferris), os shows de bang-bang de Buffalo Bill, as luzes de néon, os chicletes com sabor de frutas, o hambúrguer, os cartões postais, o chocolate Hershey, o zíper, os experimentos com eletricidade de Tesla e as populares dançarinas do ventre, que se apresentavam nas “Ruas do Cairo” durante os cinco meses dessa longa feira.

A principal atração para os visitantes parece ter sido a Midway Plaisance, uma rua principal, turbulenta, lotada com passeios e uma atmosfera de carnaval que levou para a “cidade branca”, de imaculada arquitetura de beau-arts, as principais atrações. 


Midway foi preenchida com representações de culturas e países de todo o mundo. Entre essas “pequenas cidades”, havia uma série de representantes do oriente médio incluindo Egito, Marrocos, Síria, Tunísia, Argélia, Turquia e outros. 

Mas em uma delas havia um entretenimento que se tornou o assunto da cidade, um programa chamado As Ruas do Cairo, produzido por Gaston Akoun, que trazia desconhecidos mas atraentes instrumentos exóticos, passeios de camelo e encantadores de serpentes. 


Little Egypt era o nome artístico de três dançarinas do ventre, que eram muito populares. Elas tiveram tantas imitadoras, que seu nome se tornou sinônimo, geralmente, para dançarinas do ventre.

Fahreda Mazar Spyropoulos, (nascida em 1871, falecida 05 de abril de 1937), também se apresentando sob o nome artístico de Fátima, apareceu na "Ruas do Cairo"  durante a Exposição Mundial Columbiana na Feira Mundial de Chicago, em 1893. Em 1898, Mark Twain quase teve um ataque caríaco, assistindo Farida fazendo seus passos.

Ashea Wabe (nascida Catherine Devine (em 1871, falecida 03 de janeiro de 1908). Dançou no banquete Seeley em Nova York em 1896, desfrutando de uma fugaz succès de scandale.

Fátima Djemille (morreu 14 de março de 1921) apareceu na Feira Mundial de Chicago de 1893.

9 de junho de 2015

LITTLE EGYPT - Primeiros registros da Dança do Ventre nos EUA

Little Egypt - Fatima Djamile
´
'Fatima's Couchee-Couchee Dance' also known as 'Muscle Dance'
Thomas A. Edison / Black Maria Studio 1896 (Kinetographic Theater)
Director: James H. White


Edison Company filmava qualquer coisa para fazer algum dinheiro, por isto a dançarina do ventre, Fatima, foi levada ao seu estúdio, para reencenar sua famosa dança. 

O que vemos nesta filmagem é um pouco mais de um minuto de Fátima girando e dançando. 

Houveram vários filmes "dança" feitas durante este período, mas o que torna este um tão interessante é que ele foi atacado por vários grupos, e acabou sendo censurado em muitos locais. 

Você pode ver o filme na censurado, onde vemos "barras" cortando a filmagem.

Obviamente, em 1896 isto foi algo muito impertinente, e até chocante. 

Não há nada excelente para ser visto no vídeo, mas os fãs de filmes do início da era das filmagens, ou apenas interessados em edição de censura, vão querer dar uma olhada.


Fatima's Coochee-Coochee Dance (1896)
FONTE - http://www.imdb.com/name/nm0268873/bio

2 de maio de 2015

PILARES ENTREVISTA - Tata Correia

Depoimento de Tata Correia sobre o General Skills e Teacher Training com Carolena Nericcio e Megha Gavin, em abril de 2015 em São Paulo.  
Falando por mim, ser uma Sister Studio é ser um instrumento para passar a filosofia do ATS® adiante, mostrando o quanto a dança é empoderadora e inclusiva.

Dois anos atrás, ouvi de uma determinada pessoal que gorda não pode dançar tribal – quem me conhece já está cansado de me ouvir falando isso, mas acho importante frisar para contextualizar.

De 2013 para cá, estudei com muita gente, conheci muita gente e me descobri no ATS®. Me vi representada no estilo. Me vi inserida dentro de um estilo em que não importa se você é magra, gorda, alta, baixa, novinha, idosa ou qualquer coisa do gênero.

O que importa é dividir o sorriso com quem você gosta no palco. O que importa é compartilhar com o público a alegria de uma dança tão nova que tem suas raízes calcadas na ancestralidade de várias tribos.

O que importa é o sentimento de união entre as pessoas que integram essa família – e a comprovação de que ego inflado não tem espaço.

E, pessoalmente, quero mostrar para as garotas gordas/plus size que é possível sim! 

É possível dançar em cima de um palco sem sentir vergonha do corpo, é possível sorrir e estar segura entre as amigas, e é possível estar em um ambiente sem ser julgada pela sua forma física. Eu sou prova disso. E quero disseminar isso com cada vez mais força.

Acho que é isso, meninas.
Beijo e muito obrigada!  Tata Correia



Conte uma breve trajetória da sua dança. (Tata Correia)
Tive experiência com dança na infância - aquela coisa da mamãe querer que você faça ballet, rs - por pouco mais de um ano, acho. Depois disso, fiquei parada e fui fazer outras coisas. Voltei a ter contato com a dança em 2011/2012, mas a vida virou do avesso mesmo quando conheci o Tribal Fusion (via os vídeos do Indigo - eu queria ser Rachel Brice, hahahaha) e, principalmente, o American Tribal Style®. Comecei a estudar com a Rebeca Piñeiro na escola Campo das Tribos em fevereiro de 2013, e a partir daí fui aprofundando meu contato com outras professoras, outras pessoas, e me encontrei mesmo no ATS®, seja pelas amplas possibilidades que o estilo abre como pela sua filosofia feminista e inclusiva. Atualmente estou um pouco parada com as aulas regulares, mas pretendo voltar a faze-lo em breve.
O que fez você escolher fazer o curso com Carolena Nericcio? 


Basicamente, a oportunidade de estudar com a responsável pelo desenvolvimento do ATS®. Não é sempre que se tem a chance de estudar direto com a fonte em seu país. Abracei a chance, fechei o olho e fui, rs


Você já fazia aulas regulares de ATS? Participa de algum grupo/ trupe que se dedica ao estilo? 
Estudava na Escola Campo das Tribos até o começo deste ano, mas pretendo retomar meus estudos semanais para seguir limpando técnica. E sou uma orgulhosa integrante do Thelema Troupe - alô Karina, Tati, Rosana! <3 - desde sua fundação, no final de 2014.


Na sua opinião, qual a maior dificuldade dentro do curso? (desafios físicos, mentais, financeiros?) O desafio financeiro, em alocar uma quantidade grande de dinheiro para encarar 30 horas seguidas de aula. Pedi férias do meu trabalho regular para poder me dedicar da forma que o curso exigia. Desafios mentais sempre existem, principalmente quando você percebe que é a única mulher realmente acima do peso - e que não é profissional da dança - a estar ali, junto com tanta gente que você aprendeu a admirar ao longo da estrada. Fiz todo o curso com uma proteção no joelho e no tornozelo para driblar as dores, e não me arrependo nem um pouco. E também queria provar para mim mesma que era capaz disso.



Com esta formação, pretende dar aulas regulares de ATS? Quero seguir estudando, e eventualmente pretendo dar aulas particulares de ATS® na minha região e para garotas que não se sentem muito confortáveis com seu corpo - essa é uma bandeira que sempre pretendo defender. Tem espaço para todo mundo, e se você tem um corpo, dance!
O que mais você absorveu de toda esta experiência? Que a técnica é realmente muito importante, mas o fundamental mesmo é aliar a técnica limpa com paixão em dividir o momento com as amigas no palco e com o público que te assiste. Como disse Carolena Nericcio no curso, você É a dança quando está no palco. E espalhar essa magia por aí é algo que todas nós devemos fazer, como professoras certificadas, como Sister Studio® ou mesmo como dançarinas de ATS® em nossas trupes. E também ficou muito claro que o ego não tem espaço neste tipo de dança, o mais legal é se compartilhar o momento.




Como é ter aulas com a criadora do Estilo? Sua percepção em relação a Carolena (mãezona? Rígida? etc) é diferente do que você imaginava anteriormente? Conte-nos. :) A experiência mais surreal que alguém apaixonada pelo ATS® pode ter! Carolena é extremamente sucinta, direta nos pontos que quer abordar, e muito preocupada em passar a técnica de forma que todas pudessem entender - afinal de contas, a turma era uma boa mistura da América Latina. E tudo isso com um sorriso no rosto. A presença dela é magnética - e bem diferente da postura mais ditatorial que nos passaram anteriormente. E a Megha Gavin é muito divertida.



Deixe uma mensagem para nossas leitoras. 
Não deixem que as convenções sociais te impeçam de fazer algo que você queira. Se você tem um corpo, dance. Sorria, compartilhe sua história e experiência com outras pessoas. E estude. MUITO. (Tata Correia)

25 de fevereiro de 2015

JAMILA

Jamila Salimpour é uma das pioneiras da dança do ventre na América. Ela nada mais é do que a criadora do estilo tribal de dança do ventre e foi uma figura influente no mundo bellydancer por 50 anos! Sua forma de ensino e de desenvolvimento dos movimentos de dança ainda é utilizada em todo o mundo.

Nascida em 1926 em Nova York, de família siciliana, começou sua carreira como dançarina em 1942, trabalhando no grupo Ringling Brothers Circus. Neste grupo, ela desempenhou o papel de acrobata e dançarina, passando a compor em seu show elementos da dança oriental, influenciada por um filme de Tahia Carioca, o que para a audiência era como a verdadeira dança do ventre. Esta fusão de elementos orientais e o circo deu origem ao American Tribal Style (o que seria o estilo tribal que conhecemos), o qual ela começou a ensinar na década de 60, em Berkley. Em 1968, ela criou o grupo Bal Anat (Dança da Deusa Mãe), se apresentando no festival Renaissance Pleasure Faire, mostrando ao mundo uma forma diferente da tradicional dança do ventre de então, com grupos coreografados, compondo uma atmosfera mística, usando cobras, espadas, tatuagens, todo tipo de adereços: era a dança do ventre performática (American Cabaret), da qual Jamila era uma das precursoras.











Após esse festival, seu nome só cresceu, se tornando uma referência para a dança do ventre americana. Sua família passou também a se dedicar à dança do ventre: sua filha, Suhaila Salimpour começou a dançar aos 3 anos de idade, e hoje é uma dançarina renomada, e sua neta Isabella parece percorrer o mesmo caminho. Jamila, já com 83 anos, não mais se apresenta em shows, mas oferece workshops e aulas de American Tribal Style na escola de sua filha, permanecendo como um ícone da dança do ventre em todo o mundo.






Curiosidades:

- Jamila foi a primeira bailarina a introduzir a espada na dança do ventre.

- Jamila foi a primeira bailarina a dança usando cobras na dança do ventre.

- Jamila fazia entertenimento com a dança do ventre, era um show de atrações.



Jamila Salimpour é o criador de dança do ventre tribal na América, e tem sido influente na dança do ventre há mais de 50 anos. Ela também é a primeira a solidificar um formato de terminologia na dança do ventre usado ainda hoje . Seu formato é ensinado e aplicado aos movimentos dos bailarinos em todo o mundo .

A criação do grupo de dança lendária Bal- Anat evoluiu em 1968, quando a oportunidade se apresentar em um festival temático ao ar livre, The Pleasure Faire Renascença, desafiou Jamila Salimpour , para criar um programa de variedades que se pode ver em um festival árabe ou Souk.

De ser um membro de Ringling Irmãos Circus em 1942 , Jamila implementado esse formato na criação de Bal Anat . Como a dança do ventre , Jamila Salimpour trabalhou com muitos dançarinos , incluindo dançarinos de vidro água argelino , bailarinos , dançarinos pote tunisinos Bandeja Masculino , mágicos e apresentou muitas variedades de entretenimento. A dança da espada , dança Máscara, e Snake dança foram vistos pela primeira vez em Bal Anat . O espetáculo resultante tornou-se um show com danças tribais do norte da África e do Mediterrâneo Oriental.

O show inspirou toda uma geração de dançarinos de barriga americanos , abrindo caminho para o aumento da popularidade do gênero Belly Dance Tribal.

http://www.suhailainternational.com/salimpour-legacy/about-jamila

28 de outubro de 2014

DANÇA COM ESPADA


History and origins: facts and fiction. 
Fiction 1) The origin of balancing a sword on the dancer's head comes from the women who accompanied men into wars, and entertained them in their tents at night.
  1. * The dancer and researcher/writer Asmahan has found references to a “tribal” dance performed by the gypsies: “The Ottoman armies had tribes of gypsy armourers who followed the soldiers and repaired their swords, shields, spears, helmets and armour after battles. It probably occurred that at night when the music and dance was performed around the campfire, the gypsy girls danced with the swords and did acrobatic dancing and balancing that must have been a delight and pleasure to behold.” 

Fiction 2) Dancing with a sword was done by women who had been enslaved to signify to their “master” that he may have possession of her body but not of her soul.

*  Facts:  “There is no widespread dance in the Middle East today involving sword-balancing on the dancer's head. The primary historical “evidence” that has led modern-day dancers to take up the sword a prop comes from a famous painting by the Orientalist artist Jean-Léon Gérôme (19th century).  It is reasonable to believe that at least the dancer who inspired Gérôme's painting indeed did such a dance, and probably others in her community did too. However, it's not a commonplace part of a typical dancer's act today in Egypt, Turkey, Lebanon, or other parts of the Middle East, and dance researchers have not been able to find corroborating documents to suggest that it was ever common practice.   There is an Egyptian men's dance that involves holding the sword and executing martial moves.... But at no time do the men balance the sword on their heads (or anywhere else) when performing this dance”. www.shira.net
“The Iraqi and Saudi men still have sword dancing in their folklore tradition. In the Middle East there is a tradition of dancing while balancing something on the head. This can include a cane, tray, pot, glass, or candelabra. It is very possible that balancing a sword would be a likely dancing skill. It would have been from a mix of cultures included in the Ottoman Empire. This would be Turkey, Arabia, Egypt, Syria, and North Africa.”  - Asmahan

**In my own research:  There are BRIEF mentions of “dancing with swords” or “sabers” in Medieval Spain, doing “acrobatics” with them which possibly included balancing.
Jamila Salimpour’s Bal Anat was one of the first sword Bellydance performances in North America.  She created a show based on the Orientalists’ descriptions and depictions, looking to recreate what she called a  “pre-Napoleonic” look.


Dancing with a sword:
  1. Remember that a sword is a weapon.  It conveys a feeling of power and control. As a dancer with a sword, you have a “weapon” in your hands and your dance demonstrates that you are at ease handling it. 
  2.  Martial arts inspired poses
•Showcase confidence, fluidity, strength and control.
•Engage the viewer with suspense, drama and innuendo, create the ‘ambience’.
•Build anticipation, don’t make it look too easy, pose and pause throughout.
•Direction changes, lots of attitude.
Body awareness:  beware of rising or otherwise tense shoulders, sinking chest, nervous eyes and smile, floppy hands.  
•Pay attention to HOW you take the sword, and keep remembering that you’re supposed to be holding a deadly object not a butter knife.
•Avoid bad backbends!!   


Tips 
a) Balancing:  Buying the right sword for the right dance
                        Chrome swords tend to slip more easily
                        No more than 15 min practice balancing on head, and start with 5min.
                        ISOLATE
                        Level changes vs travelling sideways
                        Balancing on: fingers, shoulder, chest, knee/thigh, hip, chin, head

c) Floorwork:  pantaloons, flowy chiffon skirts.
d) PRACTICE PRACTICE PRACTICE


FLUIDITY and TRANSITIONS
•Be aware that dancing in front of an audience is NOT the same as dancing ‘solo’ in front of a mirror…  Nervousness will play tricks on you.  Try to perform only those moves and balance points that you have practiced a LOT and that you can perform with EASE alone.  If something is moderately difficult to you and tends to ‘fail’ 50% of the time or more, try to leave that for later when it becomes more natural and you can do it with confidence. 
•Use what works for YOU!
•When creating a choreography play between poses, moves and balancing; between working SLOWLY and adding excitement with accents, turns, poses, simple moves, direction changes.
•Create clear shapes.  Adorn/dance with your hands.
•It is always a good idea to create a ‘persona’, ‘character’ or story for your sword dance.


Resources:  www.shira.net
               www.asmahan.co.uk/sword
              Isidora Bushkovski: “Temptation of Bellydance 2” – performance
                                               “Fantasy Bellydance: magic” - instruction
              Princess Farhana:  “Bellydance and Balance: the art of sword and shamadan” –
              Rania, Shazadi, Hannan, Ansuya, Suhaila Salimpour Troupe and MANY more.