Sempre me pego as voltas com esse tema. Ontem, li um artigo encantador da Janet (link do blog abaixo) que retratava as dificuldades de nós, adultos, aprendermos algo novo e o quão mais difícil é quando temos dificuldade com algo que deveríamos ser bons o suficiente ao ponto de ensinar.
Tem quem se retraia, isole, não queira se expor afinal é o caminho mais curto rumo as críticas (fazer críticas e receber, terreno minado) e com isso toda oportunidade de aprendizado, crescimento e superação do limites caem. Este ano, em janeiro, tive a oportunidade de dividir uma sala de aula com Anita Lawani e Kristine Adams, enquanto Philippa Moirai ministrava um workshop. Fiquei intrigada, intimidada (dançar ao lado dessas mulheres é sempre motivo de stress) e depois relaxei observando que elas estavam ali buscando, como cada uma de nós, desfrutar do momento e serem alunas. Talvez, essa seja a resposta...se despir do endeusamento e se encarar como humano, falível e passível de aprender algo novo sobre algo "velho" e conhecido, aliás esse é o preceito do ATS(r) a consciência de que nunca seremos boas o suficiente ao ponto de não aprender algo novo com os fundamentos.
Se vou ensinar um estilo de dança devo analisar se há preparo suficiente para não fazer dessa experiência um tormento aos alunos com reflexos por anos (a técnica ruim-errada demora mais para sair do corpo do que a boa leva para entrar, sou prova disso, desconstruir algo que aprendeu errado é sempre um desafio), como também é um exercício constante de humildade, admitir "olha, isso não sei...vou pesquisar e retomamos no próximo encontro" ou olhar para uma aluna e ver que você foi superada, afinal tem movimentos que se tornam orgânicos imediatamente para uns e para outros haja estudo e dedicação.
Ninguém quer parecer estúpida, perguntando "bobagens", afirmando que não sabe algo que deveria saber ou que é considerado simples, básico demais... é uma luta interna e geralmente quem vence? O anonimato, permanecemos anônimas e acompanhadas da angústia de não solucionarmos a causa (não sei) então se perpetra o efeito (não aprendi).
Há ainda o outro tipo de frustração, a de se ver dançando e não ser a imagem da perfeição. Quem já quis "morrer" com isso dá um sorriso :)
Eita, é foda...!!! Tu ensaia, se dedica e nem sempre isso sobe ao palco contigo, sem dizer que dançar em público é coisa pra mulher com "M" maiúsculo. Se em grupo, você se fortalece nas amigas ao lado, mas e no solo? A não ser que você escute vozes e isso lhe faça pensar que não tá só, a coisa é entre tu e tu mesma. Parei de me torturar, agora faço o que naquele dia foi o meu melhor e me conformo de não ter sido perfeito estudando mais a técnica e a fortalecendo para próxima vez.
Bolei uma saída para esse impasse que já me vi vivendo várias vezes, publico mais vídeos meus do que antes, me exponho as críticas e aos feedbacks, pergunto todo tipo de asneira que surge na minha cabeça(só não aplico isso ainda com Carolena, sempre fico intimidada kkk) e busco fazer aulas com pessoas com quem me identifico, afinal há uma cumplicidade que uma vez construída lhe outorga liberdade de crescer no se compartilhar.
Quando dou aulas (e só dou aula de estilos que já estudei (estudo) muiiito, me sinto "confortável" e confiante) procuro propiciar um ambiente acolhedor, onde uma se reconheça na outra, se fortaleça e construa laços, muito importante se sentir bem com sua professora e as colegas em sala, essa pode ser a saída para o anonimato, adquirir uma identidade; Eu...Maria, não sei isso...como é mesmo?
Agora, vou ali exercitar tudo que escrevi... Kilma, que raio de passo é esse com esse giro que sempre perco a contagem antes de finalizar? Putz, vou ali estuda-lo pela 859º vez... :) Curso de Formação em Tribal Brasil, uma paixão que tem enriquecido minha vida e desafiado meu corpo.
É com grande alegria que anuncio o Samsara Tribal Fest! Evento com foco nas Danças Étnicas Contemporâneas, mas que abraça todos os estilos de dança. Convido a todos para participar desse evento que está nascendo, com muito carinho, para multiplicar ainda mais nosso cenário cultural.
Workshops com:
Maria Badulaques - Trazendo conteúdo exclusivo do ATS® Homecoming para o Recife.
Estudio Fairuza - Trazendo dois maravilhosos works de Snujs para Ventre e Tribal
Alinne Madelon - com seu Dinamismo, Contrações e Leveza no Tribal Fusion
Kilma Farias - Trazendo Drum solo - solo de percussão para Tribal Fusion
Solicite edital pelo e-mail samsarafest@hotmail.com
Conheça um pouco do trabalho de Kilma Farias, que vai ministrar o workshop Tribal Brasil e processo criativo, na sexta-feira, dia 14 de outubro de 2016, as 15:10, em Indaiatuba.
Kilma Farias (João Pessoa - PB)
Tendo iniciado seus estudos em Dança do Ventre e Folclore Árabe em 2000, Kilma é hoje reconhecida como uma das melhores bailarinas de Dança do Ventre da atualidade. Integra diversos projetos a exemplo do SIX, grupo da Shimmie que envolve 6 grandes bailarinas em um mega-espetáculo; a Ventreoteca, possuindo um DVD didático sobe o estilo Tribal nessa coleção; dirige a Cia Lunay; é bailarina, coreógrafa e proprietária do Studio Lunay, sendo ainda uma das organizadoras da Caravana Tribal Nordeste; autora do projeto Cultura em Movimento em João Pessoa-PB; além de desenvolver e sistematizar o estilo Tribal Brasil. Já foi capa do CD para Tribal, Nomad Club em Tókio, Japão; capa da Revista Shimmie, capa da revista Pitanga, assim como possui diversas entrevistas publicadas em jornais e revistas nacionais e internacionais, a exemplo da Yallah Magazine e Fuse, ambas dos Estados Unidos. Kilma também é jornalista, graduada em 1998 pela UFPB, autora do livro "Dança do Ventre da Energia ao Movimento", publicado em 2004 pela Editora Universitária da Paraíba (edição esgotada).
Ministra aulas no Brasil e exterior a exemplo de eventos como Gothla (RJ), Campo das Tribos (SP), Spirit of the Tribes (Flórida - EUA), MEM - Mujeres en Movimiento (Buenos Aires - Argentina), Fusiones (Lima - Perú), entre outros. Aluna do mestrado em Ciências das Religiões e da Licenciatura em Dança da UFPB, participa de diversos projetos de extensão a exemplo do ContemDança 2, grupo de pesquisa sobre Videodança, MoveMente, formação inicial e continuada de alunos/professores e Sacratum. Entrevista: http://goo.gl/R8XVUL
Kilma, a mulher das mãos que dançam! (by Maria Badulaques)
Febril, assim definiria Kilma!
Com todos ingredientes de um bom vatapá, Miss Farias eletrizou as dançarinas ávidas por Maracatu, Cavalo Marinho... e os encantos das danças populares brasileiras. Recentemente em São Paulo, para uma série de Works de Tribal Fusion, Dark Fusion e Tribal Brasil no Espaço Vanna Tribal Bellydance, conhecemos ao vivo e em muitas cores o que a paraibana tem.
A conversa foi descontraída e não faremos o formato eu pergunto e tu responde... vou pincelando com vocês tudo que me chamou atenção, bem se for assim melhor por uns vídeos da mulher quebrando tudo, definição mais perfeita dos meus olhos esbugalhados e o coração pulsando no ritmo. Vamos lá!
Kilma nos descreveu o pilar da sua dança como: SEU CORPO. Não aceita rótulos, mesmo sendo a criadora do Tribal Brasil e a mais forte referência do estilo entre nós, o que ela busca é DANÇAR... o que? O que vier na moleira, porque técnica e conhecimento para executar, garanto, isso existe.
O work de Tribal Brasil foi jungido de muita técnica dos passos in natura do Maracatu Nação e Cavalo-Marinho, então entendendo essa dinâmica vem a fusão, com o que? Com o que lhe for mais orgânico, ATS(r), bellydance... é usar o que for sua zona de conhecimento, afinal fusionar demanda controle de duas técnicas, a base e a que será fusionada. Nababesco, saí com a sensação de estar no meio das ladeiras de Olinda-PE (saudade).
Além do Tribal Brasil, Kilma nos presentou com a Cia Lunay, internacionalmente conhecida, com vários trabalhos publicados e mais de 10 anos de trajetória.
"Hoje, a Lunay em João Pessoa-PB conta com duas formações: Lunay Tribal e Lunay contemporânea. A
primeira é composta por 9 integrantes que focam o trabalho no estilo
Tribal - Luana, Juliana, Jaqueline, Cila, Andressa, Bárbara, Thamara e
Kilma. A segunda é composta por Guilherme, Ademilton, Luana, Juliana,
Jaqueline, Kilma e Rayssa. A proposta de trabalho é focada na percussão
corporal, diversidade de linguagens e identidades." (Kilma)
AGORA A GRANDE NOVIDADE!!!
Prepara o pulsante: Haverá um núcleo da Cia Lunay em São Paulo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
"Em
São Paulo, a Lunay chegará aos poucos, buscando um corpo próprio, que
só o tempo poderá delinear de acordo com as afinidades das integrantes. O
processo de formação será por audição e contará com a direção de
Aldenira Nascimento e Maria Badulaques." (Kilma)
Estávamos muito ansiosas para anunciar esta notícia, afinal quem ama o TribalBrasil, como nós, poderá ter mais um ponto de referência pra estudos e desenvolvimentos de projetos. Em breve, publicaremos sobre as audições que serão no Espaço Vanna Tribal Bellydance (São Paulo-SP), Espaço de Danças Gira Ballo - Academia Healthy Life (Indaiatuba-SP) e Elektra Studio de Dança (Campinas-SP).
Falaremos sobre todo o processo e esperamos você, com muito axé no pulsante. Yeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeees!!!
Há vários trabalhos de Kilma e da Cia Lunay, mas a força da lavadeira muiiito me representa. Emocionei!!! Se você se conectou, arruma as trouxas e vem se encontrar neste processo chamado DANÇA.
Para você se familiarizar e conhecer mais do Lunay, Kilma nos separou este texto. Super xeros no pulsante!
Um corpo de dança chamado Lunay.
Quando
me perguntam há quanto tempo a Lunay atua no cenário da dança, de
pronto respondo há 10 anos. Mas nesses dias em que se aproxima o evento
comemorativo do nosso grupo e do estilo que pude desenvolver com ele, o
Tribal Brasil, me pus a pensar e acabei por levantar alguns
questionamentos que resolvi compartilhar com os amigos de movimento.
O primeiro deles seria: um grupo já nasce grupo? A Lunay já nasceu Lunay? Pragmaticamente
falando eu diria que sim, que em abril de 2003 eu precisei colocar um
nome no meu grupo de alunas com as quais montei “Dança do Ventre: Da
Energia ao Movimento”, espetáculo que lançou meu livro homônimo, pela
Editora Universitária da UFPB, e que, na ocasião, Lunay me pareceu
agradável, sugerindo uma hibridação de Dolunay (lua cheia em turco) com
Luna (lua para diversos países latinos). Unir oriente e ocidente sempre
foi uma tarefa que assumi como missão e que deixo de herança para a
Lunay. Em 2003 eu já dançava “Bicho de 7 cabeças” na versão de Zé
Ramalho no espetáculo “Dança do Ventre: Da Energia ao Movimento”, unindo
dança com espada e dança de Iansã. Esse espetáculo nos conferiu o
Prêmio de Melhor Produção em Dança em 2005 na XII Mostra Estadual
deTeatro e Dança da Paraíba.
Subjetivamente falando, sinto que a
Lunay veio nascendo ao longo do tempo, dos espaços ocupados, dos
movimentos desenvolvidos. Que cada sugestão de suas integrantes se
somava nesse corpo imaginário, conferindo personalidade ao que chamamos
de grupo. Muitas vezes percebia que essa personalidade levava esse corpo
a múltiplos caminhos e como quem procura a saída de um labirinto eu ia
conduzindo, dirigindo, para focar a caminhada tornando os passos mais
decididos. Assim surge o estilo Tribal Brasil, característica
marcante da Lunay. Em cada gesto, em cada significância, está a essência
desse corpo de dança que fala por si só, que não necessita de rótulos,
nomes, marcas. Somos além dos nossos corpos. Hoje, contamos com 14
integrantes que se distribuem entre os grupos Lunay PB e Lunay PE, mas
somos acima de tudo a soma de todos que contribuíram e contribuem para
que sejamos grupo. Somos um “corpo abstrato” e nesse corpo encontramos
traços das primeiras integrantes da Lunay, de cada professor do nosso
projeto Cultura em Movimento, das bailarinas parceiras da Caravana
Tribal Nordeste, dos professores internacionais de Tribal Fusion, das
cidades, estados e países por onde passamos; dos filmes que assistimos,
das músicas que ouvimos, dos livros que lemos, dos poemas que escrevemos
e sentimos, dos risos que espalhamos, das lágrimas que permitimos, do
chegar e partir, do eterno ir e vir, do inspirar e transpirar arte e
vida.
Em 2005, dos encontros ente eu e Jaqueline Lima com os músicos
Magno Job e Victor Ramalho esboçamos um novo grupo de estudo onde o
ritmo e a música ao vivo seriam um quinto integrante em cena. E para
diferenciar dos trabalhos com a Lunay pensamos em batizar de “Quatro
Luas”. No desenvolver do projeto, outros músicos se somaram a exemplo de
João Cassiano e Roberto Sansão, assim como o Victor precisou se
ausentar. Outras bailarinas da formação da Lunay na época se
interessaram a exemplo de Bianca, Ana Cristina, Claudia e Natália.
Assim, achei por bem seguir com o nome Lunay e assumir os novos traços
na personalidade do grupo que passava a trabalhar com música ao vivo e
fusão de danças afro-brasileiras e populares com nossa conhecida dança
do ventre. Outras parceiras se somaram a esse processo: Noemi Paes,
Fabiana Rodrigues e Veronica Alves. Da imersão em laboratórios de dança
afro, aulas de percussão, circo e yoga surgiu “De Corpo e Alma” em 2006,
sendo o marco oficinal do primeiro espetáculo da Lunay com o estilo
Tribal Brasil. O grupo chegou a contar com 23 integrantes em sua
primeira formação em 2003. Eram elas: Michelle Pinto, Joyce, Eli Cleide,
Inês, Jaqueline Lima, Bianca, Ana Cristina, Jucy Vieira, Noemi Paes,
Clara Talha, Alzenira, Ianey, Claudia Cavalcante, Helenita, Sara,
Karlênia, Vanessa, Lane, Rayssa Ramos, Karla,Eliane, Daniela e eu, que
de forma intuitiva, acumulava as funções de diretora, coreógrafa,
preparadora física, professora, diretora musical, produtora e
pesquisadora.
Em 2006, éramos 12 em nossa segunda formação, eu,
Jaqueline Lima, Ana Cristina,Bianca, Claudia Cavalcante, Natália
Teixeira, Fabiana Rodrigues, Noemi Paes, Veronica Alves, João Cassiano,
Magno Job e Roberto Sansão. Aqui as divisões de tarefa começaram a se
esboçar e Jaqueline assume concepção de figurino, assim como João
Cassiano a Direção Musical. Em 2007, realizamos a primeira audição
para o corpo de baile da Lunay, pois todas as minhas alunas da turma
avançada desejavam integrar o grupo que não tinha condições de absorver
tanta bailarina. Foi a terceira formação da Lunay. Foram selecionadas
Laíz Aline, Danúbia Lima, Kely Maurien, Veronica Alves, Natália
Teixeira, Fabiana Rodrigues e Jaqueline Lima. Integravam ainda eu e os
músicos João Cassiano, Victor Alfonso e Mariana. Aqui, as coreografias
passaram a ser divididas com as integrantes mais antigas do grupo que
contribuíam com suas propostas.
O processo da audição continuou
acontecendo de modo anual e em 2008 passamos a ser 8 integrantes: eu,
Jaqueline Lima, Fabiana rodrigues, Kely Maurien, Camila Simões, Natália
Teixeira, Rayssa Ramos e Manuela Acioly. Montamos o espetáculo
Troupiniquim centrado no Tribal Brasil e na Dança do Ventre com
influência das danças populares do Nordeste, estilo chamado Ventre
Brasil. Com este espetáculo a Lunay conquistou o Primeiro Lugar em Dança
na XV Mostra Estadual de Teatro e Dança da Paraíba e chegou a
representar nosso estado no Fenarte de 2010. Creio que conquistamos
também uma certa maturidade, pois o grupo já caminhava por si só.
A
quinta formação contou com 4 integrantes em 2009 que muitas vezes teve a
participação especial dos músicos João Cassiano e Dj Chico Correa.
Período de apresentações intensas em outros estados do Brasil devido ao
crescimento do estilo Tribal. Nessa formação atuaram como bailarinas
Jaqueline Lima, Fabiana Rodrigues, Kely Maurien e eu. É dessa época meu
primeiro DVD didático, Tribal Fusion com Kilma Farias.
Só em 2011
alteramos a formação convidando duas alunas da turma avançada de Tribal,
Juliana Garcia e Jackeline Mendonça para também integrarem o grupo. Com
esse grupo desenvolvemos a Caravana Tribal Nordeste em parceria com
grupos de outros estados e terminamos por montar os espetáculos Caravana
e Tribal Brasil, dois trabalhos que foram contemplados pelos editais de
cultura do nosso estado, visando circulação e formação de público para
dança.
Em 2012 tivemos dois marcos importantes: o professor Guilherme
Schulze (UFPB) entra para o grupo contribuindo com direção coreográfica
e a realização da audição para a formação da Lunay PE em Recife. O
grupo passou assim a ter 14 integrantes, sendo a sétima formação da
Lunay. Em Recife, dirige o grupo a bailarina Karina Leiro e foram
selecionados Danilo Dannti, Harumi Fukahiri, Tamyris Farias e Daniela
Albuquerque. Na Lunay PB, ingressaram também nessa época Luana Aires e
Priscila de Carvalho. Desses novos estudos surgiu o espetáculo Axial que
comemora os 10 anos do grupo.
Hoje, em 2013, continuamos
movimentando o “corpo Lunay” e nossas pesquisas caminham novamente para o
ritmo, percussão corporal, música e dança ao vivo. Passa a fazer parte
do grupo o percussionista e bailarino Ademilton Barros e o diretor
coreográfico, Guilherme Schulze, também passa a integrar o corpo de
baile.
Percebo hoje que a Lunay renasce a cada dia, estando em
constante formação, e que, assim como a lua, vive cada fase na busca de
sua expressão, de sua verdade.
Levar nossas construções e
desconstruções aos sentidos de quem compartilha conosco de sua presença é
o resultado mais sublime de toda essa busca. Após caminhar 10 anos,
descubro que não há pressa em se chegar a lugar algum porque o bom mesmo
de toda essa caminhada é ir apreciando o colorido, as formas, os aromas
e sabores dessa paisagem que chamamos de Dança.
Quem nos assiste
também é Lunay, quem nos nega também o é. Quem deseja entrar para o
grupo oficialmente, de modo subjetivo já faz parte. Compartilhar é
“fazer parte com”, é contribuir, é tocar nosso “corpo abstrato”, é
suavemente ser parte da mudança de cada frase dessa doce melodia.
Inspirar o trabalho de outros bailarinos é também fazer parte, é estar
contido, é ser referência prática e não apenas teórica, é assumir ser
herança como sendo parte abstrata de outros grupos, é compartilhar dessa
dança.
Eu sou Lunay. E você?
*Tá se perguntando sobre as mãos que dançam?
No nordeste somos sem cerimônia e avexados! (Bem, a maioria de nós) A mãe de Kilma quando a colocava pra lavar louças....dizia: saia daí que vai quebrar tudo com essas suas mãos que dançam.
Amei a história, lembrei da minha avó Marina e seu avexamento.
Workshop de Tribal Brasil com Kilma Farias, no espaço Vanna Tribal Bellydance (SP).
(by Maria Badulaques)
Eu sou uma entusiasta das danças populares brasileiras, na minha escala de emoção o Tribal Brasil alcança pulsação compatível a do Maracatu. Como pernambucana, muito embora sempre vivendo longe da minha terrinha, acredito que está nas veias do pulsante, então é ouvir e sentir uma corrente de energia subindo pelos calcanhares e tomando conta de tuuuuu-dooooo.
Adrede, acredito piamente numa tribal sem estrelismos, divas, mestras... e assim estava Kilma, desnudada de egos e vestida de muito dendê, pimenta e cuscuz (mola propulsora de todo nordestino). Óbvio que fui a Lua!!! Aliás fomos, circulando o olhar pela turminha o que se via era contentamento, alegria e muita força na peruca para suportar a "zumba" do Tribal Brasil, affff-mariiiiaaaa, arrre-éguaaaa, lascou.
Dali chiiiiiiiiiiiiiiiita
3 palavras descrevem Kilma, mas isso quem ouviu, ouviu!!! (foi perder o workshop, tá vendo) Porém, posso dizer que TE-SUUUU-DAL justifica e explica o fascínio que nós, do mundo tribal temos pela sua beleza cênica.
Beth, do Estúdio Fallahi marcando presença.
Cavalo-marinho, maracatu e muita fusão com ATS® me senti em casa, visse!!! E para dar liga, explicação bem fundamentada dos movimentos, história do Tribal Brasil, num sotaque brejeiro que me arrancou muito sorriso, eita saudadeeeeeee do "butar as coisas" (traduzindo: colocar) ...eu como nerd-tribal necessito dançar e entender o que danço, como, onde....quando, tudo isto estava presente na proposta de Mamma K (kkk se Carolena é Mamma C, nada mais natural que Kilma ser Mamma K).
Aldenira e Mamma K
O espaço de Aldenira Nascimento está mega de parabéns pela empreitada, sentia muitaaaaaaaaaaaaaa falta de ter um contato com Mamma K, é como amar o ATS®
Bolinhooooo
e nunca ter visto Carolena, fica sem sentido. Organização, calor humano, com direito a bolinho de aniversário para nossa instrutora e um lindo certificado de conclusão (opa, vai pra parede da fama). Lilililili, que venham outros tantos eventos como este.
Matéria completa no Resenhando - Aerith Tribal Fusion (com comentários dos envolvidos e do sábado com muito Dark e Fusion, yeaaaaaaaaaaaaaaaaaaah)
Entrevista elaborada por Carine Würch para os participantes do General Skills e Teacher Training com Carolena Nericcio e Megha Gavin, em abril de 2015 em São Paulo.
Conte uma breve trajetória da sua dança. (Carol Freitas) Bom, eu comecei no balé clássico com 4 anos. E sempre que eu ia dormir, o meu avô e minha mãe me contavam histórias das culturas: greco-romana, egípcia, celta, nórdica, hindu. Quando eu entrei na pré-adolescência meu corpo mudou bastante. Tinha mais seios, mais quadril do que as outras meninas. E isso não era nada bom para os padrões do balé clássico. Antes das apresentações, a professora colocava faixas em mim para diminuir tamanho de seios e coxas. Eu quase desisti de dançar. Porque eu comecei a me achar feia, que nada estava bom o suficiente. E durante esse período, graças às histórias que sempre ouvi quando pequena, eu comecei a ler sobre uma dança que a essência era o feminino: dança do ventre. Comecei a fazer a adorei! Eu era aceita, todas eram! Mas eu ainda sentia falta de algo, porque eu gostava de dançar outros tipos de música, de colocar movimentos de dança irlandesa ou flamenco ou do balé. E eu gostava dos aspectos teatrais, pois sempre gostei de dançar criando um personagem e histórias. Foi quando eu vi um vídeo de uma mulher dançando toda misteriosa, com tatuagens... e eu pensei: pronto! É isso que faltava!
O que fez você escolher fazer o curso com Carolena Nericcio?
Minha primeira aula de Tribal Fusion foi com a Paula Braz, uma professora que tenho um carinho muito especial. Também fiz aulas com outras professoras e professores. Um dia, em uma aula teórica com a Paula, aprendi o que veio antes do Tribal Fusion: ATS®. E que a criadora deste estilo estava por aí linda, se apresentando e ensinando.
Eu logo pensei: preciso fazer aulas com a Carolena! Quantas pessoas têm a chance de fazer aula com a criadora do estilo??
Eu já estava me preparando para ir aos USA, quando chegou a notícia: a Carolena, a mãe do ATS®, vem para o Brasil. Eu simplesmente não podia perder essa oportunidade!
Você já fazia aulas regulares de ATS? Participa de algum grupo/ trupe que se dedica ao estilo?
O grupo de dança que eu fazia parte se chamava Filhas da Lua. Éramos um trio: Shabbanna Dark, Walkiria Eyre e eu. Minhas irmãs de dança e coração! Nós sempre nos colocamos como um grupo Vaudeville Avant-Garde Fusion. Nunca tinha feito aulas regulares de ATS®. Tudo o que eu aprendi foi com DVDs do FatChanceBellyDance®, DVD da Rebeca Piñeiro e um workshop com a Isabel de Lorenzo, que veio aqui no DF e nos deu um gostinho do ATS®.
Na sua opinião, qual a maior dificuldade dentro do curso? (desafios físicos, mentais, financeiros?)
Para mim, os maiores desafios foram mentais e físicos. Eu tenho depressão e hipotireoidismo. E o ano passado e o início deste ano foram muito difíceis para mim. A minha depressão voltou com força total e o problema da tireoide também. Até cheguei a pensar em desistir da dança. Então, esse curso também me serviu como um desafio: eu precisei voltar a acreditar em mim.
Com esta formação, pretende dar aulas regulares de ATS?
Mas é claro que sim! Eu não consigo aprender algo e ficar só para mim. Eu tenho essa necessidade de sair espalhando, dividindo o que aprendi! Adoro! Claro que com o compromisso: turma de Tribal Fusion e turma de ATS® separadas!
O que mais você absorveu de toda esta experiência?
Aprendi a acreditar e a confiar mais em mim de novo. E reforçou algo que eu sempre valorizei muito: o trabalho em equipe e o respeito pelas suas colegas de dança.
Como é ter aulas com a criadora do Estilo? Sua percepção em relação a Carolena (mãezona? Rígida? etc) é diferente do que você imaginava anteriormente? Conte-nos. :)
Ter aula com a criadora do estilo é algo maravilhoso! Você bebe na nascente! Ela explica o porquê dos passos, você escuta dela mesma como que tudo isso aconteceu. Carolena nos acolheu, respondeu nossas dúvidas e cobrou disciplina. Ou seja, uma mãe!
Antes de fazer o curso, eu escutei de muita gente que ela era rígida, uma pessoa muito difícil. Eu fui pro curso pensando "caramba, ela deve ser parente da minha antiga professora de balé!".
Já imaginei a Carolena passando no meio de nós, todas em filas perfeitas executando os exercícios... e Carolena com uma vara na mão corrigindo tudo. Mas ela não fez nada disso, claro! Ela não era isso.
Carolena apenas é de uma cultura diferente. Mas é algo que eu já estou acostumada, porque eu também tive uma criação diferente. Enquanto ela fala, não gosta de ser interrompida. E quando você falava algo, ela também não te interrompia.
Carolena é pontual e cobrou isso. O que foi ótimo, porque muita gente aprendeu a ter disciplina e Carolena conseguiu cumprir todo o cronograma dela conosco.
Deixe uma mensagem para nossas leitoras.
Aprenda a respeitar os seus limites e o das suas colegas, porque o ATS® não acontece sozinho. É um trabalho em equipe. Tem que aprender a dominar o ego, a confiar em si e em suas companheiras. Criar uma conexão. Assim, todas dançam, todas brilham e todas se divertem. E público também se diverte, pois toda essa energia é passada para a plateia =)
A primeira foto que eu a Raisa Latorraca, logo depois que recebemos nossos certificados! Aqui no DF somos as primeiras. Uma grande honra e responsabilidade.
A outra foto é com a Grande Mãe Carolena Nericcio. Segurando muito para chorar neste momento!(Carol Freitas)