16 de setembro de 2014

212 - SEMANA 16

212 por Maria Carvalho

Caiu no mar, ou nada ou perece!

Bem, continuando nosso tro-lo-lo sobre a jovem Salimpour hoje falaremos um pouco de suas influências no que foi começado por sua mamacita e sua trajetória, lógico.

Observo, que muito embora o mundo de Miss J (era como as alunas de Jamila a chamavam) girasse ao redor do universo Tribal, sua filha seguiu os caminhos do bellydance, é bem evidente no estilo do trabalho que ela desenvolve até hoje.

Nascida em 1966, segundo relatos da própria Suhaila, aprendeu a dança observando sua mãe ministrar aulas, paralelamente desde tenra idade iniciou-se no ballet, jazz... e adaptou tudo que via criando um formato de linhas corporais mais ocidentalizadas.
Deu no que deu, aos 9 anos Suhaila ensinava com sua mãe e aos 12 ministrava workshops por todo país viajando sozinha. Dá pra imaginar tanta liberdade e responsabilidade numa menininha? Sabe, tem gente que não adianta por cabresto, a pessoa já nasce com essa urgência de libertação.

Lembrei de nosso relato sobre Mish-Mish quando ela dizia que Jamila ensinava a dançar (ou seja, a pescar), agora o jogo de cintura para se dar bem nos palcos (pegar o peixe) era por sua conta e risco. A aprendiz era atirada no mar, umas nadavam, outras afundavam. Se lermos atentamente a trajetória de Suhaila observamos que esta linha de comportamento também lhe foi aplicada. Acredito que a unica (e talvez a mais preciosa) distinção era o fato de que Su estava  aprendendo diariamente ao ver sua genitora dançando, se apresentando e lecionando, então 50% foi a sorte de nascer filha de quem foi, o restante demandou muita determinação.

É aquilo né, vamos numa aula... a coisa não sai, na outra idem, e assim vai, uns desistem e outros se esmeram a aprender, dure o quanto durar. Segredo: vá a aula toda semana! Ou procure um curso quase impossível (Danças Clássicas Indianas - nossasssssinhora, trem difícil - mas é lindo demais), daí o que parecia difícil vai virar papinha de bebê. kkkk 

Não tardou para Suhaila agregar conhecimento suficiente para complementar o trabalho iniciado por Miss J, sua vontade era ampliar o repertório de movimentos e possibilidades... mas isso é assunto para amanhã. Acompanhe!

Vamo que vamo
Xeros


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